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quarta-feira, 24 de março de 2021

Nada será igual - entre o medo e a saudade


Os dias têm sido difíceis
De muita dor
Medo e de muita incerteza.

A distância se tornou quase obrigatória para muitos, porém necessária.

Há aproximadamente 1 ano, essa doença me distanciava de pessoas que vão sempre merecer um espaço especial e significativo na minha vida.

Uma saudade sem explicação me consome...
Até aquela rotina, que eu costumava reclamar, confesso que me faz falta!

Eu sei que não será igual...

As viagens à Sobral, naquele busão universitário quase sempre lotado, penso que vai ser um pouco diferente, mas durante a viagem eu voltarei a ouvir minhas músicas preferidas e os melhores podcasts.

O retorno as salas de aula será um momento nostálgico, como aquele primeiro dia na Universidade, com o coração cheio de sonhos para o futuro, com a esperança de construir laços de amizade no curso escolhido;

a vontade de voltar, abraçar com vontade e forte, só aumenta.

Mas não será igual!

Provavelmente, as reuniões entre amigos, as festas ou até mesmo aqueles papos descontraídos no Spetos Beer ou ali no anfiteatro da Praça Quirino Rodrigues, nossa Pracinha do Abrigo, não serão iguais;

a dor pelas milhares de mortes, algumas próximas a nós, vão sempre nos fazer repensar em como devemos gerenciar nosso tempo, como aproveitar cada momento dos nossos dias.

Um sentimento de vazio me consome quando lembro que ano passado não tivemos a nossa tradicional confraternização dos Nerds Jornalistas, sempre ali no Tako; e me dói pensar que corremos o risco de não tê-la esse ano.

Sinto uma dor por não poder ver e abraçar aqueles que me receberam como família quando cheguei em Sobral, ainda muito tímido e sem nenhuma amizade. Saudade dos almoços em família e das conversas sobre política e religião, momentos que me traziam muito aprendizado. E então, me envolvo no desejo de revê-los e conhecer os novos integrantes da família.

Há também, uma grande saudade daquela correria da segunda-feira; de chegar quase sempre atrasado na reunião geral do Time Enactus UVA Sobral e correr de um campus para o outro para conseguir pegar o RU ainda aberto ou mesmo das reuniões do Marketing na Padaria do Arco e de lá andar um bocado até o Betânia.

Essa correria faz falta.

Sinto mais ainda do convívio com o time, dos aprendizados de cada encontro, dos finais de semana na comunidade do Serrote do Piaba, da energia contagiante da Dona Rose, Dona Nonata, da Dona Edileuza, do Carlinhos, enfim, o SerTão Sustentável vai sempre fazer parte da minha vida.

E eu sinto falta de planejar meus finais de semana em Acaraú para reencontrar amigos queridos, mesmo sabendo que haverá algum imprevisto e eu não irei.
Há uma saudade daqueles que mesmo longe e em momentos improváveis permaneceram fieis a uma amizade construída lá em 2005 e são muitas as história de superação para contar. No entanto, Shakespeare já me alertou naquela época que "um dia a gente aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias" e nós comprovamos e estamos vivendo essa realidade.

Às vezes, quando eu paro e fico a pensar, bate um arrependimento de todas as oportunidades que deixei passar; de não ter falado o que eu deveria, de não amar mais, não cuidar como queria, de não dá atenção necessária ou simplesmente não ser e estar.

E olha que Shakespeare já havia me falado quando eu ainda tinha 14 anos, que devemos sempre nos despedir das pessoas que amamos com palavras amorosas e aproveitar cada momento com elas; pode ser a última vez que as vejamos.

E muita coisa mudou e não vai ser igual;

Talvez, quando tudo isso passar, eu aproveite com mais intensidade os momentos não planejados, assim eu valorizo ainda mais cada sorriso e cada olhar oferecido, até mesmo os mais tristes;

Mas eu sei que nada vai ser igual e é bom que não seja!

Wilton Lima

sábado, 5 de setembro de 2020

DIAS INCERTOS

[...] E a saga deles continua!


O caminho volta às suas incertezas e recheado de grandes dúvidas, do que há de vir ou mesmo do que realmente são estes sentimentos mistos e frenéticos. 

As lacunas tornaram-se ainda maiores!

Aparentemente, ao externo, tudo está tranquilo e fluindo, como a mais bela canção já composta. Porém, são dias difíceis; decisivos, porém, indecisos...

As incertezas voltaram como um novo ingrediente.
A dúvida sobre a veracidade de um dos sentimentos, o que para eles é o essencial para fazer sentido na caminhada em busca daquilo que almejam. Eles param em meio a esta dúvida. E mais uma vez a caminhada é interrompida.

O caminho se tornou irrisório!

[...] Uma partida se faz necessária e, o silêncio pôde voltar a dominar os seus versos, que lentamente voltava a ter suas rimas. O medo da partida lhe consomo e lhe tira o sono em quase todas as noites e deixa seus dias incertos e sem esperança.

Na verdade, o brilho no olhar e aquela paixão do primeiro momento continuam radiantes como outrora, mas a distância tenta romper esse elo; o coração ainda fragilizado segue firme, porém sem a certeza de que voltarão a caminhar juntos; no mesmo sentimento.

A visão é turva e o caminho traiçoeiro. Contudo, eles continuam tentando e ainda há muito o que percorrer.

Esperar...
Continuar e esperar.

Wilton Lima

segunda-feira, 13 de julho de 2020

CRÔNICAS DE UMA INSÔNIA #010

AS DORES DE UM POETA

O medo quase sempre nos faz parar, em algumas situações, até mesmo desistir.

Ele vive rodeado por este medo, porém, nunca ateve-se aos desafios, nem mesmo aos que nos pareciam impossíveis.

Durante muito tempo buscava-se a aceitação; ter esta aceitação e estar ladeado por pessoas que aparentemente eram necessárias à sua vida, sempre foi uma busca constante. Hoje, mesmo negando, por vezes, ainda se encontra nesse estágio de busca.

Lembra daquele primeiro naufrágio e das marcas que ele deixou? Pensamos que ainda há marcas com feridas abertas e, talvez sejam elas as responsáveis por tanto medo.

Mas como não perceber?
Como não deixar-se tratar?
Ele mesmo não consegue compreender!
E quase sempre, sua opção é parar.

O caminho se torna cada vez mais difícil.
Sua poesia sempre foi um refúgio. Porém, suas rimas perderam a cor, perderam a razão de ser e ter. E os versos continuam mergulhados no mais triste dos silêncios.

Cada um seguiu seu caminho. Não era o caminho planejado no início da jornada, nem mesmo era cogitado.

Aquele brilho no sorriso perde cada vez mais a sua intensidade. A suavidade do olhar, que alegrava e consolava, aos poucos se esvai e em tudo, nos parece ser o fim.

Mas como pode ser?

As dores precisam ser tratadas e mesmo que fiquem as marcas, e sempre ficam, aquela ferida necessita ser curada.

Os motivos são conhecidos e evitáveis, porém, algo nos impede de removê-los. Talvez seja o medo, ou mesmo a voz da razão nos dizendo para continuar no caminho que estamos. E mesmo debilitado, o coração resiste e nos aponta um caminho ainda mais difícil, com muitas pedras e barreiras a serem enfrentadas, mas o caminho nos aponta para uma liberdade com uma alegria tão bela e inexplicável, que só encontro sentido no seu olhar!

Ele precisa de forças. Pois ainda há muito caminho a ser percorrido, muitas decisões a serem tomadas, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender e continuar!

Wilton Lima

sexta-feira, 26 de junho de 2020

IMPERCEPÇÕES DE UM POETA

Existem tantos detalhes esquecidos. 
Existem tantos momentos sonhados. 
Existem sorrisos à sua espera, porém, ele simplesmente se perdeu nos seus próprios pensamentos. 

Houve um dia, ao perder o sono, que durante a madrugada, os versos pareciam voltar a ter uma nova rima, bela e melódica. Entretanto, não passava de resquícios que pairavam em seus sonhos. 

Tudo continua em ruínas.

O seu coração continua apegado às lembranças do passado e aos lapsos das memórias boas e vividas com tanta intensidade, em um passado recente ou mesmo à um futuro que possivelmente não será vivido. 

Então, mais uma vez ele para.

Para nos próprios pensamentos e nem mesmo há forças para sonhar. E lembras dos versos? Continuam mudos e sem cor; sem vida; sem e sim, com muitos porquês!

O sorriso está logo ali, mas ele não consegue entendê-lo como antes. Por isso ele se afasta cada vez mais, e dói...
Porém, nos parece ser uma dor imperceptível, tanto que não há nenhuma reação para voltar ao caminho que estavam.

A decisão de continuar tem sido muito difícil para eles, parece que todos se voltaram contra.

As barreiras são conhecidas e evitáveis, porém, algo os impede de removê-las. Talvez seja o medo, ou voz da razão tentando lhes dizer que a direção apontada por ela é a melhor; possivelmente a correta. Porém, e mesmo debilitado, o coração resiste e aponta um caminho ainda mais difícil, com muitas pedras e barreiras a serem enfrentadas, mas incrivelmente o caminho nos parece ser o mais livre, com uma alegria tão bela e inexplicável que só é encontrada no seu olhar.

E mais uma vez ele se coloca em profundo silêncio e quanto aos versos, não sabemos se eles estão mudos e sem rimas, sabemos apenas, que decidimos deixá-los em silêncio.

Por quanto tempo?

Não sei! Eu realmente não sei como será o final. Talvez os versos continuem mudos; talvez a força do silêncio prevaleça e provavelmente, caminharemos entre este misto e conflitos de sentimentos. 

Ainda há muito o que lutar e muito caminho a percorrer. Temos muitas decisões a tomar, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender. 

Wilton Lima

terça-feira, 13 de agosto de 2019

AS DECISÕES DE UM POETA - Parte 01

O mais difícil para eles tem sido escolher qual dos caminhos é o correto ou mesmo qual deles é o mais fácil. A verdade é que deverão existir algumas perdas, seja qual for o caminho escolhido.

Ao olharmos para as marcas que ficaram do sentimento vivido e compartilhado, a dor volta com muita intensidade e traz lágrimas ao coração, já tão machucado e com poucas forças para resistir às altas ondas do mar a frente. 

A decisão de continuar tem sido muito difícil para eles, parece que todos se voltaram contra. Notamos que aquele amor já não é tão aceito. Nem sabemos se era aceito!
Dói...
A indiferença daqueles que se diziam estar juntos, ao lado para cuidar e abraçar, simplesmente se afastaram.

Em momento algum, nenhum chegou a culpar o outro pelos desencontros, nem por aquele primeiro naufrágio que poderia ter sido evitado, apenas os guardam em um silêncio tão profundo que nada e ninguém chegará a alcançar, nem mesmo vê-los de longe.

As barreiras são conhecidas e evitáveis, porém, algo nos impede de removê-las. Talvez seja o medo, ou voz da razão tentando nos dizer que a direção apontada por ela é a melhor; a correta. E mesmo debilitado, o coração resiste e nos aponta um caminho difícil, com muitas pedras e barreiras a serem enfrentadas, mas o caminho nos parece ser o mais livre, com uma alegria tão bela e inexplicável que só encontro no seu olhar.

Então, eu seguro firme nas suas mãos e decido continuar, mesmo sabendo que fácil nunca será.

Wilton Lima

domingo, 4 de agosto de 2019

CONFISSÕES DE UM POETA

Ele vive a buscar uma explicação para os seus sentimentos. Anseia entender a causa desse misto encabeçado por um amor inexplicável e que de tão ardente faz doer, mas de uma dor imperceptível.

São dias decisivos. Muitos acontecimentos os envolvem, uns inesperados, outros supostamente planejados. Há uma esperança, uma forma de elucidar todas as questões complexas desta relação, que chegou a um nível inimaginável e que não fora colocado naquele projeto inicial.

Os olhares intensos, retribuídos com um sorriso apaixonante, voltam a cada encontro e a cada palavra expressada. Aquele misto de sentimentos volta a se intensificar. Uma complexidade de saudade, incorporada por um ciúme tão belo e verdadeiro, que faz do amor a razão para toda lágrima já derramada, para as dores causadas pelos naufrágios e por cada queda em meio ao caminho.

O coração tenta encontrar as palavras certas para expressar a intensidade dos seus sentimentos, mas não as encontra. Todo sentimento envolvido não há como explicar em meras palavras existentes.

Ele simplesmente confessa sua incapacidade de entender como chegaram a este nível, que mesmo envolvidos de um amor incondicional, tão suave e verdadeiro, o coração grita silenciosamente por explicações. Mas nenhum de nós ousa querer entender ou imaginar suas razões;

O coração confessa não saber qual dos caminhos deve seguir. Lembra do início complicado, das suas indecisões e eternas indagações sobre o envolvimento com estes sentimentos tão belos, complexos e aparentemente inexplicáveis. Ele recorda das suas percepções enquanto concluía que o melhor seria ouvir a voz da razão e deixar a sua de lado, mas lembra também, que resultou em uma solidão tão profunda e amarga que novamente deixou seus versos mudos e sem sentido, levando-os ao pior dos naufrágios.

Quando um adeus se fez ou parecia necessário, eles se calaram. Juntos, tentam não deixar desmoronar o que foi tão caro construir. O amor ainda resiste, porém, com uma fragilidade jamais experimentada por eles.

Os caminhos continuam áridos e indecisos. Ainda não sabemos qual deles seguir, nem mesmo qual deles é o certo.

Parados? Talvez, ou apenas tratando dos machucados sofridos até aqui. E foram muitos. E as cicatrizes nos lembrarão de cada etapa vivida.

Ainda temos muito caminho a percorrer, muitas decisões a tomar, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender.

Porém, no final, o melhor é estar apaixonado sem nenhuma razão. Estar perdido em um abraço que aquece o coração durante o frio do inverno, que enxuga as lágrimas e traz consolo sem nenhuma palavra. Perdido, porém, de mãos dadas com o amor, aquele que não precisa de nenhuma explicação.

Wilton Lima

segunda-feira, 29 de julho de 2019

OS ÚLTIMOS VERSOS Parte 02

Talvez seja um adeus. Talvez seja o final da história ou mesmo eu, que não sei para onde ir, pois sem perceber, nos perdemos no caminho e nele ficamos estáticos.


Entre quedas e naufrágios a história mudou. Os caminhos foram alterados e tornou a caminhada cada vez mais difícil de suportar. Nós não entendemos o porquê de todos os acontecimentos, uns realmente foram provocados, achamos até que um dos naufrágios poderia ter sido claramente evitado, mas não evitamos e deixamos um dos barcos afundar. Não compreendemos a nossa decisão, apenas escolhemos; ou não, nem sabemos mais. 

Incrivelmente, entre lapsos de memórias e lembranças de olhares intensos e apaixonados, eles tentam manter vivo aquele sentimento. Porém, algo teima em insistir no adeus. 

Algo nos diz que os últimos versos estão perto. E mesmo sem planejar e ao desfazer totalmente o nosso projeto inicial, pudemos perceber que um sentimento puro e verdadeiro ainda se mantem vivo. Tão pulsante que o coração cria forças para lutar e tentar manter constante a nossa poesia. 

Ficaram muitas cicatrizes daqueles dias de dores e incertezas. A dor ainda persiste, mas o que seria do amor sem as dores das nossas escolhas, dos caminhos trilhados e dos espinhos encontrados em meio ao caminho? 

A história não pode acabar assim. Eu sei que foram muitas as tentativas e muitas renuncias, consequentemente muita lágrima derramada, mas não podemos acabar assim. 

O coração está ferido e sem forças. Mas não culpamos um ao outro, na verdade não sabemos de quem foi a culpa, nem mesmo saberíamos explicar como chegamos até aqui. Eu não sei explicar como resistimos as dificuldades, as palavras contrárias e ao grito desesperado e silencioso da alma. 

É verdade que mudamos a trajetória, mas conseguimos resistir a tudo. E agora nos parece ser um adeus? Seria necessário ou simplesmente chegou o dia do adeus?

Não!
Não pode acabar assim! 

Provavelmente a nossa última rima já deve ter sido escrita. Mas não queremos isso, não agora; talvez, só não queremos. Então, decidimos ouvir o coração e tentar mudar os últimos versos escritos neste poema de dor e dúvidas. Agora sem medo e nenhuma culpa. 

Será fácil? Possivelmente ainda mais difícil, mas ainda há um sentimento, ainda existe o amor e é com ele que iremos tentar reconstruir o que medo derrubou. 

O caminho é outro, diferente daquele que foi planejado, mas seguiremos firmes com o amor ao nosso lado. 

Wilton Lima

sábado, 8 de junho de 2019

INDECISÕES DE UM POETA

Hoje, os dois pareciam caminhar de mãos dadas. Algum acordo se mostrava existir. Os conflitos não findaram. Porém, houve por algum momento uma trégua ou mesmo uma solução para este conflito de sentimentos entre eles.

Infilizmente, não durou muito!

O misto de emoções, com aquela confusão veio à tona. Na verdade, revelou-se mais forte que nunca, mostrava-se mais determinado a continuar o caminho oposto ao da razão. A relação entre eles começou a ficar insustentável.

Mas é impossível, aparentemente, um ir sem o outro.

Sentimentimentos intensos, misturados e divididos. Já não sabemos mais dizer o que é saudades ou ciúmes, nem mesmo entender o sentimento mais sublime. A razão tenta resistir para manter firme o que foi estabelecido, para manter o que foi determinado. Mas por quem? Para quem?

O coração, doce e calmamente se vê cada vez mais vitorioso. Está cada vez mais sustentado pelas emoções inexplicáveis, porém, por um sentimento que traz alento e nos mantem de pé. Sim, os dois são mantidos pelas mesmas emoções e por algum momento há paz e sintonia. Por alguns momentos.

Ainda não sabemos qual a direção final a ser tomada.

Mesmo assim, continuamos a caminhar juntos, em conflito às vezes, mas sustentados por este misto de sentimentos que a cada dia nos faz perceber o quão cruel e difícil é viver.

Wilton Lima

quinta-feira, 6 de junho de 2019

CRÔNICAS DE UMA INSÔNIA #009

INQUIETAÇÕES DE UM POETA

Os versos mudos se tornaram efêmeros diante deste misto de sentimentos que se fez em mim, ou se tornou apenas um reflexo do silêncio causado por eles.

Há uma batalha diária contra outra realidade, possivelmente criada e não compreendida. Sentimentos semelhantes, com intensidades e entregas similares, porém, com direções contrárias.

Não sei defini-los. Não sei dizer se há necessidade!

Me pergunto quem vai vencer, qual destes sentimentos será o mais forte.

Há uma solução que teimo em não compreender ou mesmo não saber seguir nesta direção. Afinal, o coração grita mais alto e a razão, tem perdido forças nesta briga com a emoção dos sentimentos. Realmente é uma luta injusta e totalmente incompreensível. O que esperar então, de reações externas?

Há soluções vindas de fora ou é uma decisão unicamente do indivíduo detentor destes sentimentos? O silêncio? O grito? Quais reações; quais seriam as decisões? O acaso ou uma escolha?

Indagações é o que nos restam.

Sim, os versos continuam mudos. Teimam em não querer concordar com o coração. Teimam em romper com o padrão.

Ainda não sei escrever este final. Não sei quais são as melhores palavras para isso.

Enquanto isso a única decisão racional e emocional do momento seria o silêncio, incompreendido e às vezes não aceito. Porém continuemos. 

Ainda temos muito caminho a percorrer, muitas decisões a tomar, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender.

Wilton Lima

quarta-feira, 3 de abril de 2019

SEJA AMOR

Vivemos um período onde não temos tempo para cuidar um dos outros, dar atenção que precisam. 

Precisamos desenvolver em nós, a cultura do cuidado, da compreensão e atenção ao próximo, mesmo que isso não nos pareça vantajoso. Pensar no outro, cuidar e compartilhar da alegria e amor que há em nós é essencial para aqueles que dizem que amam a Jesus e que dizem ser seus seguidores. 

Muitas igrejas ditas cristãs no Brasil, deixaram de lado a essência do Evangelho Puro e Simples de Cristo. 

Durante sua peregrinação na Terra, Jesus nos deixou o maior exemplo para ser seguido; Amar, simplesmente amar! E, ao final dos seus dias entre os homens e em uma das muitas reuniões com seus discípulos, Ele afirma dizer que nos deixa, agora, um novo mandamento. Mandamento este, baseado no seu exemplo. 

Outrora quando os homens não tinham um exemplo real e físico da expressão do amor de Deus, nos era orientado a amá-lo sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos. Agora, porém, temos este exemplo, em que Jesus nos diz para amarmos uns aos outros, assim como ele mesmo nos amou e é somente através deste amor compartilhado que nós seremos reconhecidos como seus discípulos (João 13. 34 e 35). 

Que possamos aprender, através do exemplo de Jesus, amar nosso irmão sem querer algo em troca, amar simplesmente porque escolheu amar, pois para o amor não se tem uma explicação, apenas se sente e o vive. 

Em um mundo carente de atenção e cuidado, nós que dizemos ter o amor de Deus em nossas vidas, possamos vir a mostrar essa realidade em nossas atitudes diárias. Na forma que nos portamos diante das dificuldades, como reagimos quando alguém planeja conta nós, como vivemos com a dor e sofrimento daqueles que não tem voz e nem vez, em uma sociedade em que tudo é sólido, mas descartável. 

Que possamos entender que o Evangelho verdadeiro de Cristo não tem comunhão com o ódio, com o racismo ou qualquer outra forma de dividir e excluir alguém. 

O verdadeiro Evangelho está baseado no amor. No amor em que Deus nos provou ao enviar Jesus para morrer por nós, sendo nós ainda pecadores e distantes da sua vontade (Romanos 5. 8). 

É impossível dizer que conhecemos a Deus sem que amemos o nosso semelhante. 
É impossível amar a Deus, sendo que odiamos aqueles que são diferentes de nós, que militam outras lutas. 

Quem não ama, não conhece Deus (1 João 4.8), quem diz que o ama, e descarta o outro é um mentiroso (1 João 4.20). 

Ame, cuide e compartilhe dessa verdade; 
Seja o amor que este mundo precisa!

Wilton Lima 

terça-feira, 2 de abril de 2019

EXTERNANDO-ME #010

AMIZADE VERDADEIRA

Amizade verdadeira eu aprendi na prática que não depende de quanto tempo conhecemos o amigo, mas como ele se tornou importante nas nossas vidas. Às vezes, com um simples olhar, uma palavra naquele momento difícil, estar pronto a ouvir e dizer que vai ficar do seu lado, para o que você precisar.

Porém, vai sempre dizer quando você estiver errado, mas vai lhe apoiar e ajudar a melhorar, mesmo que não percebamos.

Eu tenho amigos de anos de vivência e com muitas histórias pra contar. São poucos os amigos de infância, porém, muito importantes. Tenho amigos mais chegados que irmãos, do tempo que passei em Acaraú, alguns dos quase 7 anos em que morei na cidade de Sobral, incluindo amigos queridos que fiz durante o curso de Jornalismo e outros, não tão menos importantes, depois do retorno à minha cidade natal, Martinópole, onde confesso não ter escolhido voltar, mas pelo meu bem maior, minha família, e pelos amigos que fiz nesses últimos anos, aprendi a amar e querer estar por aqui. 

O valor de uma amizade é incalculável!

Eu já abri mão de tantas coisas e sentimentos pelos meus amigos e pela felicidade deles, dos quais não me arrependo e digo que, abriria de tantas outras coisas, se preciso for.

Não citarei nomes, pois cada um sabe o valor que tem pra mim, cada um sabe a diferença que tem feito na minha vida.

Muitas coisas veem e vão: dinheiro, prestígio até mesmo a beleza, mas a amizade verdadeira permanece, independente das lutas, discordâncias e caminhos diferentes.

Sou grato a Deus por ter o prazer de dizer que tenho amigos, que posso contar com meus amigos.

Muitas alegrias como também, momentos de dor, foram compartilhados juntos. E acredito que os dias que virão serão ainda melhores, com mais alegrias, conquistas e comemorações juntos e se a dor vier, juntos estaremos também, pra ajudar a levantar e cominhar rumo ao último degrau desta vida.

Minha oração continuará sendo sempre, pra que Deus possa abençoar vocês e guardá-los de todo mal, protegidos no puro e mais sincero amor.

Wilton Lima

sábado, 30 de março de 2019

A MUDANÇA NECESSÁRIA

Interessante como mudar de opinião é fácil. É difícil, às vezes, assumir esta mudança!

Não que seja errado mudar, mas quando mudamos ao ponto de ir contra aquilo que chamamos de princípios, quando mudamos para agradar ou mesmo ferir outros é que entendemos o quanto cruel é o ser humano e como é capaz de ferir e magoar por motivos fúteis ou por meros interesses próprios.

Na caminhada, eu passei muitas mudanças.

Mudei pensamentos, gostos, sonhos e assim, até mesmo mudanças ideológicas. Durante essa minha pequena caminhada, encontrei muitos desafios e o maior deles foi o de conviver com pensamentos diferentes, de estar com pessoas mutáveis e fáceis ao erro. Mesmo sabendo que o mesmo ocorre comigo. 

Aprendi na dor e a com a dor, que o ser humano tem um instinto cruel de coagir, manipular, dominar e conseqüentemente fazer sofrer. 

Aprendi que não importa o quão grande seja meu ciclo de amizade para que eu seja feliz e realizado e que não importa ter opiniões próximas, concordâncias de sonhos e objetivos semelhantes para alcançar minha realização enquanto sociedade. 

O mais importante eu aprendi. Eu não preciso mudar com o desejo de agradar e ser como querem que eu seja. 

Aprendi a viver livre e feliz com o que tenho e ao lado dos que tenho na vida, sempre sendo quem sou.

Wilton Lima

quinta-feira, 28 de março de 2019

Crer e Pensar #009

SOU CRISTÃO APESAR DA IGREJA - Parte 01


Eu nasci e me criei em um lar cristão evangélico. Fui doutrinado em uma igreja de costumes bastante conservadores e nela permaneci, atuante, até os meus 24/25 anos de idade. 

Pelos ensinamentos e exemplos que tive, eu tinha medo de dizer o que eu pensava. Não ousava formular uma crítica a respeito de qualquer coisa. A palavra do pastor era sempre a final. 

Aos 15 anos eu sai de casa pela primeira vez e fui morar com um tio em outra cidade e lá, tive contato indiretamente com pessoas de outras igrejas, com pensamentos e costumes diferentes, mas ainda assim me mantive fiel ao que aprendi. 

Um ano depois retornei à minha cidade, um pouco mais conservador do que antes. 

As coisas só iriam mudar um pouco, quando aos 18 anos fui morar em uma cidade maior. Continuei nesta mesma igreja, onde cresci muito em conhecimento. Conheci pessoas com ideias de um cristianismo muito diferente daquele que me foi apresentado desde a infância. Aprendi a desenvolver um cuidado maior com as pessoas, a ouvir mais as dores do outro. Entendi que meu pensamento não deveria ser totalmente ligado ao céu e que eu precisava entender que existiam muitos ao meu redor, precisando de amor e atenção. Entendi que mesmo não sendo deste mundo eu estava nele e assim, deveria fazer alguma diferença. 

E a caminhada na vida cristã continuava. 

Agora, com mais questionamentos, com vontade de compreender e não de apenas ouvir e aceitar o que era dito. 

Porém, questionar não era uma decisão aceitável por muitos, mas calar meus argumentos não era uma escolha minha. 

Era difícil ser quase sempre a pessoa que não concordava. Era difícil manter minha voz calada. 

Entendo que a igreja, como comunidade religiosa, seja necessária na vida de uma pessoa. E fui aprendendo, aos poucos, com muita dificuldade e muita dor, que as igrejas eram falhas, que eram lideradas por homens, muitas vezes donos de uma verdade absoluta e inabalável, às vezes por causa de uma história construída, mas que eram falhos como qualquer um de nós. 

Não foi fácil aceitar que eram muitas as mentiras contadas, que eram muitas as dores camufladas. 

Eram agora, muitos os questionamentos e muitas dúvidas. Minha crítica então, se tornava cada vez mais forte. 

Ícones eleitos por mim durante a infância e começo da adolescência, eram desconstruídos quando se abriu a fonte de um conhecimento maior. Quando eu mesmo ia até a fonte em busca da verdade. 

Eu não guardo mágoas ou mesmo traumas de igrejas onde passei e congreguei. Me alegro pela família de amigos que construí e que os tenho comigo até hoje. 

Porém, foram muitas as dores e feridas causadas pela igreja, com marcas de cicatrizes permanentes. 

Eu aprendi a pensar. Aprendi a crer, mas não ausentando o meu pensar. Aprendi com Paulo que hoje é racional o meu culto, que é autêntico e livre o meu falar com Deus, que meu único mediador é Jesus, meu único consolador é o Espírito Santo e que Deus, somente Ele é o único que pode perdoar os meus pecados. 

Apesar de tudo, minha alma sobreviveu, como diz Philip Yancey. E continuo nesta caminhada.

Sim, sou cristão, apesar da igreja e daqueles que a lideram.


Wilton Lima

segunda-feira, 25 de março de 2019

EU TENHO UM SONHO

"Nós somos feitos da matéria de que são feitos os sonhos; nossa vida pequenina é cercada pelo sono” SHAKESPEARE

Eu tenho um sonho. Sonho com uma sociedade diferente, onde as pessoas não se importarão mais com a cor da pele, com o quanto temos de dinheiro ou quanto politizado nós somos.

É utópico. Mas eu vivo por utopias.

Eu nasci em meio a transformações no mundo. A queda de um muro que dividia vidas e sonhos; o fim da segregação em uma nação, por causa da cor da pele.

Mas não foi o fim. 
Estamos longe.
Ainda é um sonho!

Os muros continuam a ser construídos nos corações dos homens, dividindo uns daqueles que pensam e agem diferente. A cor da pele ainda é um obstáculo para muitos, em nações onde prevalece a hegemonia de uma raça pura, assim como ensinara Hitler.

Muitos, brancos e negros, permanecem calados diante ao preconceito. Uns por medo, outros por aceitação. E como foi alertado por Martin Luther King, é preocupante o silêncio dos bons. 

Porém, quem é bom?

Em nossa sociedade tem sido bom aqueles que promovem o ódio ao diferente. Tem sido bom aqueles que lutam contra ideologias diferentes das suas, com o discurso de retomar a moral da nação. Tem sido bom, os que defendem a volta da tortura e o silêncio forçado daqueles que não concordam ou que apenas lutam por direitos, que porventura não os têm.

Mas eu tenho um sonho. Vivo com esse sonho e almejo um alcança-lo.

É possível sim uma sociedade que não trata diferente por causa da sua cor, da sua religião, da sua opção sexual ou da sua origem. Sim, é possível!

O sonho começa a ser realizado por nós que acreditamos no amor, na força transformadora deste amor.

“Agora é hora de sair do vale escuro e desolado da segregação para o caminho iluminado da justiça racial. Agora é hora de retirar a nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a sólida rocha da fraternidade. Agora é hora de transformar a justiça em realidade para todos os filhos de Deus” (Martin Luther King).

É o nosso momento de transformar o sonho em uma realidade. É nosso momento de lutar, com aqueles e por aqueles, que já não têm mais forças para continuar.

Sejamos resistência a tudo aquilo que maltrata e exclui o outro.

Sejamos pontes de amor, cuidado e proteção.


Wilton Lima

sexta-feira, 22 de março de 2019

DESTRUA OS MUROS, CONSTRUA PONTES

Eu tinha 6 de meses de idade durante um dos acontecimentos mais marcantes da nossa história recente; a queda do Muro de Berlim. 

Iria fazer no mês seguinte, 5 anos, quando chegou ao fim o mais rigoroso regime de segregação racial após a Segunda Guerra Mundial, que aconteceu na África do Sul, que levou o nome de Apartheid e levou à prisão o maior nome contrário ao regime. Nelson Mandela, passou 27 anos preso, simplesmente ao lutar por direito iguais para os negros. 

Muita coisa aconteceu no mundo nos últimos 30 anos. Muitos muros foram derrubados. Muros do preconceito, descriminação, muros de ódio e segregação. Porém, me dói o peito ao ouvir de muitos, às vezes próximos, defender a necessidade de erguer novos muros. Dói no peito a feita de amor em nosso meio. 

Fico a lamentar e resistir o julgamento daqueles que deveriam levar o amor incondicional de Cristo a todos, sem porquês ou talvez. 

Muitos que deveriam ser uma ponte, um elo de ligação dos necessitados a este amor, tornam-se muros firmes e inabaláveis pela dor e sofrimento do próximo. Esquecem que são iguais, falhos e pecadores, nem mais, nem menos, apenas indignos deste amor inexplicável de Jesus. 

Amor que nos é dado sem merecimentos! 

Eu me alegro ao estudar a história de homens e mulheres como Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Nelson Mandela, as 129 operárias estadunidenses queimadas numa fábrica em Nova Iorque, em 1857, as tecelãs e costureiras de 1917, nas greves por direitos na Rússia ou até mesmo nossa Marielle Franco, uma socióloga envolvida na política pela defesa dos Direitos Humanos, morta brutalmente no Brasil em 2018. 

Fico feliz em ver jovens sendo a resistência em meio ao ódio e segregação. Me alegro por não lutar sozinho esta batalha. 

Porém, sei que não é fácil. É uma luta contra gigantes. Muitos têm sua voz calada, às vezes suas vidas tiradas. Não fácil ir na contramão, não é fácil dizer não. 

Os poderosos continuarão a nos oprimir e a segregar, às vezes em nome da moral e dos bons costumes, às vezes tentarão até nos calar. Mas lembremos das lutas dos que vieram antes de nós, inspiremo-nos neles e nelas. 

Não é fácil, não está sendo e nem será fácil! 

Mesmo assim, ao ver muros sendo erguidos por aqueles que têm o poder, dado democraticamente pelo povo, é satisfatório ver a luta de milhares que não aceitam ser muros e têm sido pontes que levam pessoas ao amor, guiam outros a liberdade e esperança. 

Em um mundo que tentam reconstruir o que já foi derrubado, que tentam resgatar a lei do ódio, da vingança e da morte, sejamos a transformação. 

Sejamos pontes de amor, cuidado e proteção.

Wilton Lima

segunda-feira, 18 de março de 2019

UM COMEÇO PARA ESQUECER

Ainda estamos em março de 2019 e já é um ano que queremos nos despedir, urgente!

É difícil externar algo diante de tantas atrocidades que vivenciamos nesses primeiros meses do ano.

Brumadinho e Suzano, dificilmente sairão das nossas memórias. Casos distintos, mas que envolvem a falta de amor e cuidado; que mostram o desprezo e a falta de compaixão do homem.

A ganância matou centenas em Brumadinho, deixou outras centenas de luto. O ódio matou o sonho de alguns adolescentes em Suzano, deixou milhares em choque, com medo. Eles destruíram famílias e deixaram o país em lágrimas.

Lágrimas que diante de tanta crueldade não querem cessar e não me deixam expressar outro sentimento que não seja repúdio ao que temos feito enquanto sociedade, enquanto pessoas.

É difícil dialogar em meio a falta do amor, da falta de empatia pelo outro.
Difícil aceitar que tentam simplificar toda a dor ou até mesmo levá-la a um nível de "espiritualidade" ultrajada pela busca dos bons costumes, pela segurança e poderes individuais que atropelam, sem nenhum pudor, a vez do próximo.

É difícil viver em uma sociedade que não quer ser receptível ao seu semelhante. Pessoas que não amam pessoas. Que alimentam apenas um ego próprio.

É difícil!

É difícil ver que aqueles que deveriam externar o amor daquele que eles se dizem ser seguidores, não o fazem. Eles têm mais afastado as pessoas da verdade do que trazê-las a realidade no amor verdadeiro, onde não há diferenças, onde não há sacrifício para alcançá-lo, apenas amar e viver este amor.

Não existe solução maior, para resolver tudo isso que estamos presenciando e sentindo.

É difícil!

Porém, precisamos erguer nossa voz, reavivar nossa esperança, acreditando em dias melhores e lutando com amor contra o ódio que se espalhou em nossa nação. Resistindo e sendo a força daqueles que a perderam, ajudando-os a se reerguer para continuar a caminhada difícil que temos à frente.

Juntos e unidos. Vivendo, espalhando e sendo amor com todos e para todos, sem diferenças, apenas no amor!

Seja amor. Espalhe o amor!


Wilton Lima

quinta-feira, 14 de março de 2019

ADORAÇÃO CONTRADITÓRIA

Houveram certos momentos na minha vida em que me indaguei muito acerca de algumas coisas que me aconteceram. Acho que isso acontece com todas as pessoas que passam por momentos de conflitos e dúvidas.

Cheguei a sentir raiva de mim mesmo por algumas atitudes e feitos errados. Me culpava muito e não conseguia me perdoar!

E isso doía bastante!

Se já é difícil você perdoar o outro, torna-se mais difícil quando você não consegue perdoar a si mesmo. 

Cheguei ao momento de querer saber o motivo de tanto sofrimento e indagar até Deus o motivo de estar permitindo que coisas do tão ruins acontecessem comigo.

No momento da luta e de tanta dor, chega ser difícil acreditar que Deus está conosco. Pois tudo dá errado e como humanos, fracos como somos, queremos sempre o contrário. 

Não é fácil aceitar ou mesmo compreender as dores momentâneas.

É difícil entender o que Paulo diz na sua carta a Igreja em Roma, de que todas as coisas cooperam para o bem de quem ama a Deus, mesmo os momentos de dores (Romanos 8.28). 

Mas são nesses momentos que Deus quer ver nossa fidelidade e confiança nele.

Adorar a Deus quando as contas estão pagas, quando sobra dinheiro ao final do mês, quando todos os amigos estão pertos, quando temos saúde e tudo vai bem, é muito simples. 

Quando acontece o contrário, a adoração de muitos se esvai. 

Paulo declarou ter aprendido a adorar em todo momento. Estando alegre e estando triste, estando saudável ou doente, com dinheiro ou sem dinheiro! 

Podemos até querer saber o motivo da dor, da desgraça que sobreveio em nossa vida ou mesmo nos culpar por elas terem acontecido. As pessoas podem até dizer que foi culpa nossa e que o motivo de tanta dor, é o nosso pecado. 

Até mesmo nossa família pode se voltar contra nós!

Temos que manter firme nossa adoração!

E não existe exemplo maior que o de Jó. É totalmente contraditória sua adoração a Deus. Contraditória em relação ao que ele estava vivendo e ao que seus amigos e sua mulher lhes diziam.

Ele adorou a Deus em meio a toda dor que sentia!

Que sua dor e seus conflitos não te impeçam de ser grato a Deus! 

As lutas também são grandes motivos para adorar e agradecer. 

Na verdade, o maior motivo da nossa adoração, é a nossa existência!

Sejamos como Paulo e vamos ser gratos. Gratos por tudo (1 Tessalonicenses 5.18).


Wilton Lima

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Crer e Pensar #007

DE VOLTA AO VERDADEIRO E PURO CRISTIANISMO - Parte 2

A Igreja Evangélica Brasileira tem se tornado uma espécie de Igreja Romana dos tempos antes da Reforma Protestante, onde as pessoas não tinham o direito de ter uma opinião e pensar diferente do Papa. Tais atitudes contra a soberania da Igreja Romana, poderia causar a excomunhão de quem ousasse questionar a autoridade papal.

Na igreja evangélica não existe um papa. Porém, existem certos pastores, bispos ou apóstolos que usufruem da mesma autoridade que o papa tinha na Igreja Romana antes da Reforma. Tentam fazer com que os fiéis acreditarem que eles não podem ser questionados por serem os “ungidos de Deus”. Sendo assim, colocam as suas comunidades sempre abaixo de suas palavras. E quem ousar ir contra elas, corre o risco de punições divinas.

É lamentável ver o que estão fazendo em nome de Deus!

É lamentável ver muitas comunidades evangélicas jogar o verdadeiro Evangelho de Jesus no lixo e tentar calar a voz de quem ainda luta por um Cristianismo Puro e Simples.

Para os seguidores deste evangelho fabricado, quem critica e não se cala diante da bagunça que está formada dentro das igrejas, é considerado desviado, um herege, ou simplesmente um rebelde.

Eu já ouvi muito isso!

Sim, é mais cômodo ir com a multidão, seguir o que está dando certo, acreditar na palavra do profeta e não examinar as de Deus. 

Mas cuidado, nem tudo que dá certo, está certo!

Assim como a Igreja Romana tentou calar a voz de Lutero e de muitos outros Reformadores, hoje a igreja que prega o evangelho fabricado tenta calar a voz da Verdadeira Igreja de Cristo, que luta contra as heresias pregadas por estes homens.

Paulo nos orienta a pregar o Evangelho a todo tempo, mesmo quando parece que não é tempo.

Não podemos deixar que calem nossa voz. Continuemos firmes, orando ao Senhor e vivendo uma vida piedosa, amando o nosso próximo, escutando, compreendendo e ajudando aos que precisam, essa é a essência do verdadeiro ensinamento de Cristo.

Continuemos a anunciar o Verdadeiro, Puro e Simples Cristianismo. Mesmo que isso nos traga dor, isolamento e desprezo.

Só a Deus, a Glória.

Wilton Lima

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

EXTERNANDO-ME #009

MINHAS DORES 

Preciso mudar, 
Preciso voltar a mim mesmo 
Lembrar das minhas dores 
Tratá-las até curar.

Eu preciso entender o amor, 
Que não vou saber amar 
Se não compreender minha dor 

Chorei demais
Sofri demais! 
Cuidei pouco de mim, 
Olhei muito pros lados.

Perdi o tempo da história 
Corri na direção errada 
Lutei e não alcancei a vitória

Mas voltei a ser quem sou 
Com meus medos e temores 
Desejos ousados e tímidos 
Até mesmo o sorriso voltou, 
Ainda sem jeito 
Mas confiante em seu esplendor!

Wilton Lima