sexta-feira, 12 de junho de 2015

SHAKESPEAREZANDO














[...] 

É quando você aprende que determinadas lutas não são dignas de serem lutadas, que lágrimas não precisam ser derramadas e pessoas não merecem ser conquistadas. 


Você aprende que laços podem e devem ser quebrados, mesmo que pareçam firmes e importantes pra você. Aprende que não precisa mudar para agradar, não precisa disfarçar para sorrir como quer. 

Chega um momento que você aprende a deixar a máscara de lado e viver quem você realmente é, não se importando para quem discorda e quer vê-lo com uma máscara. 

Tire a máscara do seu sorriso, do seu olhar e do seu pensamento. 

Viva livre. Sem culpas e medo de ter medos. 

O medo vai sempre existir e pode ser a arma para vencer os obstáculos que aparecem na caminhada.

Então, você aprende que precisa viver conforme seus ideais e não escondê-los por medo do não, por medo do desprezo ou aversão. 

Você entende que para ser feliz precisa amar, simplesmente amar, sem esperar reciprocidade com a mesma intensidade da qual você aspira.

Não espere que venham até você, corra atrás de quem e do que busca!

WILTON LIMA

quinta-feira, 11 de junho de 2015

MEU DEUS É SOBERANO















Lembro quando eu era criança e ouvia das pessoas coisas do tipo, “o futuro a Deus pertence”. Cresci sabendo que Deus é o dono do meu futuro. Ele, e apenas Ele conhece-o plenamente. E se eu pensasse diferente, seria complicado crer nesse Deus!

Minha esperança é saber que mesmo sofrendo com as lutas e perseguições aqui na terra, enquanto Cristão, elas findarão quando Cristo voltar e me levar para uma morada eterna, onde não haverá mais pranto, tristezas, nem dores. Será uma alegria eterna!

Duvidar e até mesmo negar a Soberania de Deus, seria estar tão distante Dele, quanto o céu da terra. Acreditar em um “deus” que abre mão de conhecer o futuro para se tornar um pouco mais humano e se relacionar com o homem é querer se igualar à Ele. 

Supondo que Deus não seja Soberano, minha esperança morreria. Minha alegria acabaria. E a certeza de um dia morar no céu, deixaria de existir.

E como ser feliz num mundo tão incerto, que nem mesmo Deus pode nos trazer as respostas?

Eu prefiro crer no DEUS SOBERANO que cuida de mim, que tem minha vida em suas mãos e que sabe do meu fim, bem antes mesmo de eu vir a existir.

Eu prefiro acreditar que Deus tem o controle de todas as coisas e que nada acontece se não for por seu consentimento. 

Eu prefiro crer no DEUS SOBERANO que estar de braços abertos pra mim.
Eu prefiro crer no DEUS que não tem os ouvidos tampados pra que não possa me ouvir.

Não consigo acreditar e me render a um deus frágil que fica de braços cruzados, olhando o sofrimento humano, torcendo pra que tudo dê certo.
Não consigo crer em um deus mentiroso.
Não consigo crer em um deus relativo 

Entender Deus com nossas limitações é como querer voar sem asas ou andar sem pernas.
Não podemos compreendê-Lo, nem explicá-Lo pelo nosso tempo. 
Nós estamos presos ao tempo, Ele, porém, comanda o tempo e estar presente em todo o tempo.
Ele está no passado, no presente e no futuro. 
Nós nos limitamos ao agora!

Deus não precisa se tornar um pouco humano para se relacionar conosco.
Deus não precisa ser rebaixado pelo homem pra compreender nossa dor.

Ele nos criou, conhece nossa estrutura, sabe que somos pó e nos entende como ninguém!
Compreende a nossa dor e melhor, não nos deixa sofrer em vão, não nos deixa caminhar sozinhos, sem esperança e sem futuro. 
O meu Deus estar presente em todo momento, no meu passado, no meu presente e tem o meu futuro em Suas mãos. 

O meu Deus é Soberano e o seu?

WILTON LIMA

terça-feira, 9 de junho de 2015

CAMINHAR É PRECISO


A tristeza é um sentimento traiçoeiro e chega nos momentos mais incertos e confusos da vida. Chega quando não deveria chegar! 
Quem nunca chorou? 
Quem nunca sofreu? 
É preciso aprender a conviver com a dor.
É preciso aprender a viver em dor!

Caminhando em busca da felicidade e por dias melhores, me deparo meio ao caminho com situações variadas, algumas adversas e conflitantes. 
Parei, confesso que parei! 
A falta de experiência me fez temer e querer voltar. Quando olhei ao redor notei que grande parte dos que comigo caminhavam, desistiram de mim e simplesmente me deixaram. 
O medo tomou conta do meu ser e a vontade de voltar correndo aumentou, fiquei como num barco à deriva, vazio e sem leme.

A solidão tornou-se companheira e confidente, a dor sentimento rotineiro. 
Nada mais fazia sentido e eu ainda ali parado. 
Olhava para o grande mar a minha volta, de dias calmos e outros tenebrosos. 
Já nem sabia se era dor o que sentia ou se alegria já não existia! 
Eu só fiquei lá, parado!

Meus olhos se abriram, passei a enxergar minha dor e mesmo não compreendendo aceitei o caminho que tomei. Analisei as situações que me fizeram parar, então olhei pra trás e já não tinha vontade de voltar, eu já temia o passado. Mas eu não podia continuar a caminhada. O caminho era áspero, espinhoso e às vezes caudaloso. 
Mas tinha algo que me parecia estranho e complexo de entender. Eu olhava além das dificuldades e dos obstáculos do caminho e bem além, quase onde meus olhos não podiam enxergar, eu via algo brilhante, conseguia ver, mesmo que com dificuldade e embaraçado, um rio com águas tranquilas e eu via um colorido que em nenhuma primavera pude ver. Eu percebi que a imagem era mais nítida ao me colocar de pé e ainda mais real quando um passo eu dei. 

Então dei outro passo e mais outro e outro... 

A caminhada continua, a imagem ainda estar logo, agora um pouco menos embaraçada e parece mesmo ser real. 
Eu já acredito que é real!

WILTON LIMA

UM POUCO DA CAMINHADA


Quando descobri que a caminhada seria longa e que o percurso não seria muito agradável, fiquei indeciso! 
Eu Buscava conforto, buscava certezas e sorrisos. 
Fiquei frustrado ao ver um caminho diferente do que sonhei e pedi.
Mesmo assim, decidi ir. 
Havia uma promessa que aliviava meus medos, uma promessa que me fazia esquecer as dificuldades.

Os primeiros passos me fizeram achar que a caminhada seria fácil e prazerosa. 
Sorrisos e prestígio me cercavam, amigos "sobravam", era tudo primavera! 
Eu já não me lembrava das promessas, a alegria do momento era o meu foco. Porém, aos poucos as pedras surgiram e comecei a tropeçar.
Meus pés se feriram e a dor começou. 
Logo os amigos partiram e ficou um vazio enorme, parecia que não podia sem eles, parecia estar sozinho e sem forças. 
A cada passo um novo desafio.
Surgiu então, uma louca vontade de desistir e voltar ao momento de conforto e alegrias, onde os amigos existiam e as lágrimas não molhavam meu rosto.

Mas continuei a caminhada.
Por várias vezes eu cai e pensei em voltar, mas fui aprendendo a conviver com a dor, aprendendo a não depender da reciprocidade.
Entendi que eu não precisava fingir uma identidade, bastava ser eu mesmo. 
E ser eu mesmo me trouxe consequências inesperadas. 
Trouxe também, os verdadeiros amigos, que não fogem na angústia, que não riem da minha dor.

Aprendi a duras perdas e muitas lágrimas derramadas que é preciso continuar, alegre ou triste, cercado de amigos ou sozinho.
Aprendi que só eu posso dá meus próprios passos, mas que é bom ter alguém que na queda, nos ajude a levantar.

Entendi que não posso sozinho, mas que alguns passos serão dados sem ninguém por perto!
Hoje consegui lembrar as promessas e elas voltaram a me dá forças, me ajudar a seguir em frente, seguir em busca da minha coroa, em busca da alegria verdadeira.
Alegria que não passa, não morre e nem se esconde.

Bom, sei que ainda posso tropeçar e até mesmo cair, mas eu sei que vou levantar e ser melhor!

WILTON LIMA

quinta-feira, 4 de junho de 2015

DISCORDAR

Discordar de uma opinião ou ação não nos torna certos. Precisamos aprender a viver com as diferenças, seja ela qual for. Mesmo que tenhamos o direito, garantido por lei, de expressar nossa opinião, precisamos emiti-las sempre respeitando a liberdade do outro.

Discordar não nos torna necessariamente inimigos, como não nos torna uma espécie de ditadores quando não aceitamos uma discordância, nos faz apenas pessoas sem preparo para viver em sociedade.

Discordar não é errado.
Discordar não é feio.

Discordar é ser corajoso ao lutar conta uma cultura (sociedade) maltratada, decaída e aparentemente sem jeito!

Discordar não é humilhar, porém é coragem em propagar suas verdades, mesmo sabendo e tendo que compreender as discordâncias de outros, que sempre existirão.

Discordar é entender a não aceitação.

Discordar é saber viver em uma “democracia” cada vez mais cheia de pessoas que discordam e querem espalhar suas verdades, porém, é preciso saber que a nossa verdade é nossa e não de todos, mas é, também, esperar que muitos aceitem essa verdade e nos ajudem nessa tão incompreensível e complicada caminhada.

WILTON LIMA