sábado, 19 de janeiro de 2019

APRENDENDO COM AS PERDAS

É comum ouvir muitos cristãos afirmarem que temos que vencer ou vencer e que não nascemos pra perder.

Não desconsidero quem pensa assim e nem mesmo diria que estão errados. Porém, eu prefiro pensar diferente, prefiro acreditar que as perdas fazem parte da nossa caminhada e que temos muito a aprender com elas.

Enquanto caminhamos é provável cairmos algumas vezes. E essas quedas podem trazer muitas perdas.
Perder não significa estar derrotado, nem mesmo sugere um fim, depende muito de como você reagirá após uma queda.

Diversas vezes encontramos na Bíblia exemplos de homens e mulheres que caíram/fracassaram e mesmo assim continuaram a fazer parte dos planos de Deus. O Rei Davi é um dos maiores exemplos disso. Foi considerado um homem segundo o coração de Deus, mesmo tendo caído algumas vezes. Pedro, um dos apóstolos de Cristo é outro grande exemplo. Ele andou lado a lado com Jesus, conviveu diariamente com o Mestre e mesmo assim foi capaz de negar ser seguidor de Jesus por três ocosiões quando foi indagado momentos antes da crucificação. Mesmo assim, Jesus pediu que Pedro apascentasse suas ovelhas.

Eu acredito ser impossível durante nossa passagem aqui na Terra, apenas vencer e só vencer. Certamente, Deus não tem prazer na queda do homem e não nos criou com esse propósito. Porém, isso não quer dizer que nunca venhamos a cair.

Cair não é um fracasso. O fracasso é não querer se levantar!

Então, caso você tenha falhado no propósito de agradar a Deus e ter uma vida pautada nos padrões estabelicidos por Ele, não se preocupe, você pode se levantar, tentar de novo e se não conseguir, tente mais uma vez.

Tente quantas vezes forem preciso, mas a cada tentativa procure sempre ser melhor.

É uma batalha diária, as perdas vão acontecer, mas tenha sempre coragem de se levantar e continuar. E lembre-se sempre: Jesus está com você!

Wilton Lima

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

DEGRAUS DA VIDA

Hoje quando eu acordei lembrei do passado, lembrei quem eu já fui. Lembrei dos caminhos que eu poderia ter esolhido, das decisões não tomadas, das atitudes precipitadas e das palavras não ditas.

Lembrei que sonhei ser quem não sou hoje. 

Percebi depois de alguns minutos de viagem no tempo, que me tornei melhor, que cheguei além da imaginação e que alcancei, mesmo com tantas quedas e erros, um degrau há mais que outrora não conseguia enxergar.

A vida é mágica!

É sensacional viver e descobrir a cada dia que você pode ser melhor, que pode chegar onde sua imaginação idealizar ou além. É sensacional saber que mesmo caindo, se machucando e derramando muitas lágrimas, pode ser possível tirar disso tudo uma grande e eterna lição. A lição do amor!

O processo de amar não é fácil.

Amor é uma escolha, uma decisão e não um acontecimento casual do destino. Quando aprendemos e escolhemos amar, descobrimos que crescemos e alcançamos voos mais altos. O amor nos faz melhores, nos ensina, orienta e nos guia na caminhada. Quando amamos, os altos degraus da vida são mais fáceis de serem conquistados. 

É preciso amar. Amando, a vida é bela, cheia de cores e emoções, surpresas constantes e agradáveis.

Eu aprendi e cresci!

É claro que tropecei muitas vezes e continuo com a possibilidade de cair. Porém, no amor verdadeiro que é o próprio Cristo e na sua infinita misericórdia, sempre encontro forças para levantar e ser melhor. 

Tente você também, te garanto que dá pra ser um pouco melhor, sempre!

Wilton Lima



quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

CRER E PENSAR #002

QUE CRISTIANISMO É ESSE?

Que cristinismo é esse que só vê o seu lado?
Que cristinismo é esse que só quer o conforto?
Que cristinismo é esse que não sente a dor do outro?
Que cristinismo é esse que não para, escuta e compreende? 
Que cristinismo é esse cercado por quatro paredes? 
Que cristinismo é esse do prazer, contentamento, conformismo e festas?

Que cristinismo é esse que vive um evangelho fabricado?
Fabricado para satisfazer meia dúzia de manipuladores e aproveitadores da fé e da alma sedenta dos que acreditam na igreja.

Que cristinismo é esse que dá mais valor ao que Deus pode oferecer ao que realmente Ele é?

Um cristianismo que busca os bens materiais e riquezas que a traça e a ferrugem consomem (Mateus 6.19), esquecendo que nosso maior tesouro foi morto em uma cruz. Inocente! 

Que cristinismo é esse onde o dom é mais fundamental que o fruto (Gálatas 5.22,23)? Deixando nossas igrejas vazias de Deus e cheias do homem. Vazias do desejo e sonhos vindos de Deus, porém cheias dos anseios humanos.

Que cristinismo é esse que deixa de lado a Pregação da Cruz e coloca em seu lugar doutrinas criadas unicamente para elevar o ego do expectador?

Que cristinismo é esse que não pensa? 
Que cristinismo é esse que aceita tudo calado? 
Que cristinismo é esse que não busca mais em Deus suas respostas? Correm para o profeta, bispo, apóstolo ou pastor, para que eles determinem o que é certo ou errado.

Que cristinismo é esse que aprisiona, que exige, que maltrata? 
Que cristinismo de sacrifícios tolos (Eclesiastes 5.1) é esse ? 
Que cristinismo do toma lá dá cá é esse?

Isso pode ser qualquer coisa, menos o Cristinismo Puro e Simples de Cristo Jesus.

Wilton Lima



Texto original de novembro de 2011

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

CRÔNICAS DE UMA INSÔNIA #003

QUAL O VALOR DE UM AMIGO?

Todos os dias, tenho a certeza de como é raro ter um amigo.
Alguém em quem posso confiar, compartilhar minhas dores, meus medos e meus desejos. Pessoas com a capacidade de me olhar com amor e sem acusações, mesmo quando meus ideais diferem dos seus.

Encontrar pessoas assim é uma missão muito difícil.

Pessoas que te olham sem preconceitos, que buscam o que você é e não o que você tem. Eu me alegro muito, porque mesmo sendo difícil encontrá-los, eu consegui encontrar alguns. Ainda que poucos, são os que fazem uma grande diferença na minha vida.

Hoje eu entendo o que Salomão quis dizer (Eclesiastes 4.9 e 10). Não dá para viver só, precisamos de amigos. Precisamos de pessoas que estejam ao nosso lado na alegria e mais ainda nos momentos de crises pra que nos deem a mão para levantar e continuar. Eu não abro mão da companhia e carinho dos meus amigos, como não abro mão de dedicar a eles toda minha atenção e amor.

É incalculável o seu valor e importância. É impagável tudo que recebo deles.

AMIGO!

Esse nome já é um grande título, que deve ser usado com muito cuidado e dado só para quem realmente merece, a quem realmente conquistou.

A amizade eu sempre digo que aprendi e encontrei na dor e nos meus momentos de tristezas. Por isso o cuidado e atenção inigualável dados à eles, meus amigos. Os de longe e os de perto, de muito tempo e os de agora.

Por isso, em todo o tempo ama teu amigo e na hora da angústia verás que nascerá um irmão. (Provérbios 17.17)


Wilton Lima

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

EXTERNANDO-ME #004

CAMINHADA 

Sabe a caminhada?
Eu nunca disse que ia ser fácil
Nunca disse que sorriria sempre!
Mas é quando começamos que percebemos
Percebemos como realmente é difícil.

Enfrentar os obstáculos
Enfrentar pessoas e sentimentos.
Uma luta constante e sem certeza de vitórias
Cair, torna-se algo rotineiro
Formam-se muitos ferimentos 
Ficam as cicatrizes com suas marcas.

A queda pode ter sido forte
O machucado profundo
A dor insuportável
Mas eu levantei
Deixei minhas feridas serem tratadas
E de dor em dor
Elas foram curadas.

É como diz o poeta:
"Tudo que chega, chega por alguma razão!"
E até mesmo a dor
Pode um dia trazer alívio ao coração!

Wilton Lima

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

UM POUCO DA CAMINHADA

Quando descobri que a caminhada seria longa e que o percurso não seria muito agradável, fiquei indeciso!

Eu buscava conforto. Buscava certezas e sorrisos.

Fiquei frustrado ao ver um caminho diferente do qual eu sonhei e pedi. Mesmo assim, decidi ir.

Havia uma promessa que aliviava meus medos, uma promessa que me fazia esquecer as dificuldades. 

Os primeiros passos me fizeram achar que a caminhada seria fácil e prazerosa. Sorrisos e prestígio me cercavam, amigos sobravam. 

Era tudo primavera! 

Nesse momento, eu já não me lembrava das promessas, a alegria do momento era o meu foco. Porém, aos poucos as pedras surgiram e eu comecei a tropeçar. 

Meus pés se feriram e a dor começou. 

Logo os amigos partiram e ficou um vazio enorme. Achei que não conseguiria sem eles e eu estava sozinho e sem forças. 

A cada passo um novo desafio. 

Surgiu então, uma louca vontade de desistir e voltar ao momento de conforto e alegrias, onde os amigos existiam e as lágrimas não molhavam meu rosto. 

Mas não consegui! 
Continuei a caminhada. 

Por várias vezes eu cai e pensei em voltar, mas fui aprendendo a conviver com a dor, aprendendo a não depender da reciprocidade. 

Aos poucos ia entendendo que eu não precisava fingir uma identidade, bastava ser eu mesmo. 

E ser eu, me trouxe consequências inesperadas! 

Trouxe também, os verdadeiros amigos, que não fogem na angústia, que não riem da minha dor.

Aprendi a duras perdas e muitas lágrimas derramadas que é preciso continuar, alegre ou triste, cercado de amigos ou sozinho.

Aprendi que só eu posso dá meus próprios passos, mas que é bom ter alguém, que na queda, nos ajude a levantar.

Entendi que não posso sozinho, mas que alguns passos serão dados sem ninguém por perto!

Hoje consegui lembrar as promessas e elas voltaram a me dá forças e me ajudar a seguir em frente, seguir em busca da minha coroa, em busca da alegria verdadeira.

Alegria que não passa, não morre e nem se esconde.

Bom, eu sei que ainda posso tropeçar e até mesmo cair, mas eu sei que vou levantar e ser melhor! 

Wilton Lima

sábado, 12 de janeiro de 2019

CRER E PENSAR #001

UM EVANGELHO FABRICADO

Na busca por ver os templos lotados e na realização ministerial, muitos “líderes” abandonaram o Evangelho e passaram a propagar abobrinha.

Passaram a utilizar estratégias para atrair mais espectadores, esquecendo que a Palavra é suficiente para atrair o homem à Cristo. Transformaram a Igreja em uma empresa, as pessoas em consumidores e o Evangelho em um produto.

Claro que para se tornar um produto agradável a todos, foi preciso fazer muitas modificações no produto original. Como pouca coisa se aproveitava, fabricou-se então, um novo evangelho, um evangelho que agrada a quem ouve.

Um evangelho que transmite um deus que dá quando recebe e na medida em que recebe. Um deus que busca sacrifícios. A Igreja então, sendo agora uma empresa, atraiu consumidores exigentes, que não mais doam por amor, mas esperando receber bem mais em troca.

Os cultos não são mais os mesmos.

Hoje tem culto para tudo: Culto da Vitória, Culto da Libertação, Culto da Prosperidade, Culto do Descarrego, Culto da Benção, Culto das Causas Impossíveis, Culto do Avivamento e por aí vai.

Isso é feito para atender todos os gostos e demandas.

Nessas reuniões, o foco principal é o homem. Sempre vencendo e prosperando. Quando isso não acontece é devido a sua pouca fé, um pecado ou mesmo porque não contribuiu bastante financeiramente.

O verdadeiro Avivamento, alicerçado e moldado no AMOR, foi trocado por um avivamento de emoções humanas, surgindo com ele muitas heresias. 

A razão deixa de existir e o homem cheio da unção desse novo avivamento, pula, grita, roda como pião, imita animais, rola no chão, corre atrás de anjos e ri descontroladamente.

O problema desse Evangelho Fabricado é que seu efeito é passageiro e pode deixar muitas sequelas. 

Confesso que em nada me agrada e sinto até nojo desse novo evangelho. Estou farto de ver os nossos líderes trocarem um alimento saudável, nutritivo e saboroso por migalhas que nem mesmo o mais indigno entre os homens merecia comer. 

Estou farto! Quero voltar a ouvir a Palavra.

Palavra que traz vida e vida em abundância, pois Cristo é a própria Palavra e o sentido real do Evangelho Puro e Simples, como C.S. Lewis relata em sua célebre obra "Cristianismo Puro e Simples".

Que nossa oração diária seja esta, a volta da Igreja ao Evangelho Verdadeiro, Puro e Simples. E que Deus seja sempre o centro e razão da nossa vida.

Só a Deus, a Glória! 

Wilton Lima


Texto originalmente escrito no começo de 2011