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segunda-feira, 8 de abril de 2019

Crer e Pensar #010

SOU CRISTÃO APESAR DA IGREJA - Parte 02

Eu aprendi a pensar. Aprendi a crer, sem ausentar o meu pensar.

Não foi uma escolha fácil, muito menos aceitável por todos que faziam parte daquela igreja.

Eu me recordo de um domingo, mais precisamente em uma sala de aula da Escola Bíblica, onde pude ver nos professores que tive, um pensamento mais amplo sobre o Cristianismo, sobre como cuidar das pessoas mais de perto, sobre como verdadeiramente amar, sem importar-se com quaisquer diferenças. Claro que não foi aceitável aos meus olhos de imediato, pois estava enraizado em mim um pensamento muito conservador.

O despertar por novas leituras, de autores desconhecidos até então por mim, contribuíram bastante, também, para que me fossem abertos os olhos para uma nova realidade. A realidade ao Puro, Simples e realmente, ao Verdadeiro Cristianismo.

As aulas na Escola Bíblica me ajudaram a pensar fora daquilo que estava proposto, fora dos padrões pré-estabelecidos pela religião.

E o que era proposto, quase sempre me vinham os questionamentos, algo não muito aceito pelas lideranças desta igreja, que têm em seus pastores sempre a palavra final, quase sempre inquestionáveis. Sendo contrário, você é sujeito a repreensões, como o afastamento da comunhão com a comunidade cristã em questão, como não te deixar participar de muitas reuniões realizadas na igreja. Quando se é jovem, as limitações são ainda maiores.

Aos poucos, tais práticas não tinham mais sentido pra mim, agora um pouco mais questionador e que passei a enxergar um evangelho mais cheio de amor e compaixão, que une ao invés de excluir.

Com isso, porém, a caminhada cristã continuava mais difícil e com muitos desafios.

Ainda não era hora de romper com aquela igreja, apesar do desejo e necessidade aparente. O que me mantinha firme, ainda, era ver a luta constante de outros, que andavam na contramão de toda a repressão e exclusão implantadas por àqueles que só viam o seu próprio lado e que era, pra eles, mais fácil julgar as falhas e tropeços dos que estavam abaixo, hierarquicamente.

Eu ainda iria me envolver com a Igreja Local de forma mais intensa. Em trabalhos com adolescentes na Escola Bíblica, no Discipulado, no trabalho com Missões, que sempre me enchia os olhos. Tudo contibuiu é claro, para meu crescimento enquanto cristão que ama e busca a unidade.

Foram mais ou menos dois anos de muito trabalho espontâneo e com muita lealdade as raízes.

As amizades foram fortalecidas e me ajudavam a prosseguir. O desejo já era de continuar, mas passaria!

As limitações comecaram a aparecer. As diferenças não eram aceitas. Mas eu continuei. Eu deveria continuar.

Wilton Lima

sábado, 30 de março de 2019

A MUDANÇA NECESSÁRIA

Interessante como mudar de opinião é fácil. É difícil, às vezes, assumir esta mudança!

Não que seja errado mudar, mas quando mudamos ao ponto de ir contra aquilo que chamamos de princípios, quando mudamos para agradar ou mesmo ferir outros é que entendemos o quanto cruel é o ser humano e como é capaz de ferir e magoar por motivos fúteis ou por meros interesses próprios.

Na caminhada, eu passei muitas mudanças.

Mudei pensamentos, gostos, sonhos e assim, até mesmo mudanças ideológicas. Durante essa minha pequena caminhada, encontrei muitos desafios e o maior deles foi o de conviver com pensamentos diferentes, de estar com pessoas mutáveis e fáceis ao erro. Mesmo sabendo que o mesmo ocorre comigo. 

Aprendi na dor e a com a dor, que o ser humano tem um instinto cruel de coagir, manipular, dominar e conseqüentemente fazer sofrer. 

Aprendi que não importa o quão grande seja meu ciclo de amizade para que eu seja feliz e realizado e que não importa ter opiniões próximas, concordâncias de sonhos e objetivos semelhantes para alcançar minha realização enquanto sociedade. 

O mais importante eu aprendi. Eu não preciso mudar com o desejo de agradar e ser como querem que eu seja. 

Aprendi a viver livre e feliz com o que tenho e ao lado dos que tenho na vida, sempre sendo quem sou.

Wilton Lima

segunda-feira, 25 de março de 2019

EU TENHO UM SONHO

"Nós somos feitos da matéria de que são feitos os sonhos; nossa vida pequenina é cercada pelo sono” SHAKESPEARE

Eu tenho um sonho. Sonho com uma sociedade diferente, onde as pessoas não se importarão mais com a cor da pele, com o quanto temos de dinheiro ou quanto politizado nós somos.

É utópico. Mas eu vivo por utopias.

Eu nasci em meio a transformações no mundo. A queda de um muro que dividia vidas e sonhos; o fim da segregação em uma nação, por causa da cor da pele.

Mas não foi o fim. 
Estamos longe.
Ainda é um sonho!

Os muros continuam a ser construídos nos corações dos homens, dividindo uns daqueles que pensam e agem diferente. A cor da pele ainda é um obstáculo para muitos, em nações onde prevalece a hegemonia de uma raça pura, assim como ensinara Hitler.

Muitos, brancos e negros, permanecem calados diante ao preconceito. Uns por medo, outros por aceitação. E como foi alertado por Martin Luther King, é preocupante o silêncio dos bons. 

Porém, quem é bom?

Em nossa sociedade tem sido bom aqueles que promovem o ódio ao diferente. Tem sido bom aqueles que lutam contra ideologias diferentes das suas, com o discurso de retomar a moral da nação. Tem sido bom, os que defendem a volta da tortura e o silêncio forçado daqueles que não concordam ou que apenas lutam por direitos, que porventura não os têm.

Mas eu tenho um sonho. Vivo com esse sonho e almejo um alcança-lo.

É possível sim uma sociedade que não trata diferente por causa da sua cor, da sua religião, da sua opção sexual ou da sua origem. Sim, é possível!

O sonho começa a ser realizado por nós que acreditamos no amor, na força transformadora deste amor.

“Agora é hora de sair do vale escuro e desolado da segregação para o caminho iluminado da justiça racial. Agora é hora de retirar a nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a sólida rocha da fraternidade. Agora é hora de transformar a justiça em realidade para todos os filhos de Deus” (Martin Luther King).

É o nosso momento de transformar o sonho em uma realidade. É nosso momento de lutar, com aqueles e por aqueles, que já não têm mais forças para continuar.

Sejamos resistência a tudo aquilo que maltrata e exclui o outro.

Sejamos pontes de amor, cuidado e proteção.


Wilton Lima

sexta-feira, 22 de março de 2019

DESTRUA OS MUROS, CONSTRUA PONTES

Eu tinha 6 de meses de idade durante um dos acontecimentos mais marcantes da nossa história recente; a queda do Muro de Berlim. 

Iria fazer no mês seguinte, 5 anos, quando chegou ao fim o mais rigoroso regime de segregação racial após a Segunda Guerra Mundial, que aconteceu na África do Sul, que levou o nome de Apartheid e levou à prisão o maior nome contrário ao regime. Nelson Mandela, passou 27 anos preso, simplesmente ao lutar por direito iguais para os negros. 

Muita coisa aconteceu no mundo nos últimos 30 anos. Muitos muros foram derrubados. Muros do preconceito, descriminação, muros de ódio e segregação. Porém, me dói o peito ao ouvir de muitos, às vezes próximos, defender a necessidade de erguer novos muros. Dói no peito a feita de amor em nosso meio. 

Fico a lamentar e resistir o julgamento daqueles que deveriam levar o amor incondicional de Cristo a todos, sem porquês ou talvez. 

Muitos que deveriam ser uma ponte, um elo de ligação dos necessitados a este amor, tornam-se muros firmes e inabaláveis pela dor e sofrimento do próximo. Esquecem que são iguais, falhos e pecadores, nem mais, nem menos, apenas indignos deste amor inexplicável de Jesus. 

Amor que nos é dado sem merecimentos! 

Eu me alegro ao estudar a história de homens e mulheres como Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Nelson Mandela, as 129 operárias estadunidenses queimadas numa fábrica em Nova Iorque, em 1857, as tecelãs e costureiras de 1917, nas greves por direitos na Rússia ou até mesmo nossa Marielle Franco, uma socióloga envolvida na política pela defesa dos Direitos Humanos, morta brutalmente no Brasil em 2018. 

Fico feliz em ver jovens sendo a resistência em meio ao ódio e segregação. Me alegro por não lutar sozinho esta batalha. 

Porém, sei que não é fácil. É uma luta contra gigantes. Muitos têm sua voz calada, às vezes suas vidas tiradas. Não fácil ir na contramão, não é fácil dizer não. 

Os poderosos continuarão a nos oprimir e a segregar, às vezes em nome da moral e dos bons costumes, às vezes tentarão até nos calar. Mas lembremos das lutas dos que vieram antes de nós, inspiremo-nos neles e nelas. 

Não é fácil, não está sendo e nem será fácil! 

Mesmo assim, ao ver muros sendo erguidos por aqueles que têm o poder, dado democraticamente pelo povo, é satisfatório ver a luta de milhares que não aceitam ser muros e têm sido pontes que levam pessoas ao amor, guiam outros a liberdade e esperança. 

Em um mundo que tentam reconstruir o que já foi derrubado, que tentam resgatar a lei do ódio, da vingança e da morte, sejamos a transformação. 

Sejamos pontes de amor, cuidado e proteção.

Wilton Lima

segunda-feira, 18 de março de 2019

UM COMEÇO PARA ESQUECER

Ainda estamos em março de 2019 e já é um ano que queremos nos despedir, urgente!

É difícil externar algo diante de tantas atrocidades que vivenciamos nesses primeiros meses do ano.

Brumadinho e Suzano, dificilmente sairão das nossas memórias. Casos distintos, mas que envolvem a falta de amor e cuidado; que mostram o desprezo e a falta de compaixão do homem.

A ganância matou centenas em Brumadinho, deixou outras centenas de luto. O ódio matou o sonho de alguns adolescentes em Suzano, deixou milhares em choque, com medo. Eles destruíram famílias e deixaram o país em lágrimas.

Lágrimas que diante de tanta crueldade não querem cessar e não me deixam expressar outro sentimento que não seja repúdio ao que temos feito enquanto sociedade, enquanto pessoas.

É difícil dialogar em meio a falta do amor, da falta de empatia pelo outro.
Difícil aceitar que tentam simplificar toda a dor ou até mesmo levá-la a um nível de "espiritualidade" ultrajada pela busca dos bons costumes, pela segurança e poderes individuais que atropelam, sem nenhum pudor, a vez do próximo.

É difícil viver em uma sociedade que não quer ser receptível ao seu semelhante. Pessoas que não amam pessoas. Que alimentam apenas um ego próprio.

É difícil!

É difícil ver que aqueles que deveriam externar o amor daquele que eles se dizem ser seguidores, não o fazem. Eles têm mais afastado as pessoas da verdade do que trazê-las a realidade no amor verdadeiro, onde não há diferenças, onde não há sacrifício para alcançá-lo, apenas amar e viver este amor.

Não existe solução maior, para resolver tudo isso que estamos presenciando e sentindo.

É difícil!

Porém, precisamos erguer nossa voz, reavivar nossa esperança, acreditando em dias melhores e lutando com amor contra o ódio que se espalhou em nossa nação. Resistindo e sendo a força daqueles que a perderam, ajudando-os a se reerguer para continuar a caminhada difícil que temos à frente.

Juntos e unidos. Vivendo, espalhando e sendo amor com todos e para todos, sem diferenças, apenas no amor!

Seja amor. Espalhe o amor!


Wilton Lima

quinta-feira, 14 de março de 2019

ADORAÇÃO CONTRADITÓRIA

Houveram certos momentos na minha vida em que me indaguei muito acerca de algumas coisas que me aconteceram. Acho que isso acontece com todas as pessoas que passam por momentos de conflitos e dúvidas.

Cheguei a sentir raiva de mim mesmo por algumas atitudes e feitos errados. Me culpava muito e não conseguia me perdoar!

E isso doía bastante!

Se já é difícil você perdoar o outro, torna-se mais difícil quando você não consegue perdoar a si mesmo. 

Cheguei ao momento de querer saber o motivo de tanto sofrimento e indagar até Deus o motivo de estar permitindo que coisas do tão ruins acontecessem comigo.

No momento da luta e de tanta dor, chega ser difícil acreditar que Deus está conosco. Pois tudo dá errado e como humanos, fracos como somos, queremos sempre o contrário. 

Não é fácil aceitar ou mesmo compreender as dores momentâneas.

É difícil entender o que Paulo diz na sua carta a Igreja em Roma, de que todas as coisas cooperam para o bem de quem ama a Deus, mesmo os momentos de dores (Romanos 8.28). 

Mas são nesses momentos que Deus quer ver nossa fidelidade e confiança nele.

Adorar a Deus quando as contas estão pagas, quando sobra dinheiro ao final do mês, quando todos os amigos estão pertos, quando temos saúde e tudo vai bem, é muito simples. 

Quando acontece o contrário, a adoração de muitos se esvai. 

Paulo declarou ter aprendido a adorar em todo momento. Estando alegre e estando triste, estando saudável ou doente, com dinheiro ou sem dinheiro! 

Podemos até querer saber o motivo da dor, da desgraça que sobreveio em nossa vida ou mesmo nos culpar por elas terem acontecido. As pessoas podem até dizer que foi culpa nossa e que o motivo de tanta dor, é o nosso pecado. 

Até mesmo nossa família pode se voltar contra nós!

Temos que manter firme nossa adoração!

E não existe exemplo maior que o de Jó. É totalmente contraditória sua adoração a Deus. Contraditória em relação ao que ele estava vivendo e ao que seus amigos e sua mulher lhes diziam.

Ele adorou a Deus em meio a toda dor que sentia!

Que sua dor e seus conflitos não te impeçam de ser grato a Deus! 

As lutas também são grandes motivos para adorar e agradecer. 

Na verdade, o maior motivo da nossa adoração, é a nossa existência!

Sejamos como Paulo e vamos ser gratos. Gratos por tudo (1 Tessalonicenses 5.18).


Wilton Lima

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

QUAL NOSSA MOTIVAÇÃO?

Porque vamos à Igreja? 
Qual tem sido nossa motivação? 
Será que temos dado a Deus tudo que ele realmente merece da nossa parte?

Certamente, nada do que venhamos a fazer, compensará o grande amor que ele nos tem dedicado. Somos pecadores e errantes nessa caminhada tão difícil, porém o amor de Deus por nós é inexplicável e foi provado, ao ter enviado Jesus para morrer em nosso lugar, por nossas falhas. 

É lamentável ver milhares de pessoas irem à Igreja buscar algo de Deus. Receber uma cura, uma bênção financeira, amorosa ou mesmo espiritual. É lamentável ver milhares de pessoas não irem à Igreja oferecer algo a Deus. 

Claro que devemos buscar a cura que precisamos, as bênçãos desejadas e prometidas por Deus, mas não deve ser essa a nossa motivação para estar na nos templos consagrados a Deus.

Quando percebermos que Deus é muito mais que isso, entenderemos o propósito da nossa existência. Entenderemos que há mais motivos pra irmos à igreja, seja qual for ela, simplesmente para agradecer, do que para pedir.

Só por sua morte, passaríamos toda a vida agradecendo e ainda não bastaria. Isto se chama Graça! O favor de Deus que nos alcançou e nos salvou. 

E ainda temos o privilégio de sermos amigos de Jesus (João 15.15).

É nesse momento que me maravilho ainda mais. Quando João transmite as palavras do próprio Jesus, ele não nos tem mais como servos, mas agora nos tem como amigos, pois o servo não tem conhecimento do que faz o seu senhor, mas Ele nos tem feito conhecer todas as coisas.

Se já temos motivos suficientes pra agradecer, com esse presente de nos tornarmos amigos de Deus, não temos o direito de pedir mais nada.

É só agradecer! 
Agradecer pela amizade, pelo cuidado diário e pelo inexplicável amor que ele tem por nós. 

Que nossa motivação seja sempre estar com o Pai, lhe agradecendo por tantas bênçãos recebidas, de graça!

Wilton Lima

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Crer e Pensar #006

DE VOLTA AO VERDADEIRO E PURO CRISTIANISMO - Parte 01

É lamentável ver muitas pessoas que deveriam pregar o verdadeiro Cristianismo, distorcerem tanto, o real sentido do que está escrito.

É lamentável, quando usam o púlpito como trampolim ministerial e até eleitoral.

O Brasil é hoje quase um país evangélico. Segundo o último Censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2010, temos mais de 40 milhões de evangélicos declarados no país. Porém, a igreja tem formado seguidores raquíticos, famintos pelo verdadeiro Evangelho.

Nos nossos púlpitos não se pregam mais a Mensagem da Cruz, não se falam mais em arrependimento ou santificação. O homem passou a ser o centro da mensagem. O que se ouve, são palavras de efeitos. Pregações de prosperidades, curas e vitórias, mediante sempre a um sacrifício, anulando assim o maior sacrifício que foi a morte de Cristo.

O genuíno avivamento foi trocado por manifestações bizarras que em nada condizem com o verdadeiro agir do Espírito Santo: cair no espírito, unção do riso, unção do leão, unção do cachorro e tantas outras invenções ridículas, que para alguns líderes caracteriza uma igreja avivada.

Igreja Pentecostal e comprometida com a Palavra não é aquela que os crentes saem correndo atrás de anjos, imitando animais, rindo descontroladamente, caindo ao sopro de pseudos profetas, rodopiando igual pião ou fazendo aviõezinhos. Isto na verdade, caracteriza uma igreja vazia e sem ensinamento do Puro e Simples Evangelho de Cristo. São igrejas em que a emoção é colocada acima da razão.

A Palavra de Deus é tão completa e suficiente que não há necessidade de invenções e complementos! 

Ela é simples. Basta ensiná-la e vive-la. 

Viver o Simples e Puro Cristianismo, sem complicações, sem pressões, sem acusações, sem exigências humanas, sem dogmas e costumes que não edificam. 

Estou farto de ouvir pregações vazias... Estou farto de movimentos! 

Esse é o meu clamor diário: que se pregue apenas a Palavra! 

Quero ver a Evangelho da Cruz sendo novamente pregado nos nossos púlpitos, mesmo que isso resulte na diminuição absurda de fieis nos templos. 

Que a nossa busca, seja agradar a Deus e não o homem.

Voltemos o mais rápido ao que é Puro e Simples! 

Só a Deus, a Glória.

Wilton Lima

sábado, 26 de janeiro de 2019

Crer e Pensar #003

NA BUSCA PELO CRISTIANISMO PURO E SIMPLES

Enquanto muitas igrejas fazem de tudo para conquistar multidão, usando até mesmo de doutrinas distantes da realidade do Evangelho verdadeiro de Cristo, outras parecem meio que uma sociedade secreta, com tantas regras e costumes fundamentais na visão deles, que acabam deixando de lado o fundamental para seguir a Cristo.

Fico me perguntando onde colocaram o amor, o que fizeram da compaixão ao próximo. O perdão? Isso já é ultrapassado.

É lamentável!
É lamentável você ser julgado espiritual, ou não, pela roupa que você veste.
É lamentável medirem seu grau de compromisso com Deus por querer, ou não, fazer parte de um grupo de louvor.
É lamentável saber que o mais importante é o que você tem e faz na igreja e não quem você é. 
É lamentável ser rejeitado por pensar diferente ou mesmo discordar dos erros.
É lamentável ver que quem deveria está unindo e compreendendo as pessoas, está julgando e excluindo.

É simplesmente lamentável!

O Cristianismo que quero continuar acreditando é o que une, ama, ajuda, ouve, abraça e compreende (Philip Yancey). Não consigo viver esse cristianismo de hipocrisias. Não consigo sorrir para o erro, não consigo mais engolir tanta coisa; algumas precisamos rejeitar antes de provar.

Não consigo mais dançar esta melodia desafinada. Já não consigo seguir os mesmos passos da dança!

Meus olhos foram abertos.

Não consigo concordar com pessoas influenciáveis e sem domínio próprio, que seguem o pensamento dos outros ou do mais forte, mesmo que sejam contrários ao Evangelho Puro e Simples (C.S. Lewis).

Não consigo seguir as regras impostas por estas pessoas, que não pensam por si só, que não formulam uma opinião, vão sempre pela cabeça dos seus líderes.

Precisamos remover as máscaras. Precisamos saber reconhecer quem cada um realmente é.

No Cristianismo Puro e Simples de Jesus, você obedece por que foi aceito. Na igreja você é aceito quando obedece.

Ainda é preciso pensar, mesmo que isso lhe custe caro, mesmo que lhe custe até a rejeição.

Creia, mas antes pense!

Wilton Lima

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

EXTERNANDO-ME #005


A CAMINHADA CONTINUA

A tristeza é um sentimento traiçoeiro e chega nos momentos mais incertos e confusos da vida. 

Chega quando não deveria chegar!


Quem nunca chorou?
Quem nunca sofreu?


É preciso aprender a conviver com a dor.
É preciso aprender a viver em dor!

Caminhando em busca da felicidade e por dias melhores, deparo-me, em meio ao caminho, com situações variadas. Algumas conflitantes e desafiadoras.

Então parei! Confesso que parei.

A falta de experiência me fez temer e querer voltar. Quando olhei ao meu redor notei que grande parte dos que comigo caminhavam, desistiram de mim e simplesmente me abandonaram.

O medo tomou conta do meu ser e a vontade de voltar correndo aumentou, fiquei como num barco à deriva, vazio e sem leme.

A solidão tornou-se companheira e confidente. A dor, um sentimento rotineiro.

Nada mais fazia sentido e eu ali, parado!

Olhava o grande mar a minha volta, de dias calmos e outros tenebrosos.

Já não sabia se era dor o que eu sentia ou se alegria já não existia!

Eu só fiquei lá parado!

Depois de um tempo estacionamento, meus olhos se abriram, passei a enxergar minha dor e mesmo não compreendendo aceitei o caminho que tomei. Analisei as situações que me fizeram parar, então olhei pra trás e já não tinha vontade de voltar. 

Porém, eu não conseguia continuar a caminhada. O caminho era áspero, espinhoso e às vezes caudaloso. Mas tinha algo que me parecia estranho e complexo de entender. Eu olhava além das dificuldades e dos obstáculos do caminho e bem além, quase onde meus olhos não podiam enxergar, eu via algo brilhante, conseguia ver, mesmo que com dificuldade e embaraçado, um rio com águas tranquilas e eu via um colorido que em nenhuma primavera pude ver.

Eu percebi que a imagem era mais nítida ao me colocar de pé e ainda mais real quando um passo eu dei.


Então, dei mais passo e mais outro e outro...

A caminhada continua, a imagem ainda está longe, agora um pouco menos embaraçada e me parece mesmo ser real.

Eu acredito que é real!

Wilton Lima

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

UM POUCO DA CAMINHADA

Quando descobri que a caminhada seria longa e que o percurso não seria muito agradável, fiquei indeciso!

Eu buscava conforto. Buscava certezas e sorrisos.

Fiquei frustrado ao ver um caminho diferente do qual eu sonhei e pedi. Mesmo assim, decidi ir.

Havia uma promessa que aliviava meus medos, uma promessa que me fazia esquecer as dificuldades. 

Os primeiros passos me fizeram achar que a caminhada seria fácil e prazerosa. Sorrisos e prestígio me cercavam, amigos sobravam. 

Era tudo primavera! 

Nesse momento, eu já não me lembrava das promessas, a alegria do momento era o meu foco. Porém, aos poucos as pedras surgiram e eu comecei a tropeçar. 

Meus pés se feriram e a dor começou. 

Logo os amigos partiram e ficou um vazio enorme. Achei que não conseguiria sem eles e eu estava sozinho e sem forças. 

A cada passo um novo desafio. 

Surgiu então, uma louca vontade de desistir e voltar ao momento de conforto e alegrias, onde os amigos existiam e as lágrimas não molhavam meu rosto. 

Mas não consegui! 
Continuei a caminhada. 

Por várias vezes eu cai e pensei em voltar, mas fui aprendendo a conviver com a dor, aprendendo a não depender da reciprocidade. 

Aos poucos ia entendendo que eu não precisava fingir uma identidade, bastava ser eu mesmo. 

E ser eu, me trouxe consequências inesperadas! 

Trouxe também, os verdadeiros amigos, que não fogem na angústia, que não riem da minha dor.

Aprendi a duras perdas e muitas lágrimas derramadas que é preciso continuar, alegre ou triste, cercado de amigos ou sozinho.

Aprendi que só eu posso dá meus próprios passos, mas que é bom ter alguém, que na queda, nos ajude a levantar.

Entendi que não posso sozinho, mas que alguns passos serão dados sem ninguém por perto!

Hoje consegui lembrar as promessas e elas voltaram a me dá forças e me ajudar a seguir em frente, seguir em busca da minha coroa, em busca da alegria verdadeira.

Alegria que não passa, não morre e nem se esconde.

Bom, eu sei que ainda posso tropeçar e até mesmo cair, mas eu sei que vou levantar e ser melhor! 

Wilton Lima

sábado, 5 de janeiro de 2019

SHAKESPEAREZANDO


[...]

É quando você aprende que determinadas lutas não são dignas de serem lutadas. Aprende que lágrimas não precisam ser derramadas e pessoas não merecem ser conquistadas.

Você aprende que compromissos podem e devem ser desfeitos, mesmo que pareçam firmes e importantes pra você. Aprende que não precisa mudar para agradar e que não precisa disfarçar para sorrir como quer.

Chega um momento que aprende a deixar a máscara de lado e viver quem realmente você é, não se importando com quem discorda e quer vê-lo com uma máscara.

Tire a máscara do seu sorriso, do seu olhar e do seu pensamento.

Então você aprende que precisa viver conforme seus ideais e não escondê-los por causa do medo de um não, pelo medo do desprezo ou aversão.

Viva livre. Sem culpas e medo de ter medos.

Pois o medo vai sempre existir e pode até ser sua arma para vencer os obstáculos na caminhada.

Chega o momento que você entende que para ser feliz precisa amar, simplesmente amar. Sem esperar reciprocidade com a mesma intensidade da qual você aspira.

Portanto não espere que venham até você, corra atrás de quem e do que busca!

Wilton Lima