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quarta-feira, 24 de março de 2021

Nada será igual - entre o medo e a saudade


Os dias têm sido difíceis
De muita dor
Medo e de muita incerteza.

A distância se tornou quase obrigatória para muitos, porém necessária.

Há aproximadamente 1 ano, essa doença me distanciava de pessoas que vão sempre merecer um espaço especial e significativo na minha vida.

Uma saudade sem explicação me consome...
Até aquela rotina, que eu costumava reclamar, confesso que me faz falta!

Eu sei que não será igual...

As viagens à Sobral, naquele busão universitário quase sempre lotado, penso que vai ser um pouco diferente, mas durante a viagem eu voltarei a ouvir minhas músicas preferidas e os melhores podcasts.

O retorno as salas de aula será um momento nostálgico, como aquele primeiro dia na Universidade, com o coração cheio de sonhos para o futuro, com a esperança de construir laços de amizade no curso escolhido;

a vontade de voltar, abraçar com vontade e forte, só aumenta.

Mas não será igual!

Provavelmente, as reuniões entre amigos, as festas ou até mesmo aqueles papos descontraídos no Spetos Beer ou ali no anfiteatro da Praça Quirino Rodrigues, nossa Pracinha do Abrigo, não serão iguais;

a dor pelas milhares de mortes, algumas próximas a nós, vão sempre nos fazer repensar em como devemos gerenciar nosso tempo, como aproveitar cada momento dos nossos dias.

Um sentimento de vazio me consome quando lembro que ano passado não tivemos a nossa tradicional confraternização dos Nerds Jornalistas, sempre ali no Tako; e me dói pensar que corremos o risco de não tê-la esse ano.

Sinto uma dor por não poder ver e abraçar aqueles que me receberam como família quando cheguei em Sobral, ainda muito tímido e sem nenhuma amizade. Saudade dos almoços em família e das conversas sobre política e religião, momentos que me traziam muito aprendizado. E então, me envolvo no desejo de revê-los e conhecer os novos integrantes da família.

Há também, uma grande saudade daquela correria da segunda-feira; de chegar quase sempre atrasado na reunião geral do Time Enactus UVA Sobral e correr de um campus para o outro para conseguir pegar o RU ainda aberto ou mesmo das reuniões do Marketing na Padaria do Arco e de lá andar um bocado até o Betânia.

Essa correria faz falta.

Sinto mais ainda do convívio com o time, dos aprendizados de cada encontro, dos finais de semana na comunidade do Serrote do Piaba, da energia contagiante da Dona Rose, Dona Nonata, da Dona Edileuza, do Carlinhos, enfim, o SerTão Sustentável vai sempre fazer parte da minha vida.

E eu sinto falta de planejar meus finais de semana em Acaraú para reencontrar amigos queridos, mesmo sabendo que haverá algum imprevisto e eu não irei.
Há uma saudade daqueles que mesmo longe e em momentos improváveis permaneceram fieis a uma amizade construída lá em 2005 e são muitas as história de superação para contar. No entanto, Shakespeare já me alertou naquela época que "um dia a gente aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias" e nós comprovamos e estamos vivendo essa realidade.

Às vezes, quando eu paro e fico a pensar, bate um arrependimento de todas as oportunidades que deixei passar; de não ter falado o que eu deveria, de não amar mais, não cuidar como queria, de não dá atenção necessária ou simplesmente não ser e estar.

E olha que Shakespeare já havia me falado quando eu ainda tinha 14 anos, que devemos sempre nos despedir das pessoas que amamos com palavras amorosas e aproveitar cada momento com elas; pode ser a última vez que as vejamos.

E muita coisa mudou e não vai ser igual;

Talvez, quando tudo isso passar, eu aproveite com mais intensidade os momentos não planejados, assim eu valorizo ainda mais cada sorriso e cada olhar oferecido, até mesmo os mais tristes;

Mas eu sei que nada vai ser igual e é bom que não seja!

Wilton Lima

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

CRÔNICAS DE UMA INSÔNIA #011

FRAGMENTOS

Ele olha para trás e percebe que não tinha ao seu alcance, nenhuma solução e nenhum socorro ao seu dispor. Foi obrigado a viver e mergulhar no mais sombrio dos seus sentimentos;

e assim ele se perdeu;
se perdeu de si mesmo!

A memória de uma infância não vivida como deveria, vem à mente como um raio que acerta seu alvo sem nenhum temor das consequências ruins que ele trará.
E traz uma destruição tão grande que seu pensamento ultrapassa os limites conhecidos, mergulha no mais profundo e solitário dos seus sentimentos e lá, parece querer morar.

Porém, algumas vezes ele se depara com lembranças tão distantes, tão fora da realidade, que acredita estar apenas sonhando e que nunca chegou realmente a vivê-las.

Entre lapsos de memórias recentes, esse passado vem com expressões em detalhes, com momentos que paralisam seu pensamento. Acredita que não aproveitou com excelência as alegrias que são lembradas e possivelmente, seja este o motivo de paralisar nessas expressões de felicidade.

Mas nem todo momento é de prazer. Num instante de pausa, quando se deleita nas alegrias, veem as dores, os traumas que ele teima em dizer que não lhe machucam mais, que só fazem parte de um passado esquecido.

Junto, porém, vem os questionamentos.

Assim, ele se torna refém deste passado, enquanto memórias frescas insistem em não permanecer guardadas.
O cruzamento de sentimentos trazidos por essas expressões passadas, têm-lhe tirado o sono e o envolve numa insônia tenebrosa. O brilho dos sorrisos lembrados é apagado e ele não consegue identificar reação alguma para ter sido diferente.
Afinal, aparentemente era bom, era só uma escolha. Mas não, não era só isso, não se tratava apenas de escolhas.

Ele não sabe!

Novamente, se perde em seus pensamentos...
E hoje, sua luta diária tem sido essa: de combater seus monstros e o medo que lhe persegue a cada noite de insônia ou a cada minuto em que sua mente lhe trai e o faz se envolver com aqueles momentos que seu coração vive a lutar contra.

Olha para trás e vê um passado de muita dor. Algumas que o persegue até hoje. Então, ele olha adiante e se depara com seus temores e com as maiores incertezas, refletidas no misto de sentimentos que o envolve e lhe aprisiona na maior dúvida que já enfrentara.

Mas ele continua...

Wilton Lima

domingo, 4 de agosto de 2019

CONFISSÕES DE UM POETA

Ele vive a buscar uma explicação para os seus sentimentos. Anseia entender a causa desse misto encabeçado por um amor inexplicável e que de tão ardente faz doer, mas de uma dor imperceptível.

São dias decisivos. Muitos acontecimentos os envolvem, uns inesperados, outros supostamente planejados. Há uma esperança, uma forma de elucidar todas as questões complexas desta relação, que chegou a um nível inimaginável e que não fora colocado naquele projeto inicial.

Os olhares intensos, retribuídos com um sorriso apaixonante, voltam a cada encontro e a cada palavra expressada. Aquele misto de sentimentos volta a se intensificar. Uma complexidade de saudade, incorporada por um ciúme tão belo e verdadeiro, que faz do amor a razão para toda lágrima já derramada, para as dores causadas pelos naufrágios e por cada queda em meio ao caminho.

O coração tenta encontrar as palavras certas para expressar a intensidade dos seus sentimentos, mas não as encontra. Todo sentimento envolvido não há como explicar em meras palavras existentes.

Ele simplesmente confessa sua incapacidade de entender como chegaram a este nível, que mesmo envolvidos de um amor incondicional, tão suave e verdadeiro, o coração grita silenciosamente por explicações. Mas nenhum de nós ousa querer entender ou imaginar suas razões;

O coração confessa não saber qual dos caminhos deve seguir. Lembra do início complicado, das suas indecisões e eternas indagações sobre o envolvimento com estes sentimentos tão belos, complexos e aparentemente inexplicáveis. Ele recorda das suas percepções enquanto concluía que o melhor seria ouvir a voz da razão e deixar a sua de lado, mas lembra também, que resultou em uma solidão tão profunda e amarga que novamente deixou seus versos mudos e sem sentido, levando-os ao pior dos naufrágios.

Quando um adeus se fez ou parecia necessário, eles se calaram. Juntos, tentam não deixar desmoronar o que foi tão caro construir. O amor ainda resiste, porém, com uma fragilidade jamais experimentada por eles.

Os caminhos continuam áridos e indecisos. Ainda não sabemos qual deles seguir, nem mesmo qual deles é o certo.

Parados? Talvez, ou apenas tratando dos machucados sofridos até aqui. E foram muitos. E as cicatrizes nos lembrarão de cada etapa vivida.

Ainda temos muito caminho a percorrer, muitas decisões a tomar, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender.

Porém, no final, o melhor é estar apaixonado sem nenhuma razão. Estar perdido em um abraço que aquece o coração durante o frio do inverno, que enxuga as lágrimas e traz consolo sem nenhuma palavra. Perdido, porém, de mãos dadas com o amor, aquele que não precisa de nenhuma explicação.

Wilton Lima

segunda-feira, 29 de julho de 2019

OS ÚLTIMOS VERSOS Parte 02

Talvez seja um adeus. Talvez seja o final da história ou mesmo eu, que não sei para onde ir, pois sem perceber, nos perdemos no caminho e nele ficamos estáticos.


Entre quedas e naufrágios a história mudou. Os caminhos foram alterados e tornou a caminhada cada vez mais difícil de suportar. Nós não entendemos o porquê de todos os acontecimentos, uns realmente foram provocados, achamos até que um dos naufrágios poderia ter sido claramente evitado, mas não evitamos e deixamos um dos barcos afundar. Não compreendemos a nossa decisão, apenas escolhemos; ou não, nem sabemos mais. 

Incrivelmente, entre lapsos de memórias e lembranças de olhares intensos e apaixonados, eles tentam manter vivo aquele sentimento. Porém, algo teima em insistir no adeus. 

Algo nos diz que os últimos versos estão perto. E mesmo sem planejar e ao desfazer totalmente o nosso projeto inicial, pudemos perceber que um sentimento puro e verdadeiro ainda se mantem vivo. Tão pulsante que o coração cria forças para lutar e tentar manter constante a nossa poesia. 

Ficaram muitas cicatrizes daqueles dias de dores e incertezas. A dor ainda persiste, mas o que seria do amor sem as dores das nossas escolhas, dos caminhos trilhados e dos espinhos encontrados em meio ao caminho? 

A história não pode acabar assim. Eu sei que foram muitas as tentativas e muitas renuncias, consequentemente muita lágrima derramada, mas não podemos acabar assim. 

O coração está ferido e sem forças. Mas não culpamos um ao outro, na verdade não sabemos de quem foi a culpa, nem mesmo saberíamos explicar como chegamos até aqui. Eu não sei explicar como resistimos as dificuldades, as palavras contrárias e ao grito desesperado e silencioso da alma. 

É verdade que mudamos a trajetória, mas conseguimos resistir a tudo. E agora nos parece ser um adeus? Seria necessário ou simplesmente chegou o dia do adeus?

Não!
Não pode acabar assim! 

Provavelmente a nossa última rima já deve ter sido escrita. Mas não queremos isso, não agora; talvez, só não queremos. Então, decidimos ouvir o coração e tentar mudar os últimos versos escritos neste poema de dor e dúvidas. Agora sem medo e nenhuma culpa. 

Será fácil? Possivelmente ainda mais difícil, mas ainda há um sentimento, ainda existe o amor e é com ele que iremos tentar reconstruir o que medo derrubou. 

O caminho é outro, diferente daquele que foi planejado, mas seguiremos firmes com o amor ao nosso lado. 

Wilton Lima

quarta-feira, 17 de julho de 2019

NÃO EXPLIQUE, APENAS AME!

Posso ser mal interpretado, posso não ser compreendido e até mesmo julgado quando falo sobre o amor. Porém, este é o sentimento que me move e que me mantem de pé e firme nesses dias maus.

Quem me conhece de perto ou apenas acompanha meus textos, nota que em tudo que escrevo, sempre há momentos, mesmo que singelos, em que falo sobre o amor, da importância de amar, de simplesmente amar e apenas amar.

É, porém, um sentimento muito complexo e sem concordâncias gerais. Ainda assim, defendo que é por meio dele que tornaremos este mundo melhor. É por meio e através do amor que romperemos as barreiras e que derrubaremos os muros que nos separam. É o amor que quebra as correntes, que muitas vezes tentam nos prender a padrões estabelecidos por pessoas que se colocam acima da vontade do outro, pessoas que querem escolher como devemos viver e agir.

Em um mundo onde o discurso de ódio e segregação é cada vez mais forte, devemos ser a voz e força daqueles que já não as tem, devido a tantas guerras enfrentadas. Alguns não terão forças para seguir sozinhos, muitos precisarão do nosso amor, cuidado e compreensão em meio ao caminho.

Podemos sim, ter dias em que nos questionamos sobre o amor, eu mesmo me questiono muito, ainda mais durante este misto de sentimentos que se faz. Não questiono sua força e importância; há um questionamento atrelado ao dialogo constantes entre o coração e a razão.

Mas talvez seja isso que é o amor. Nosso questionamento diário sobre este deserto e seus temores, como canta Djavan, mas quando nos jogamos nesse oceano esquecemos um pouco que amar é quase uma dor, pois na verdade no final sempre vale à pena se entregar ao amor.

Questionar!

Deixo este questionamento para nós. Sei que não é fácil e não será. Mas há uma forma correta de amar? Há pessoas certas para amar? Escolhemos ou não a quem amar? Seguimos um padrão para amar ou decidir amar?

É normal nos questionarmos, porém, acredito em uma verdade. Se Deus é o próprio amor, onde este amor existir, Ele se fará presente.

Então, não tenha medo. Apenas ame. Espalhe o amor!

Wilton Lima

terça-feira, 9 de julho de 2019

ARQUITETO DE RUÍNAS

Eu não queria dizer adeus. O coração, porém, anseia por isso, ainda mais a razão, que tem comungado ardorosamente com ele. 


O caminho tomou uma direção desproporcional ao que tinham estabelecido; se olham e não se conhecem mais, não há mais harmonia nos olhares.

Alguém por favor, poderia nos explicar como o amor, aos poucos, virou meras gotas naquele vasto oceano? E eu, simplesmente não o posso mais restaurar ou definitivamente não tenho mais forças. 

Ele ficou encoberto pela solidão. Aos poucos o vazio tomou conta do coração que sempre esteve visitado e agora, nada além do vazio e do silêncio. Um silêncio que traz dor e medo. Possivelmente, foi tudo um resultado daquela confusão de sentimentos.

Você decidiu partir e de mim levou bem pouco. Me deixou sozinho nessas águas e me deixou sem saber para onde ir. Não sei mais qual caminho estávamos trilhando juntos. 

Apenas nos questionamos o porquê de tanta dor, o porquê dos nossos castelos terem ido ao chão, virado apenas ruínas e nos parecerem, meras memórias esquecidas. O projeto nem ao início foi possível voltar; a visão ainda está turva, mas nos parece que algo nos faz querer voltar.

A indecisão, porém, passa a reinar novamente, com uma força extraordinária e com um resplendor tão grande que nos faz afastar.

O coração grita. Ela tenta resistir, busca forças para conseguir e talvez consiga. Para isso, é preciso que um de nós nunca desista.

Eu não quero dizer adeus;

[...] 
Ou você me esquece de vez ou eu nado por nós dois nessas águas, mesmo que eu esteja debilitado pelo naufrágio da última partida. Por nós, eu encontrarei forças no seu sorriso e na melodia que seu olhar me faz ouvir. 

Mas a distância não me deixa te sentir. Não me deixa contemplar a beleza do teu olhar. Ainda assim, o coração teima em querer te abraçar.

Ainda posso resconstruir nosso castelo. Transformar estas ruínas na mais bela e perfeita moradia do nosso coração. Me basta apenas aquele teu olhar mais singelo e tudo novamente, será como aquela nossa bela canção.

Wilton Lima

segunda-feira, 1 de julho de 2019

AFLIÇÕES DE UM POETA

Seria o amor o sentimento mais complexo de se entender e seria ele responsável por toda essa confusão que se fez em nós?

É provável que não consigamos uma resposta concreta tão cedo, pois fundiu-se a ele outros dois sentimentos, extremamente delicados ao meu coração e assim, também, utopicamente explicáveis em palavras existentes. Eu falo de dois sentimentos tão fortes e intensos quando ao amor; a saudade e o ciúme. Ambos, complementares ao sentimento maior, porém, sem uma direção definida ou entendida facilmente. 

O amor será sempre um sentimento encantador e é aquele que nos mantem firmes nessa caminhada tão complexa, porém, algo mudou. 

Quando a separação mais uma vez se fez necessária, em meio as águas incertas daquele mar, tudo ficou diferente. A tempestade tornou-se mais intensa e a visão mais turva, ao ponto de não enxergamos um ao outro com facilidade. Naquele momento, navegávamos em embarcações diferentes e por causa da intensidade daquelas ondas, um dos barcos veio a naufragar. 

Foram horas de dores excessivas até o socorro chegar. Veio com inóspito sentimento que nos fez pensar na realidade de tudo que foi vivido; na veracidade de todo amor compartilhado e mais, a indagarmos se realmente é amor. 

O que é o amor? Quem e porquê amar? 

Exponencialmente tudo mudou! Esta mudança nos constrange e nos faz querer entender onde nos perdemos. E o que os levou a esse momento. As horas de demora pro resgate deixou marcas profundas e certamente as cicatrizes não sairão com facilidade como outrora, pois tudo mudou... 

As incertezas deram lugar a longos momentos de aflição e já não há aquela percepção do que este sentimento nos trazia, deixando-nos com maiores inquietações, que nos leva a intermináveis indecisões com uma carga de indagações ainda maiores. 

Aquele doloroso naufrágio deixou marcas ainda maiores do que as existentes. O caminho se tornou mais difícil. 

Então, o silêncio novamente se faz necessário e mesmo que os versos estejam a brotar, o silêncio de novo irá reinar. 

Decidimos que a única opção racional e emocional do momento seria o silêncio, incompreendido e às vezes não aceito. Porém continuemos. 

Ainda temos muito caminho a percorrer, muitas decisões a tomar, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender. 

Wilton Lima

sexta-feira, 28 de junho de 2019

OS ÚLTIMOS VERSOS Parte 01

A morte seria a melhor solução? Não há outro caminho a seguir ou definitivamente não vemos um alternativo? 



Quanto mais tentamos seguir outro caminho, na direção não somente aceitável, mas na que nos fará sofrer menos com as recorrentes dores do arrependimento, nos faltam as forças para seguir ou mesmo nos falta a certeza que será melhor.

É recorrente o questionamento do porquê de tudo isso, da falta de forças para resistir a tudo; e o porquê de não dizer, simplesmente, um não para as inúmeras oportunidades que  nos surgem, ou ainda, porque não fugir ou não deixar, definitivamente, de buscá-las? 

Nos parece um caminho sem volta, eu sei!

Não há um recomeço sem dores a persistirem à dúvida, ao medo da queda e de um novo aprisionamento. O que, ou quem nos parece ser a solução, aparentemente se cala, ou meramente se afasta de nós. 

Sozinho eu não vou conseguir! 

Gostaria e simplesmente desejaria encerrar meus versos de um modo mais suave, com mais alegria e com um final mais leve e até com uma rima boba. Só queria encerrar bem. Sem culpas e sem dores tão fortes. 

Mesmo que o final dos meus últimos versos seja rimar meu afincamento com meu eterno silêncio. Mesmo assim não terminou bem. Talvez eu espere mais um pouco e um dia, perfeitamente, ela vem.

Talvez seja um adeus. Talvez seja o final de uma história, na verdade não sabemos ao certo para onde ir, nem como ir. Sem percebermos, nos perdemos um do outro ou perdemos um para ganhar o outro. 

Não sei. Realmente não sei!

Mas não quero dizer adeus.  Apenas nos  diga como seguir e eu posso nadar por nós dois nessas águas incertas, consigo enfrentar as mais altas ondas desse mar. Só não quero ouvir o seu adeus.

Assim, a mais bela e verdadeira rima irá nos encontrar. 
Nos trará a paz;
E finalmente, o coração irá repousar!

Wilton Lima

sexta-feira, 21 de junho de 2019

ENTRE AS ONDAS

[...]
Quando percebeu já havia se jogado de cabeça nas águas daquele sentimento intenso. Quando viu, já estava perto de afundar, em breve, viria a naufragar.

Ele que não sabia nadar, estava nadando com uma facilidade e alegria inexplicáveis. Porém, percebeu que eram os braços daquele amor que o segurava e o guiava naquele mar revolto. 

Eles estavam seguros e confiantes!

Sim, o mar era incerto, tinham altas ondas e com uma força avassaladora, mas ao lado deste sentimento, sentia-se forte e não temia a sua sorte.

Tudo parecia tranquilo, mesmo em meio a incerteza das águas daquele mar que tinha sua importância, tinha uma paz e sensação de segurança jamais experimentada. As altas ondas não traziam medo a eles. Estavam firmes e juntos.

Houveram momentos que foi necessário navegar distantes um do outro, porém, tão ligados ao amor que não pareciam afastados fisicamente. Era mais forte e mais intenso que pudessem imaginar. 

Mas tudo iria mudar!

[...]
O sentimento se mantém forte, mas houve um conflito. Uma ruptura surgiu e nada seria como antes. Confiança? Talvez permaneça intacta. Mas algo diminuiu! Não sabemos se o amor ou apenas a reciprocidade do mesmo, com aquela mesma intensidade.

Seguiam navegando ligados apenas aos resquícios deste sentimento, ligados por uma história ainda não escrita ou pouco vivida. Continuavam em barcos diferentes, porém próximos, até ao alcance do olhar.

Tínhamos momentos, entre lapsos de sentimentos, que tudo parecia como antes. Os olhares e sorrisos assemelhavam-se a perfeição e as ondas voltavam a serem insignificantes e chegavam a navegar no mesmo barco.

A esperança, como uma chama tão fumegante, aquecia os corações e lhe dava uma nova oportunidade, mas não conseguia ser como antes. Simplesmente ela se apaga, com a mesma facilidade que se ascende.

A separação mais uma vez se fez necessária. Com uma dor inexplicável, afirma não ser tão leve e ao alcance dos olhos como antes. A visão ficou turva. A tempestade se intensificou e chegaram a não ver-se mais próximos.

[...]
Um dos barcos veio a pique!

Wilton Lima

segunda-feira, 17 de junho de 2019

SOLIDÃO INCIDENTAL


Gritar, o coração deseja apenas gritar.

Sitiado por tão grande confusão de sentimentos, ele consegue apenas se manter em silêncio, imergido na maior solidão já experimentada por ele. Sim, algo que nós não desejávamos, nem mesmo ousamos explicar. 

Não foi planejado, nem tão pouco escolhido. O acaso? Talvez tenha sido ou pode ser resultado do conflito entre nós, das indecisões e caminhos áridos à frente. É possível que seja, mas não sei; não sabemos. 

É difícil não relacionar tudo a estas indecisões, a este conflito frio e aparentemente sem sentido algum para nós. Tudo se torna mais complexo ao notarmos que a própria razão tem dato a oportunidade do coração gritar como ele almeja, porém, permanece mudo. As reações nos parecem ter findado. 

Buscamos e aceitamos este vazio de palavras, compreendemos a sua necessidade, mas não a vemos como solução. Pois permanecer no silêncio nunca foi uma decisão fácil e as que tomamos não foram acertadas. Continua sem acertos. 

O silêncio nos incomoda. Ele nos traz medo e solidão. Nos leva a caminhos que não escolhemos trilhar e vamos sempre na direção contrária do coração. Com um final incerto, sem sabermos para onde ele vai nos levar. 

Dói! 

Esta incerteza dói e nos atemoriza a cada manhã; a cada olhar; a cada contato físico; e até no silêncio mútuo. Simplesmente dói. 

De repente, tudo volta a ficar sem cor e sem aquele brilho forte do sentimento maior e mais sublime, que outrora nos emoldurava e nos mantinha firmes e sedentos por mais. Ele começa a perder o sentido e se torna cada vez mais vazio e sem melodia. Sem aquela poesia que encantava, até mesmo na simplicidade ou na falta de suas rimas. Mas tudo era belo e atraente. 

Talvez ainda seja. Só não sabemos como nos encontrar em meio a todo esse silêncio. 

Então, junto veio outro misto de sentimentos. Este, porém, causa em nós um medo maior e diferente. Não há alegria em nenhum deles, nem mesmo há dúvidas do que pode ser o certo ou errado. Sua complexidade tem um intervalo mais longo, mais denso e de uma profundidade que os olhos não conseguem enxergar. 

Ao momento, estamos nos adaptando com o silêncio. Buscando respostas que nos tragam de volta àquela confusão que nos parecia ser mais fácil de superar. Na verdade, não sei se era. Mas doía menos. 

Eles continuam a caminhada. Com suas incertezas e agora, com a incapacidade de entender todas as razões que nos lavaram a este degrau. 

Há muita estrada a ser percorrida, algumas talvez, necessitem que sejam abertas. Muitas decisões a serem tomadas, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender. 

Wilton Lima

quinta-feira, 13 de junho de 2019

PERCEPÇÕES DE UM POETA

Nós concordamos em uma única coisa e disso tivemos a certeza nos últimos dias. Chegamos à conclusão de que seria melhor, bem melhor e menos doloroso seguir a voz da razão, mesmo com o coração gritando com toda força e sendo ele, quem detém o poder de toda decisão no momento.

Porém, outra solução deveria ser tomada antes de tentarmos mais uma trégua e assim, dá vez à razão. Deveríamos acabar com esse misto confuso dos sentimentos, porém, não encontramos uma saída plausível, nem mesmo aceitável por nós.

Então, percebi os motivos dos versos estarem mudos e o porquê de tê-los deixado em silêncio da última vez.

Era a razão criando forças e nos privando de externar o sentimento que nos confunde e nos embala ao ponto de acharmos que é o único e verdadeiro. Talvez seja, porém, trata-se de sentimentos e quanto a isso nada é concreto ou absoluto.

Percebi então, que há mais forças para resistir do que imaginávamos. Situações externas nos surpreendeu recentemente e deu ânimo para quem estava em desvantagem nessa guerra.

Mas eu sei que ainda estamos longe. Muito longe! Há muito para nos surpreender; alguns acasos irão surgir e irá novamente, movimentar as águas ainda turvas deste misto de sentimentos que ousa permanecer vivo.

Não conseguimos uma conciliação, mas já percebemos a sua necessidade.

Quanto aos versos, eles não estão mudos e sem rimas como antes. Não sabemos por quanto tempo, mas preferimos deixá-los em silêncio.

Wilton Lima

terça-feira, 11 de junho de 2019

INCERTEZAS DE UM POETA

Há um sentimento maior, que nos move e nos mantêm firmes no caminho.

O amor sempre me cativou e não canso expressá-lo. Porém, outros sentimentos fundidos a ele, me fizeram querer questionar alguns detalhes ou até mesmo não saber como e porque amar. 

Sim, nós sempre falamos disso: ame porque ama; escolha e espalhe o amor. Mas não, nós não mudamos esta nossa verdade, apenas passamos a questionar o porquê da escolha e se realmente é uma escolha. Indagamos o porquê de não escolher o mais fácil, ou mais cômodo, ou mesmo, o que foi proposto. 

Sabe aquela trégua? Dificilmente a teremos novamente. Aparentemente a temos, mas não, o coração grita forte e a razão tem perdido forças nessa luta, dia após dia. Não sabemos a direção correta, não sabemos dizer se uma delas é a correta, nem mesmo se há uma que não seja. 

Por algum momento a força do sentimento maior pareceu transparecer novamente, mas ao enxergar suas lágrimas e indecisões, a razão tentou resistir, criando forças de onde já não tinha. Mas era injusto! O coração mais uma vez saiu à frente nessa luta. 

A batalha está travada. Cada um com suas verdades, e intensidades de sentimentos tão semelhantes que nos parecem ser os mesmos, porém, como direções contrárias. Por isso, nesta luta não sabemos qual de nós irá vencer. 

Hoje, os versos quiseram gritar, procuravam de alguma forma encontrar algo para rimar. Mas era uma rima vazia, embalada pelo infausto desejo de agradar. 

Os mantive mudos! 

Não sei! Eu realmente não sei como será o final. Talvez os versos continuem mudos; talvez a força do silêncio prevaleça e provavelmente caminharemos entre mistos e conflitos de sentimentos. 

Ainda há muito que lutar e muito caminho a percorrer. Temos muitas decisões a tomar, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender. 

Wilton Lima

sábado, 8 de junho de 2019

INDECISÕES DE UM POETA

Hoje, os dois pareciam caminhar de mãos dadas. Algum acordo se mostrava existir. Os conflitos não findaram. Porém, houve por algum momento uma trégua ou mesmo uma solução para este conflito de sentimentos entre eles.

Infilizmente, não durou muito!

O misto de emoções, com aquela confusão veio à tona. Na verdade, revelou-se mais forte que nunca, mostrava-se mais determinado a continuar o caminho oposto ao da razão. A relação entre eles começou a ficar insustentável.

Mas é impossível, aparentemente, um ir sem o outro.

Sentimentimentos intensos, misturados e divididos. Já não sabemos mais dizer o que é saudades ou ciúmes, nem mesmo entender o sentimento mais sublime. A razão tenta resistir para manter firme o que foi estabelecido, para manter o que foi determinado. Mas por quem? Para quem?

O coração, doce e calmamente se vê cada vez mais vitorioso. Está cada vez mais sustentado pelas emoções inexplicáveis, porém, por um sentimento que traz alento e nos mantem de pé. Sim, os dois são mantidos pelas mesmas emoções e por algum momento há paz e sintonia. Por alguns momentos.

Ainda não sabemos qual a direção final a ser tomada.

Mesmo assim, continuamos a caminhar juntos, em conflito às vezes, mas sustentados por este misto de sentimentos que a cada dia nos faz perceber o quão cruel e difícil é viver.

Wilton Lima

quinta-feira, 6 de junho de 2019

CRÔNICAS DE UMA INSÔNIA #009

INQUIETAÇÕES DE UM POETA

Os versos mudos se tornaram efêmeros diante deste misto de sentimentos que se fez em mim, ou se tornou apenas um reflexo do silêncio causado por eles.

Há uma batalha diária contra outra realidade, possivelmente criada e não compreendida. Sentimentos semelhantes, com intensidades e entregas similares, porém, com direções contrárias.

Não sei defini-los. Não sei dizer se há necessidade!

Me pergunto quem vai vencer, qual destes sentimentos será o mais forte.

Há uma solução que teimo em não compreender ou mesmo não saber seguir nesta direção. Afinal, o coração grita mais alto e a razão, tem perdido forças nesta briga com a emoção dos sentimentos. Realmente é uma luta injusta e totalmente incompreensível. O que esperar então, de reações externas?

Há soluções vindas de fora ou é uma decisão unicamente do indivíduo detentor destes sentimentos? O silêncio? O grito? Quais reações; quais seriam as decisões? O acaso ou uma escolha?

Indagações é o que nos restam.

Sim, os versos continuam mudos. Teimam em não querer concordar com o coração. Teimam em romper com o padrão.

Ainda não sei escrever este final. Não sei quais são as melhores palavras para isso.

Enquanto isso a única decisão racional e emocional do momento seria o silêncio, incompreendido e às vezes não aceito. Porém continuemos. 

Ainda temos muito caminho a percorrer, muitas decisões a tomar, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender.

Wilton Lima

quarta-feira, 8 de maio de 2019

INDAGAÇÕES DE UM POETA

O que fazer quando o seu refúgio são as palavras, aqueles versos em rimas e eles lhes faltam e simplesmente, ficam mudos?

Qual a saída quando a porta se fecha e não há mais luz no seu dia?

Qual o caminho quando sua bússola se quebrou?

Quais são as melhores palavras a serem ditas, quando sua voz está sufocada e ficou aprisionada?

Sim, meus versos continuam mudos, sem nenhuma rima agradável, sem aquela melodia atraente. Outrora, eu saberia definir até em poucas palavras os motivos, saberia pontuar cada momento em que eles se calaram.

Tudo mudou!
Não sei como ou porquê!

Os caminhos se tornaram mais áridos, com uma dificuldade que meu coração grita ao dizer que não vai dar certo, que eu irei novamente cair, que as lágrimas voltarão a ser rotina, o medo irá dominar meus dias outra vez e que desistir, vai se tronar a minha única e racional saída.

Eu que não sou de poucas palavras e de poucas argumentações, ouço meu coração dizer que voltarei a ser refém do meu silêncio, quase sempre desnecessário. Um silêncio do meu interior.

Há um misto de sentimentos que ousam em não me deixar entendê-los. Há então este silêncio!

Silêncio por sentimentos que norteiam minhas rimas e que lutam para perder sua essência, sua suavidade e beleza em harmonizar o que sente o coração com meu mundo exterior. Mundo perverso e sem amor.

Me faltam as rimas!

Sem elas eu não concluo, sem elas fico pelo meio do caminho, perdido e sem direção.

Não sei escrever um final. Não sei quais as melhores palavras para isso.

Silêncio?

Eu vou buscar nele a resposta, talvez uma solução!

Wilton Lima

quinta-feira, 25 de abril de 2019

QUE SEJA HOJE

Há momentos de dores tão profundas que desistir nos parece ser a solução mais viável e mais fácil ou mesmo, a mais racional!

Porém, não é fácil!

Os passos mais difíceis são aqueles que são dados sozinhos, sem ajuda e companhia de ninguém. E sim, alguns trechos do caminho, precisamos seguir assim. E não se iluda com a multidão de amigos que você julga ter para caminhar. Alguns vão estar perto, porém distantes, se tornarão apenas reflexos de uma realidade.

Em dias que a humanidade ergue muros no seu coração, muros que nos separam e segregam, devemos resistir e ser força para aqueles que já não as tem.

Você que já caminhou esses duros passos dos da solidão, não menospreze as dores dos que te rodeiam, daqueles que clamam por socorro, muitas vezes um grito dado apenas no olhar.

Há momentos que precisaremos entender as lágrimas que eles derramam e que nos parecem insignificantes. Toda lágrima e todo sofrimento, tem uma razão e mesmo assim, nem sempre nos importa ter sua explicação.

Caminhar sozinho, neste mundo perverso, onde tudo é descartável, onde pessoas tornam-se coisas, viram apenas mercadoria, tem sido um desafia diário.

Cuide hoje. Abrace hoje. Vivo o hoje!

Não espere pela perda para querer dá valor, não espere as lágrimas serem derramadas para dá atenção. Não espere reciprocidade para abrir as portas so seu coração.

Cuide e serás cuidado, mesmo não merecendo ou esperando. Ame e apenas ame e conhecerás a força e realidade do verdade amor.

Pare, ouça, compreenda e abrace, hoje!

Wilton Lima

quinta-feira, 18 de abril de 2019

MAIS UM DE AMOR


Por falar tanto sobre o amor eu me torno chato! Porém, não me canso de acreditar e dizer que a solução para tudo é amar e amar incondicionalmente. 

Os dias são difíceis e cada vez mais nos tornamos descartáveis. Deixamos pessoas e sentimentos em segundo plano, pela valorização do poder e posição social. 

Eu entendo que escolher amar quem aparentemente não merece nosso amor é uma decisão muito difícil, para alguns até impossível, o que eu não consigo entender são aqueles que se dizem seguidores de Jesus e simplesmente não fazem nada por aqueles que precisam, ou fazem muito pouco.

São milhares de negros mortos todos os dias no Brasil e mulheres que são espancadas, estupradas e mortas a todo instante. Os muitos gays, lésbicas ou qualquer um, que não tenha o padrão desejado por aqueles que se dizem lutar pela família, moral e bons costumes, eles são mortos como se suas vidas não tivessem a mesma importância pra Deus. 

Vivemos dias difíceis. O amor é esquecido e não cuidamos mais uns dos outros, não nos importamos com a dor do outro, não queremos nos envolver, nem mesmo ouvir. 

Que possamos, nós que dizemos ser, amigos de Jesus e seus seguidores, aprender na prática o que ele mesmo nos ensinou, com o seu próprio exemplo. 

Amar como Jesus nos amou. É só através deste amor que seremos reconhecidos como seus discípulos. Caso contrário nada valerá à pena. 

Escolha amar simplesmente por amar. Pare, ouça, compreenda e cuide. 

Seja amor, viva o amor! 


Wilton Lima

terça-feira, 2 de abril de 2019

EXTERNANDO-ME #010

AMIZADE VERDADEIRA

Amizade verdadeira eu aprendi na prática que não depende de quanto tempo conhecemos o amigo, mas como ele se tornou importante nas nossas vidas. Às vezes, com um simples olhar, uma palavra naquele momento difícil, estar pronto a ouvir e dizer que vai ficar do seu lado, para o que você precisar.

Porém, vai sempre dizer quando você estiver errado, mas vai lhe apoiar e ajudar a melhorar, mesmo que não percebamos.

Eu tenho amigos de anos de vivência e com muitas histórias pra contar. São poucos os amigos de infância, porém, muito importantes. Tenho amigos mais chegados que irmãos, do tempo que passei em Acaraú, alguns dos quase 7 anos em que morei na cidade de Sobral, incluindo amigos queridos que fiz durante o curso de Jornalismo e outros, não tão menos importantes, depois do retorno à minha cidade natal, Martinópole, onde confesso não ter escolhido voltar, mas pelo meu bem maior, minha família, e pelos amigos que fiz nesses últimos anos, aprendi a amar e querer estar por aqui. 

O valor de uma amizade é incalculável!

Eu já abri mão de tantas coisas e sentimentos pelos meus amigos e pela felicidade deles, dos quais não me arrependo e digo que, abriria de tantas outras coisas, se preciso for.

Não citarei nomes, pois cada um sabe o valor que tem pra mim, cada um sabe a diferença que tem feito na minha vida.

Muitas coisas veem e vão: dinheiro, prestígio até mesmo a beleza, mas a amizade verdadeira permanece, independente das lutas, discordâncias e caminhos diferentes.

Sou grato a Deus por ter o prazer de dizer que tenho amigos, que posso contar com meus amigos.

Muitas alegrias como também, momentos de dor, foram compartilhados juntos. E acredito que os dias que virão serão ainda melhores, com mais alegrias, conquistas e comemorações juntos e se a dor vier, juntos estaremos também, pra ajudar a levantar e cominhar rumo ao último degrau desta vida.

Minha oração continuará sendo sempre, pra que Deus possa abençoar vocês e guardá-los de todo mal, protegidos no puro e mais sincero amor.

Wilton Lima

quinta-feira, 14 de março de 2019

ADORAÇÃO CONTRADITÓRIA

Houveram certos momentos na minha vida em que me indaguei muito acerca de algumas coisas que me aconteceram. Acho que isso acontece com todas as pessoas que passam por momentos de conflitos e dúvidas.

Cheguei a sentir raiva de mim mesmo por algumas atitudes e feitos errados. Me culpava muito e não conseguia me perdoar!

E isso doía bastante!

Se já é difícil você perdoar o outro, torna-se mais difícil quando você não consegue perdoar a si mesmo. 

Cheguei ao momento de querer saber o motivo de tanto sofrimento e indagar até Deus o motivo de estar permitindo que coisas do tão ruins acontecessem comigo.

No momento da luta e de tanta dor, chega ser difícil acreditar que Deus está conosco. Pois tudo dá errado e como humanos, fracos como somos, queremos sempre o contrário. 

Não é fácil aceitar ou mesmo compreender as dores momentâneas.

É difícil entender o que Paulo diz na sua carta a Igreja em Roma, de que todas as coisas cooperam para o bem de quem ama a Deus, mesmo os momentos de dores (Romanos 8.28). 

Mas são nesses momentos que Deus quer ver nossa fidelidade e confiança nele.

Adorar a Deus quando as contas estão pagas, quando sobra dinheiro ao final do mês, quando todos os amigos estão pertos, quando temos saúde e tudo vai bem, é muito simples. 

Quando acontece o contrário, a adoração de muitos se esvai. 

Paulo declarou ter aprendido a adorar em todo momento. Estando alegre e estando triste, estando saudável ou doente, com dinheiro ou sem dinheiro! 

Podemos até querer saber o motivo da dor, da desgraça que sobreveio em nossa vida ou mesmo nos culpar por elas terem acontecido. As pessoas podem até dizer que foi culpa nossa e que o motivo de tanta dor, é o nosso pecado. 

Até mesmo nossa família pode se voltar contra nós!

Temos que manter firme nossa adoração!

E não existe exemplo maior que o de Jó. É totalmente contraditória sua adoração a Deus. Contraditória em relação ao que ele estava vivendo e ao que seus amigos e sua mulher lhes diziam.

Ele adorou a Deus em meio a toda dor que sentia!

Que sua dor e seus conflitos não te impeçam de ser grato a Deus! 

As lutas também são grandes motivos para adorar e agradecer. 

Na verdade, o maior motivo da nossa adoração, é a nossa existência!

Sejamos como Paulo e vamos ser gratos. Gratos por tudo (1 Tessalonicenses 5.18).


Wilton Lima

terça-feira, 12 de março de 2019

CRÔNICAS DE UMA INSÔNIA #008

MARCAS DO PASSADO

Existem momentos que marcam uma vida inteira, seja de forma positiva ou negativa.

Algumas vezes eles marcam tanto que não conseguimos nos desligar com tanta facilidade. Por isso, não conseguimos viver com intensidade o presente que nos é oferecido. Vivemos, então, de forma superficial e muitas vezes frustrada.

Não é fácil esquecer o que passou, ainda mais quando deixa marcas.

E as marcas sempre nos fazem lembrar do passado. Existem as marcas deixadas por pessoas que passaram na nossa vida e existem as deixadas por nós mesmos, essas são as mais difíceis de esquecer e aceitá-las.

Sempre esquecemos da nossa estrutura, esquecemos que somos pó, que somos falhos, que nós somos humanos e consequentemente, não somos perfeitos.

Ninguém nunca chegará a sua velhice sem nenhum arrependimento. Ninguém nunca ousará dizer: "Em nada me arrependo". Por mais que as palavras digam uma coisa, o coração acusará outra.

Então, o fim é necessário para que haja um recomeço. É necessário colocar um ponto final no passado que nos aflige, nos fazendo infelizes.

Por experiência própria, sei que não é fácil agir assim. Existem as marcas e elas insistem em trazer à memória o que aconteceu. São elas que me ajudam a lembrar daquilo que não me fez e nem fará bem.

É preciso superar o passado para assim, ser feliz. Enquanto continuarmos alimentando, com pensamentos, o que fizemos ou nos fizeram, viveremos frustrados.

Algumas marcas somem naturalmente com o tempo, outras ficarão por toda a nossa vida e elas devem servir de exemplo, de encorajamento e vontade de seguir em frente e não como um instrumento de dor e sofrimento.

Que possamos fazer dos momentos vividos, os bons e ruins, experiências para os novos desafios que nos esperam à frente.

Jesus nos orientou a ter força e bom ânimo diante das lutas e tribulações que viriam sobre nós (João 16.33) e São Paulo nos alegra com a carta que escreveu a igreja em Roma, com essas palavras: "E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Romanos 5.3-5).

Eu sei que não é fácil, mas é possível.
Dói, mas é suportável.

As lutas virão. Momentos ruins virão. Vamos errar muito, cairemos, nos decepcionaremos, nos magoarão, mentirão sobre nós e até, nos abandonarão!

Porém, frente a tudo isso devemos ter a certeza de uma coisa, Jesus Cristo será sempre nosso Guia e único referencial, um verdadeiro e fiel amigo!


Wilton Lima