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sábado, 5 de setembro de 2020

DIAS INCERTOS

[...] E a saga deles continua!


O caminho volta às suas incertezas e recheado de grandes dúvidas, do que há de vir ou mesmo do que realmente são estes sentimentos mistos e frenéticos. 

As lacunas tornaram-se ainda maiores!

Aparentemente, ao externo, tudo está tranquilo e fluindo, como a mais bela canção já composta. Porém, são dias difíceis; decisivos, porém, indecisos...

As incertezas voltaram como um novo ingrediente.
A dúvida sobre a veracidade de um dos sentimentos, o que para eles é o essencial para fazer sentido na caminhada em busca daquilo que almejam. Eles param em meio a esta dúvida. E mais uma vez a caminhada é interrompida.

O caminho se tornou irrisório!

[...] Uma partida se faz necessária e, o silêncio pôde voltar a dominar os seus versos, que lentamente voltava a ter suas rimas. O medo da partida lhe consomo e lhe tira o sono em quase todas as noites e deixa seus dias incertos e sem esperança.

Na verdade, o brilho no olhar e aquela paixão do primeiro momento continuam radiantes como outrora, mas a distância tenta romper esse elo; o coração ainda fragilizado segue firme, porém sem a certeza de que voltarão a caminhar juntos; no mesmo sentimento.

A visão é turva e o caminho traiçoeiro. Contudo, eles continuam tentando e ainda há muito o que percorrer.

Esperar...
Continuar e esperar.

Wilton Lima

domingo, 4 de agosto de 2019

CONFISSÕES DE UM POETA

Ele vive a buscar uma explicação para os seus sentimentos. Anseia entender a causa desse misto encabeçado por um amor inexplicável e que de tão ardente faz doer, mas de uma dor imperceptível.

São dias decisivos. Muitos acontecimentos os envolvem, uns inesperados, outros supostamente planejados. Há uma esperança, uma forma de elucidar todas as questões complexas desta relação, que chegou a um nível inimaginável e que não fora colocado naquele projeto inicial.

Os olhares intensos, retribuídos com um sorriso apaixonante, voltam a cada encontro e a cada palavra expressada. Aquele misto de sentimentos volta a se intensificar. Uma complexidade de saudade, incorporada por um ciúme tão belo e verdadeiro, que faz do amor a razão para toda lágrima já derramada, para as dores causadas pelos naufrágios e por cada queda em meio ao caminho.

O coração tenta encontrar as palavras certas para expressar a intensidade dos seus sentimentos, mas não as encontra. Todo sentimento envolvido não há como explicar em meras palavras existentes.

Ele simplesmente confessa sua incapacidade de entender como chegaram a este nível, que mesmo envolvidos de um amor incondicional, tão suave e verdadeiro, o coração grita silenciosamente por explicações. Mas nenhum de nós ousa querer entender ou imaginar suas razões;

O coração confessa não saber qual dos caminhos deve seguir. Lembra do início complicado, das suas indecisões e eternas indagações sobre o envolvimento com estes sentimentos tão belos, complexos e aparentemente inexplicáveis. Ele recorda das suas percepções enquanto concluía que o melhor seria ouvir a voz da razão e deixar a sua de lado, mas lembra também, que resultou em uma solidão tão profunda e amarga que novamente deixou seus versos mudos e sem sentido, levando-os ao pior dos naufrágios.

Quando um adeus se fez ou parecia necessário, eles se calaram. Juntos, tentam não deixar desmoronar o que foi tão caro construir. O amor ainda resiste, porém, com uma fragilidade jamais experimentada por eles.

Os caminhos continuam áridos e indecisos. Ainda não sabemos qual deles seguir, nem mesmo qual deles é o certo.

Parados? Talvez, ou apenas tratando dos machucados sofridos até aqui. E foram muitos. E as cicatrizes nos lembrarão de cada etapa vivida.

Ainda temos muito caminho a percorrer, muitas decisões a tomar, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender.

Porém, no final, o melhor é estar apaixonado sem nenhuma razão. Estar perdido em um abraço que aquece o coração durante o frio do inverno, que enxuga as lágrimas e traz consolo sem nenhuma palavra. Perdido, porém, de mãos dadas com o amor, aquele que não precisa de nenhuma explicação.

Wilton Lima

terça-feira, 9 de julho de 2019

ARQUITETO DE RUÍNAS

Eu não queria dizer adeus. O coração, porém, anseia por isso, ainda mais a razão, que tem comungado ardorosamente com ele. 


O caminho tomou uma direção desproporcional ao que tinham estabelecido; se olham e não se conhecem mais, não há mais harmonia nos olhares.

Alguém por favor, poderia nos explicar como o amor, aos poucos, virou meras gotas naquele vasto oceano? E eu, simplesmente não o posso mais restaurar ou definitivamente não tenho mais forças. 

Ele ficou encoberto pela solidão. Aos poucos o vazio tomou conta do coração que sempre esteve visitado e agora, nada além do vazio e do silêncio. Um silêncio que traz dor e medo. Possivelmente, foi tudo um resultado daquela confusão de sentimentos.

Você decidiu partir e de mim levou bem pouco. Me deixou sozinho nessas águas e me deixou sem saber para onde ir. Não sei mais qual caminho estávamos trilhando juntos. 

Apenas nos questionamos o porquê de tanta dor, o porquê dos nossos castelos terem ido ao chão, virado apenas ruínas e nos parecerem, meras memórias esquecidas. O projeto nem ao início foi possível voltar; a visão ainda está turva, mas nos parece que algo nos faz querer voltar.

A indecisão, porém, passa a reinar novamente, com uma força extraordinária e com um resplendor tão grande que nos faz afastar.

O coração grita. Ela tenta resistir, busca forças para conseguir e talvez consiga. Para isso, é preciso que um de nós nunca desista.

Eu não quero dizer adeus;

[...] 
Ou você me esquece de vez ou eu nado por nós dois nessas águas, mesmo que eu esteja debilitado pelo naufrágio da última partida. Por nós, eu encontrarei forças no seu sorriso e na melodia que seu olhar me faz ouvir. 

Mas a distância não me deixa te sentir. Não me deixa contemplar a beleza do teu olhar. Ainda assim, o coração teima em querer te abraçar.

Ainda posso resconstruir nosso castelo. Transformar estas ruínas na mais bela e perfeita moradia do nosso coração. Me basta apenas aquele teu olhar mais singelo e tudo novamente, será como aquela nossa bela canção.

Wilton Lima

segunda-feira, 1 de julho de 2019

AFLIÇÕES DE UM POETA

Seria o amor o sentimento mais complexo de se entender e seria ele responsável por toda essa confusão que se fez em nós?

É provável que não consigamos uma resposta concreta tão cedo, pois fundiu-se a ele outros dois sentimentos, extremamente delicados ao meu coração e assim, também, utopicamente explicáveis em palavras existentes. Eu falo de dois sentimentos tão fortes e intensos quando ao amor; a saudade e o ciúme. Ambos, complementares ao sentimento maior, porém, sem uma direção definida ou entendida facilmente. 

O amor será sempre um sentimento encantador e é aquele que nos mantem firmes nessa caminhada tão complexa, porém, algo mudou. 

Quando a separação mais uma vez se fez necessária, em meio as águas incertas daquele mar, tudo ficou diferente. A tempestade tornou-se mais intensa e a visão mais turva, ao ponto de não enxergamos um ao outro com facilidade. Naquele momento, navegávamos em embarcações diferentes e por causa da intensidade daquelas ondas, um dos barcos veio a naufragar. 

Foram horas de dores excessivas até o socorro chegar. Veio com inóspito sentimento que nos fez pensar na realidade de tudo que foi vivido; na veracidade de todo amor compartilhado e mais, a indagarmos se realmente é amor. 

O que é o amor? Quem e porquê amar? 

Exponencialmente tudo mudou! Esta mudança nos constrange e nos faz querer entender onde nos perdemos. E o que os levou a esse momento. As horas de demora pro resgate deixou marcas profundas e certamente as cicatrizes não sairão com facilidade como outrora, pois tudo mudou... 

As incertezas deram lugar a longos momentos de aflição e já não há aquela percepção do que este sentimento nos trazia, deixando-nos com maiores inquietações, que nos leva a intermináveis indecisões com uma carga de indagações ainda maiores. 

Aquele doloroso naufrágio deixou marcas ainda maiores do que as existentes. O caminho se tornou mais difícil. 

Então, o silêncio novamente se faz necessário e mesmo que os versos estejam a brotar, o silêncio de novo irá reinar. 

Decidimos que a única opção racional e emocional do momento seria o silêncio, incompreendido e às vezes não aceito. Porém continuemos. 

Ainda temos muito caminho a percorrer, muitas decisões a tomar, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender. 

Wilton Lima

sexta-feira, 28 de junho de 2019

OS ÚLTIMOS VERSOS Parte 01

A morte seria a melhor solução? Não há outro caminho a seguir ou definitivamente não vemos um alternativo? 



Quanto mais tentamos seguir outro caminho, na direção não somente aceitável, mas na que nos fará sofrer menos com as recorrentes dores do arrependimento, nos faltam as forças para seguir ou mesmo nos falta a certeza que será melhor.

É recorrente o questionamento do porquê de tudo isso, da falta de forças para resistir a tudo; e o porquê de não dizer, simplesmente, um não para as inúmeras oportunidades que  nos surgem, ou ainda, porque não fugir ou não deixar, definitivamente, de buscá-las? 

Nos parece um caminho sem volta, eu sei!

Não há um recomeço sem dores a persistirem à dúvida, ao medo da queda e de um novo aprisionamento. O que, ou quem nos parece ser a solução, aparentemente se cala, ou meramente se afasta de nós. 

Sozinho eu não vou conseguir! 

Gostaria e simplesmente desejaria encerrar meus versos de um modo mais suave, com mais alegria e com um final mais leve e até com uma rima boba. Só queria encerrar bem. Sem culpas e sem dores tão fortes. 

Mesmo que o final dos meus últimos versos seja rimar meu afincamento com meu eterno silêncio. Mesmo assim não terminou bem. Talvez eu espere mais um pouco e um dia, perfeitamente, ela vem.

Talvez seja um adeus. Talvez seja o final de uma história, na verdade não sabemos ao certo para onde ir, nem como ir. Sem percebermos, nos perdemos um do outro ou perdemos um para ganhar o outro. 

Não sei. Realmente não sei!

Mas não quero dizer adeus.  Apenas nos  diga como seguir e eu posso nadar por nós dois nessas águas incertas, consigo enfrentar as mais altas ondas desse mar. Só não quero ouvir o seu adeus.

Assim, a mais bela e verdadeira rima irá nos encontrar. 
Nos trará a paz;
E finalmente, o coração irá repousar!

Wilton Lima

sexta-feira, 21 de junho de 2019

ENTRE AS ONDAS

[...]
Quando percebeu já havia se jogado de cabeça nas águas daquele sentimento intenso. Quando viu, já estava perto de afundar, em breve, viria a naufragar.

Ele que não sabia nadar, estava nadando com uma facilidade e alegria inexplicáveis. Porém, percebeu que eram os braços daquele amor que o segurava e o guiava naquele mar revolto. 

Eles estavam seguros e confiantes!

Sim, o mar era incerto, tinham altas ondas e com uma força avassaladora, mas ao lado deste sentimento, sentia-se forte e não temia a sua sorte.

Tudo parecia tranquilo, mesmo em meio a incerteza das águas daquele mar que tinha sua importância, tinha uma paz e sensação de segurança jamais experimentada. As altas ondas não traziam medo a eles. Estavam firmes e juntos.

Houveram momentos que foi necessário navegar distantes um do outro, porém, tão ligados ao amor que não pareciam afastados fisicamente. Era mais forte e mais intenso que pudessem imaginar. 

Mas tudo iria mudar!

[...]
O sentimento se mantém forte, mas houve um conflito. Uma ruptura surgiu e nada seria como antes. Confiança? Talvez permaneça intacta. Mas algo diminuiu! Não sabemos se o amor ou apenas a reciprocidade do mesmo, com aquela mesma intensidade.

Seguiam navegando ligados apenas aos resquícios deste sentimento, ligados por uma história ainda não escrita ou pouco vivida. Continuavam em barcos diferentes, porém próximos, até ao alcance do olhar.

Tínhamos momentos, entre lapsos de sentimentos, que tudo parecia como antes. Os olhares e sorrisos assemelhavam-se a perfeição e as ondas voltavam a serem insignificantes e chegavam a navegar no mesmo barco.

A esperança, como uma chama tão fumegante, aquecia os corações e lhe dava uma nova oportunidade, mas não conseguia ser como antes. Simplesmente ela se apaga, com a mesma facilidade que se ascende.

A separação mais uma vez se fez necessária. Com uma dor inexplicável, afirma não ser tão leve e ao alcance dos olhos como antes. A visão ficou turva. A tempestade se intensificou e chegaram a não ver-se mais próximos.

[...]
Um dos barcos veio a pique!

Wilton Lima

segunda-feira, 17 de junho de 2019

SOLIDÃO INCIDENTAL


Gritar, o coração deseja apenas gritar.

Sitiado por tão grande confusão de sentimentos, ele consegue apenas se manter em silêncio, imergido na maior solidão já experimentada por ele. Sim, algo que nós não desejávamos, nem mesmo ousamos explicar. 

Não foi planejado, nem tão pouco escolhido. O acaso? Talvez tenha sido ou pode ser resultado do conflito entre nós, das indecisões e caminhos áridos à frente. É possível que seja, mas não sei; não sabemos. 

É difícil não relacionar tudo a estas indecisões, a este conflito frio e aparentemente sem sentido algum para nós. Tudo se torna mais complexo ao notarmos que a própria razão tem dato a oportunidade do coração gritar como ele almeja, porém, permanece mudo. As reações nos parecem ter findado. 

Buscamos e aceitamos este vazio de palavras, compreendemos a sua necessidade, mas não a vemos como solução. Pois permanecer no silêncio nunca foi uma decisão fácil e as que tomamos não foram acertadas. Continua sem acertos. 

O silêncio nos incomoda. Ele nos traz medo e solidão. Nos leva a caminhos que não escolhemos trilhar e vamos sempre na direção contrária do coração. Com um final incerto, sem sabermos para onde ele vai nos levar. 

Dói! 

Esta incerteza dói e nos atemoriza a cada manhã; a cada olhar; a cada contato físico; e até no silêncio mútuo. Simplesmente dói. 

De repente, tudo volta a ficar sem cor e sem aquele brilho forte do sentimento maior e mais sublime, que outrora nos emoldurava e nos mantinha firmes e sedentos por mais. Ele começa a perder o sentido e se torna cada vez mais vazio e sem melodia. Sem aquela poesia que encantava, até mesmo na simplicidade ou na falta de suas rimas. Mas tudo era belo e atraente. 

Talvez ainda seja. Só não sabemos como nos encontrar em meio a todo esse silêncio. 

Então, junto veio outro misto de sentimentos. Este, porém, causa em nós um medo maior e diferente. Não há alegria em nenhum deles, nem mesmo há dúvidas do que pode ser o certo ou errado. Sua complexidade tem um intervalo mais longo, mais denso e de uma profundidade que os olhos não conseguem enxergar. 

Ao momento, estamos nos adaptando com o silêncio. Buscando respostas que nos tragam de volta àquela confusão que nos parecia ser mais fácil de superar. Na verdade, não sei se era. Mas doía menos. 

Eles continuam a caminhada. Com suas incertezas e agora, com a incapacidade de entender todas as razões que nos lavaram a este degrau. 

Há muita estrada a ser percorrida, algumas talvez, necessitem que sejam abertas. Muitas decisões a serem tomadas, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender. 

Wilton Lima

quinta-feira, 13 de junho de 2019

PERCEPÇÕES DE UM POETA

Nós concordamos em uma única coisa e disso tivemos a certeza nos últimos dias. Chegamos à conclusão de que seria melhor, bem melhor e menos doloroso seguir a voz da razão, mesmo com o coração gritando com toda força e sendo ele, quem detém o poder de toda decisão no momento.

Porém, outra solução deveria ser tomada antes de tentarmos mais uma trégua e assim, dá vez à razão. Deveríamos acabar com esse misto confuso dos sentimentos, porém, não encontramos uma saída plausível, nem mesmo aceitável por nós.

Então, percebi os motivos dos versos estarem mudos e o porquê de tê-los deixado em silêncio da última vez.

Era a razão criando forças e nos privando de externar o sentimento que nos confunde e nos embala ao ponto de acharmos que é o único e verdadeiro. Talvez seja, porém, trata-se de sentimentos e quanto a isso nada é concreto ou absoluto.

Percebi então, que há mais forças para resistir do que imaginávamos. Situações externas nos surpreendeu recentemente e deu ânimo para quem estava em desvantagem nessa guerra.

Mas eu sei que ainda estamos longe. Muito longe! Há muito para nos surpreender; alguns acasos irão surgir e irá novamente, movimentar as águas ainda turvas deste misto de sentimentos que ousa permanecer vivo.

Não conseguimos uma conciliação, mas já percebemos a sua necessidade.

Quanto aos versos, eles não estão mudos e sem rimas como antes. Não sabemos por quanto tempo, mas preferimos deixá-los em silêncio.

Wilton Lima

terça-feira, 11 de junho de 2019

INCERTEZAS DE UM POETA

Há um sentimento maior, que nos move e nos mantêm firmes no caminho.

O amor sempre me cativou e não canso expressá-lo. Porém, outros sentimentos fundidos a ele, me fizeram querer questionar alguns detalhes ou até mesmo não saber como e porque amar. 

Sim, nós sempre falamos disso: ame porque ama; escolha e espalhe o amor. Mas não, nós não mudamos esta nossa verdade, apenas passamos a questionar o porquê da escolha e se realmente é uma escolha. Indagamos o porquê de não escolher o mais fácil, ou mais cômodo, ou mesmo, o que foi proposto. 

Sabe aquela trégua? Dificilmente a teremos novamente. Aparentemente a temos, mas não, o coração grita forte e a razão tem perdido forças nessa luta, dia após dia. Não sabemos a direção correta, não sabemos dizer se uma delas é a correta, nem mesmo se há uma que não seja. 

Por algum momento a força do sentimento maior pareceu transparecer novamente, mas ao enxergar suas lágrimas e indecisões, a razão tentou resistir, criando forças de onde já não tinha. Mas era injusto! O coração mais uma vez saiu à frente nessa luta. 

A batalha está travada. Cada um com suas verdades, e intensidades de sentimentos tão semelhantes que nos parecem ser os mesmos, porém, como direções contrárias. Por isso, nesta luta não sabemos qual de nós irá vencer. 

Hoje, os versos quiseram gritar, procuravam de alguma forma encontrar algo para rimar. Mas era uma rima vazia, embalada pelo infausto desejo de agradar. 

Os mantive mudos! 

Não sei! Eu realmente não sei como será o final. Talvez os versos continuem mudos; talvez a força do silêncio prevaleça e provavelmente caminharemos entre mistos e conflitos de sentimentos. 

Ainda há muito que lutar e muito caminho a percorrer. Temos muitas decisões a tomar, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender. 

Wilton Lima

sábado, 8 de junho de 2019

INDECISÕES DE UM POETA

Hoje, os dois pareciam caminhar de mãos dadas. Algum acordo se mostrava existir. Os conflitos não findaram. Porém, houve por algum momento uma trégua ou mesmo uma solução para este conflito de sentimentos entre eles.

Infilizmente, não durou muito!

O misto de emoções, com aquela confusão veio à tona. Na verdade, revelou-se mais forte que nunca, mostrava-se mais determinado a continuar o caminho oposto ao da razão. A relação entre eles começou a ficar insustentável.

Mas é impossível, aparentemente, um ir sem o outro.

Sentimentimentos intensos, misturados e divididos. Já não sabemos mais dizer o que é saudades ou ciúmes, nem mesmo entender o sentimento mais sublime. A razão tenta resistir para manter firme o que foi estabelecido, para manter o que foi determinado. Mas por quem? Para quem?

O coração, doce e calmamente se vê cada vez mais vitorioso. Está cada vez mais sustentado pelas emoções inexplicáveis, porém, por um sentimento que traz alento e nos mantem de pé. Sim, os dois são mantidos pelas mesmas emoções e por algum momento há paz e sintonia. Por alguns momentos.

Ainda não sabemos qual a direção final a ser tomada.

Mesmo assim, continuamos a caminhar juntos, em conflito às vezes, mas sustentados por este misto de sentimentos que a cada dia nos faz perceber o quão cruel e difícil é viver.

Wilton Lima

quinta-feira, 6 de junho de 2019

CRÔNICAS DE UMA INSÔNIA #009

INQUIETAÇÕES DE UM POETA

Os versos mudos se tornaram efêmeros diante deste misto de sentimentos que se fez em mim, ou se tornou apenas um reflexo do silêncio causado por eles.

Há uma batalha diária contra outra realidade, possivelmente criada e não compreendida. Sentimentos semelhantes, com intensidades e entregas similares, porém, com direções contrárias.

Não sei defini-los. Não sei dizer se há necessidade!

Me pergunto quem vai vencer, qual destes sentimentos será o mais forte.

Há uma solução que teimo em não compreender ou mesmo não saber seguir nesta direção. Afinal, o coração grita mais alto e a razão, tem perdido forças nesta briga com a emoção dos sentimentos. Realmente é uma luta injusta e totalmente incompreensível. O que esperar então, de reações externas?

Há soluções vindas de fora ou é uma decisão unicamente do indivíduo detentor destes sentimentos? O silêncio? O grito? Quais reações; quais seriam as decisões? O acaso ou uma escolha?

Indagações é o que nos restam.

Sim, os versos continuam mudos. Teimam em não querer concordar com o coração. Teimam em romper com o padrão.

Ainda não sei escrever este final. Não sei quais são as melhores palavras para isso.

Enquanto isso a única decisão racional e emocional do momento seria o silêncio, incompreendido e às vezes não aceito. Porém continuemos. 

Ainda temos muito caminho a percorrer, muitas decisões a tomar, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender.

Wilton Lima