domingo, 15 de março de 2015

INSENSIBILIDADE MARTINOPOLENSE


Ontem, nossa cidade viveu um clima tenso, com duas mortes de forma triste. Final da tarde, um homem sofreu um acidente de motocicleta e veio a óbito. Já no final da noite, uma adolescente de aproximadamente 15 anos enforcou-se, em sua própria residência. 

Sem entrar em discussão sobre as causas da morte e suicídio, venho referir-me a frieza de uma população, que praticamente todos se conhecem e que até podem ser amigos. Até às 2h da manhã de hoje, aproximadamente, muitos estavam num clube com o som em uma altura meio que exagerada, o próprio proprietário chegou a ir no local onde a jovem havia tirado sua vida e mesmo assim, não respeitando a dor das famílias continuou com a festa.

Acredito e ouso comparar essa frieza, com aquela que os espectadores tinham em ver os milhares e milhares de cristãos, que foram mortos no Coliseu de Roma.

A morte, por mais explicação que possamos achar ter, sempre haverá tristeza e solidariedade com aqueles que ficam a sofrer. Ainda mais em uma cidade pequena como a nossa. 

Tristeza e luto, junto com essas famílias. Que Deus possa consolá-los e ajudá-los em superar a dor da perda. 

quinta-feira, 12 de março de 2015

CÂMARA MUNICIPAL EM RUÍNAS


Inaugura em 21 de Abril de 2003 na administração do prefeito José Nilson Farias Sousa e tendo passado por pequenas reformas, o prédio da Câmara Municipal de Martinópole está em situação crítica e não é de hoje que se pede melhorias no plenário da Casa.

Segundo o ex-vereador Valter Jorcelio da Paz, que era presidente da Casa no início das obras, as únicas reformas feitas no prédio foram,  a colocação de grades nas portas e janelas e pintura externa do prédio.

O vereador Ney Monte informou que na gestão passada, o Ministério Público encaminhou um pedido de reforma no plenário sob pena de improbidade administrativa, mas a reforma nunca foi realizada.

Na sessão realizada hoje, os vereadores ficaram impossibilitados de utilizar equipamentos de som, devido ao estrago causado pela queda de parte do forro durante a chuva ocorrida nos últimos dias (fotos abaixo). 

O caso é crítico e mostra o descaso com o patrimônio público. 

Se espera mais clareza e atenção de quem compete cuidar da reforma de prédios públicos. E que essas reformas passem a ser feitas no interior e não somente no exterior, onde se vê mais facilmente.

Pelo menos a sessão de hoje tivemos algo de bom. Após o vereador Ney Monte sugerir o aumento do salário dos professores na última sessão, o prefeito James Bel encaminhou à Casa o reajuste de salário desses, que são responsáveis pela educação da nossa cidade. O reajuste apresentado foi aprovado por unanimidade.  

A sessão contou com a presença de populares e da APEOC, representada pelo seu presidente Francisco Leonardo Paiva de Moura. 










sexta-feira, 6 de março de 2015

PÚBLICO SE VOCÊ CONCORDAR

Hoje, 6 de Março de 2015, o empresário José Roldão de Oliveira, proprietário da Casa do Criador, atendendo ao pedido da Prefeitura Municipal de Martinópole, na pessoa de seu prefeito James Bel, retirou todos os seus pertences do quiosque que ocupava no Mercado Público da cidade há alguns anos. Com a ajuda de amigos, o empresário estará localizado em novo endereço, onde continuará atendendo ao público de nossa cidade. 

Segundo informações, Seu Oliveira, foi convidado a sair do seu local de trabalho por não ser aliado ao atual prefeito de Martinópole. Caso parecido aconteceu com outras pessoas que não apoiavam o prefeito. Situações parecidas ocorrem em todo país, onde o público é confundido com o privado. 

Teria um prefeito, o direito de não aceitar um opositor ao seu mandato trabalhar em um local público? Seria correto a população aceitar tais atitudes nada democráticas? Até quando vamos viver isso? Até quando estaremos calados, ao ver que políticos tomam como seus, o que é direito de todos, dado por lei, concordando ou não com suas posições políticas.

Expresso aqui minha revolta com o ocorrido e meu apoio total ao Seu Oliveira e família e desejo que o sucesso da Casa do Criador continue, independente da vontade contrária de outros.

Abaixo fotos do momento em que a mudança foi feita e novo endereço. 










NOVO ENDEREÇO

NOVO ENDEREÇO

quarta-feira, 4 de março de 2015

AS IMPLICAÇÕES SOCIAIS NO USO DA EXPRESSÃO HOMOSSEXUALISMO

As minorias ganham a cada dia mais força e maior representatividade na política, consequentemente, mais voz, espaço e respeito às suas opiniões. No Brasil, uma parcela da sociedade, os homossexuais, considerada como uma dessas minorias, tem crescido consideravelmente, não só em aceitação como em defesa por parte de políticos e personalidades brasileiras como, atores, cantores e apresentadores de televisão. 

Em meio às discussões sobre preconceito, vem com força o combate ao que é chamado de homofobia, aversão a quem é homossexual. A homofobia, segundo o deputado federal Jean Wyllys, no programa global Encontro com Fátima Bernardes em março de 2013, declarou não ser só a violência aos gays, mas, não ser contra e não achar normal falar sobre o assunto em público se caracteriza como homofobia.

Para alguns é um comportamento, uma escolha de vida, para outros mais radicais, uma doença, algo que a OMS – Organização Mundial de Saúde por meio da Classificação Internacional de Doenças, conhecido como CID-10, a homossexualidade não é considerada como uma doença.

Uma das discussões mais atuais da causa contra a homofobia, é a defesa de trocar a expressão homossexualismo por homossexualidade, a discussão gera uma pergunta em todos: haveria grande significação nessa inversão de termos, haveria necessidade?

Segundo os dicionários, como o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o sufixo ismo pode ter vários significados que representem um sistema político, religião, ideologia, esporte e, também, uma doença.

Em uma entrevista realizada no dia 4 de fevereiro de 2013, pela a apresentadora Marília Gabriela, o pastor Silas Malafaia disse, usando argumentos, segundo ele, da ciência, de que ninguém nasce homossexual, mas se torna devido a alguns fatores que colaboraram para isso, um desses fatores seria a violência sexual sofrida na infância praticada por parentes, por exemplo, ele ainda informa que 46% dos homossexuais passaram a ser homossexuais depois dessa violência. Em uma discussão rápida, onde o Silas usa o termo homossexualismo, Gabriela o corrige dizendo, que não é correto usar a expressão por denotar uma doença, o pastor replica ao dizer que não vê problema em usar tal expressão por representar um comportamento ou uma escolha em ser homossexual. Já para o psiquiatra Ronaldo Pomplana, pode representar algo que somos ou ainda poderíamos ser, e destaca que o preconceito e a falta de informações podem contribuir para que isso seja encoberto.

“A sexualidade é o aspecto mais conflituoso, controverso e desconhecido do ser humano. A nossa cultura lida mal com esse importante aspecto da vida e, para agravar, cria modelos estanques nos quais pretende encaixar e classificar as pessoas. Esses moldes, muitos dos quais baseados apenas no preconceito e na falta de informação não permitem que sejamos exatamente aquilo que somos ou poderíamos ser.”

Os jornalistas, não em sua totalidade, aderiram ao uso politicamente correto, ensinado pelo manual da ABGLT, a não usar termos que afetem a cidadania e dignidade dos milhões pertencentes ao grupo LGBT.

“O manual de comunicação LGBT (Lésbicas, Gays,  Bissexuais, Travestis e Transexuais) é voltado  para profissionais, estudantes e professores da  área de comunicação (Jornalistas, Radialistas,  Publicitários, Relações Públicas, Bibliotecários,  entre outras pessoas). É um dos objetivos da atual diretoria da Associação  Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais,  Travestis e Transexuais – ABGLT, e de ativistas  ligados ao segmento LGBT no Brasil, reduzir o  uso inadequado e preconceituoso de terminologias  que afetam a cidadania e a dignidade  de 20 milhões de LGBT no país, seus familiares,  amigos, vizinhos e colegas de trabalho.”
Por questões de preconceito, alguns defendem o não uso do termo homossexualismo, outros não vêem problema. A discussão é interminável, porém a maioria por entender que por questões ideológicas e até respeitosas, seria necessário o uso correto, como afirma o segmento LGBT, do termo homossexualidade.

WILTON LIMA

Trabalho apresentado em Outubro de 2014 na disciplina de Português II

A SIMPLICIDADE NO FUTEBOL

Fotógrafo: Wilton Lima
Equipamento: Canon T3i -> f6.3 – 1/200s – ISO-400
Local: Martinópole – Ceará

O Brasil é considerado o País do Futebol, o país que tem a alegria e a força de sempre dá um jeitinho pra tudo. No início o futebol era um esporte restrito, praticado apenas pela elite branca existente no país. Aos poucos ele foi ganhando força e adesão popular com a chegada do esporte nas várzeas, mas somente na década de 1920, os negros passaram a ser aceitos e com isso, o futebol se tornou um esporte das massas. 

O futebol é um esporte que pode levar alguns a uma riqueza imaginável, e ao mesmo tempo pode-se ver a simplicidade de outros milhares amantes do esporte e vê-lo ser praticado, muitas vezes, em condições precárias, porém, com muito amor e dedicação, sempre com o sonho de chegar perto daqueles que alcançaram fama e prestígio mundial através da bola.

Muitos garotos, como esses da foto, sonham em ser como Cristiano Ronaldo, Messi ou como o brasileiro Neymar, jogadores de fama mundial e salários milionários. Muitos dos jogadores tidos como ricos e bem sucedidos no futebol, começaram suas carreiras praticando em campinhos de areia e até mesmo em situações como a desses garotos.

A foto registrada em Martinópole, interior do Ceará, há pouco mais 300 km da Capital, mostra o momento em que um dos garotos cobra um penalti. Mesmo com toda dificuldade em praticar o esporte, todos os dias se reúnem nessa mesma rua para brincar e sonhar que são grandes jogadores.

A imagem, além de registrar a simplicidade no futebol praticado por um grande número de crianças em todo o Brasil, registra algo interessante e único; cada um expressa um sentimento e prazer no que está se fazendo. O garoto que se prepara pra chutar é o que mais se dedica e corre quando estão vivendo esse momento e segundo ele, vai chegar um dia onde está seus ídolos, como o caso do jogador do Real Madrid, Cristiano Ronaldo. O único garoto de blusa, de uma família um pouco mais abastada exprime um leve sentimento de dor ao ter machucado o dedo quando caiu e que está ali, certamente, por está sempre incluído no grupo de garotos que gostam de brincar na rua onde mora.

A fotografia foi feita com uma semi profissional da Canon. Com suas opções de mudanças de tonalidades no momento do registro e com o ISO um pouco elevado, ao considerar a iluminação externa do momento, foi necessário uma leve manipulação no contraste e enquadramento da foto, o que para Philippe Dubois, no quarto capítulo do seu livro O ATO FOTOGRÁFICO E OUTROS ENSAIOS, diz ser a foto agora, tratada como uma pintura por haver nela manipulações (edições) após a foto ter sido feita. “Uma vez dado o golpe, tudo está dito, inscrito, fixado. Não é mais possível intervir na imagem que se está fazendo... Se são possíveis manipulações, estas correções depois do golpe, a foto já é tratada como uma pintura.” (página 167).

Mesmo que a foto esteja nesse momento sendo tratado como uma pintura, por haver modificações depois do registro único com uma câmera fotográfica, ela não deixa de expressar o sentimento e a realidade do que se tentou mostrar.

Com o objetivo de uma fotografia artística, onde emoção, contrastes sociais e expressão de busca por algo melhor, a foto intitulada A SIMPLICIDADE NO FUTEBOL, mostra que a realidade vive em real harmonia como o sonho.

WILTON LIMA