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segunda-feira, 13 de setembro de 2021

CONFISSÕES DE NOITES VAZIAS

Perder-se em meio ao caos que se tornou sua vida, foi algo tão inesperado quanto a aceitação de tudo que lhe foi proposto; em alguns momentos, imposto.

[...]
Transformar sua realidade e até mesmo forjar seus sentimentos para lhes parecerem aceitáveis aos olhos de quem o julga, ou mesmo de quem busca essa reciprocidade, tem aprisionado sua vida real ao ponto de nem mesmo saber quem ele é ou o que sente, nem por quem sente.

Ele se perdeu em meio a este caos!

As noites se tornam cada vez mais tensas, com um brilho tão forte que lhe tira a visão e o empurra ao caminho aposto àquele que grita seu coração;
e assim, mais uma vez, ele entra em um estado de dissensão.

E este conflito ganha forças e ele o alimento; inconscientemente acreditamos.
É certo que o medo que o rodeia e lhe toma pelas mãos, tem um papel fundamental nessa história. Um protagonismo descabido e sem controle algum.

Ele, porém, para e pensa:

— Voltar já não faz sentido, na verdade não tenho essa certeza.
Apenas sei que saí de um abismo profundo e me lancei em um outro que aprisionou o mais complexo dos meus sentimentos e ainda fez libertar meus piores monstros; e eles estão aqui, entrelaçados nos meus versos, que muitas vezes partem para uma direção duvidosa, eu diria até que perigosa, sem um rumo certo. Sou apenas levado pelo momento de dor que eu me lancei ou me fiz lançar!
Eu não sei...
Eu deveria voltar e tentar de novo?

— "Estamos perdidos em meio ao caos que se tornou nossas vidas!"

Sabemos que o caminho de volta é inevitável; ele ainda tem aquela luta, com seu misto de sentimentos complexo e inexplicável, criado por ele e que nos parece ser este, um caminho sem volta; e talvez deva ser.

O mais duro e difícil de ser aceito por ele é que em meio a tudo isso, ele se encontra sozinho e continua como um náufrago em alto mar. Mas bem distante, ele consegue perceber que há terra firme, mas teme ser apenas um delírio da sua mente já tão confusa.

Ele já não se encontra em si mesmo.
Busca refúgio nos seus versos; cheios de medo e dor...


Wilton Lima

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

CRÔNICAS DE UMA INSÔNIA #012

NOITES VAZIAS

São noites perturbadoras e ele se sente sozinho.

As lágrimas têm sido as suas melhores palavras, pois nem mesmo escrever, como outrora, ele consegue;
seus versos estão mudos!

[...]
E mais uma vez, ele mergulha naquele misto de sentimentos que volta a lhe prender ao medo e, lhe deixa como um náufrago perdido em alto mar; envolto em uma neblina tão forte que lhe fez perder o rumo.

São noites perturbadoras...

Ele tenta se encaixar no único refúgio que julga ter, buscando orientações para seguir o caminho mais fácil, na verdade, o caminho aceitável e mais cômodo; mas não para ele.

[...]
Muitos estão andando com ele e de braços dados até...
Lhe conduzindo ao fácil ou mesmo àquilo que o seu coração grita constantemente.

Porém, ele está sozinho, perdido e sem rumo!
E sua força se esvai.

O medo lhe tira o sono, aprisionando suas rimas e sufocando o mais belo dos seus sentimentos.

Ele nem mais o reconhece;
esqueceu seu sabor e sua fragrância se perde a cada passo arrastado que ele dá.

E os dias são difíceis para ele e, de decisões que teme fazer, mas que é preciso; ou não...

Tudo lhe diz que a solução é parar ou mesmo desistir dos seus sentimentos; desse complexo misto de sentimentos. Entretanto, têm sido sua base e sua constante busca por uma resolução; alguns diriam ser a sua válvula de escape!

São noites perturbadoras e ele, já sem forças, luta sem saber para onde ir e na incerteza se há de existir alguém que lhe estenderá a mão. Sem questionamentos e dúvidas, apenas lhe dá a mão!

Wilton Lima

segunda-feira, 13 de julho de 2020

CRÔNICAS DE UMA INSÔNIA #010

AS DORES DE UM POETA

O medo quase sempre nos faz parar, em algumas situações, até mesmo desistir.

Ele vive rodeado por este medo, porém, nunca ateve-se aos desafios, nem mesmo aos que nos pareciam impossíveis.

Durante muito tempo buscava-se a aceitação; ter esta aceitação e estar ladeado por pessoas que aparentemente eram necessárias à sua vida, sempre foi uma busca constante. Hoje, mesmo negando, por vezes, ainda se encontra nesse estágio de busca.

Lembra daquele primeiro naufrágio e das marcas que ele deixou? Pensamos que ainda há marcas com feridas abertas e, talvez sejam elas as responsáveis por tanto medo.

Mas como não perceber?
Como não deixar-se tratar?
Ele mesmo não consegue compreender!
E quase sempre, sua opção é parar.

O caminho se torna cada vez mais difícil.
Sua poesia sempre foi um refúgio. Porém, suas rimas perderam a cor, perderam a razão de ser e ter. E os versos continuam mergulhados no mais triste dos silêncios.

Cada um seguiu seu caminho. Não era o caminho planejado no início da jornada, nem mesmo era cogitado.

Aquele brilho no sorriso perde cada vez mais a sua intensidade. A suavidade do olhar, que alegrava e consolava, aos poucos se esvai e em tudo, nos parece ser o fim.

Mas como pode ser?

As dores precisam ser tratadas e mesmo que fiquem as marcas, e sempre ficam, aquela ferida necessita ser curada.

Os motivos são conhecidos e evitáveis, porém, algo nos impede de removê-los. Talvez seja o medo, ou mesmo a voz da razão nos dizendo para continuar no caminho que estamos. E mesmo debilitado, o coração resiste e nos aponta um caminho ainda mais difícil, com muitas pedras e barreiras a serem enfrentadas, mas o caminho nos aponta para uma liberdade com uma alegria tão bela e inexplicável, que só encontro sentido no seu olhar!

Ele precisa de forças. Pois ainda há muito caminho a ser percorrido, muitas decisões a serem tomadas, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender e continuar!

Wilton Lima

sexta-feira, 26 de junho de 2020

IMPERCEPÇÕES DE UM POETA

Existem tantos detalhes esquecidos. 
Existem tantos momentos sonhados. 
Existem sorrisos à sua espera, porém, ele simplesmente se perdeu nos seus próprios pensamentos. 

Houve um dia, ao perder o sono, que durante a madrugada, os versos pareciam voltar a ter uma nova rima, bela e melódica. Entretanto, não passava de resquícios que pairavam em seus sonhos. 

Tudo continua em ruínas.

O seu coração continua apegado às lembranças do passado e aos lapsos das memórias boas e vividas com tanta intensidade, em um passado recente ou mesmo à um futuro que possivelmente não será vivido. 

Então, mais uma vez ele para.

Para nos próprios pensamentos e nem mesmo há forças para sonhar. E lembras dos versos? Continuam mudos e sem cor; sem vida; sem e sim, com muitos porquês!

O sorriso está logo ali, mas ele não consegue entendê-lo como antes. Por isso ele se afasta cada vez mais, e dói...
Porém, nos parece ser uma dor imperceptível, tanto que não há nenhuma reação para voltar ao caminho que estavam.

A decisão de continuar tem sido muito difícil para eles, parece que todos se voltaram contra.

As barreiras são conhecidas e evitáveis, porém, algo os impede de removê-las. Talvez seja o medo, ou voz da razão tentando lhes dizer que a direção apontada por ela é a melhor; possivelmente a correta. Porém, e mesmo debilitado, o coração resiste e aponta um caminho ainda mais difícil, com muitas pedras e barreiras a serem enfrentadas, mas incrivelmente o caminho nos parece ser o mais livre, com uma alegria tão bela e inexplicável que só é encontrada no seu olhar.

E mais uma vez ele se coloca em profundo silêncio e quanto aos versos, não sabemos se eles estão mudos e sem rimas, sabemos apenas, que decidimos deixá-los em silêncio.

Por quanto tempo?

Não sei! Eu realmente não sei como será o final. Talvez os versos continuem mudos; talvez a força do silêncio prevaleça e provavelmente, caminharemos entre este misto e conflitos de sentimentos. 

Ainda há muito o que lutar e muito caminho a percorrer. Temos muitas decisões a tomar, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender. 

Wilton Lima

terça-feira, 13 de agosto de 2019

AS DECISÕES DE UM POETA - Parte 01

O mais difícil para eles tem sido escolher qual dos caminhos é o correto ou mesmo qual deles é o mais fácil. A verdade é que deverão existir algumas perdas, seja qual for o caminho escolhido.

Ao olharmos para as marcas que ficaram do sentimento vivido e compartilhado, a dor volta com muita intensidade e traz lágrimas ao coração, já tão machucado e com poucas forças para resistir às altas ondas do mar a frente. 

A decisão de continuar tem sido muito difícil para eles, parece que todos se voltaram contra. Notamos que aquele amor já não é tão aceito. Nem sabemos se era aceito!
Dói...
A indiferença daqueles que se diziam estar juntos, ao lado para cuidar e abraçar, simplesmente se afastaram.

Em momento algum, nenhum chegou a culpar o outro pelos desencontros, nem por aquele primeiro naufrágio que poderia ter sido evitado, apenas os guardam em um silêncio tão profundo que nada e ninguém chegará a alcançar, nem mesmo vê-los de longe.

As barreiras são conhecidas e evitáveis, porém, algo nos impede de removê-las. Talvez seja o medo, ou voz da razão tentando nos dizer que a direção apontada por ela é a melhor; a correta. E mesmo debilitado, o coração resiste e nos aponta um caminho difícil, com muitas pedras e barreiras a serem enfrentadas, mas o caminho nos parece ser o mais livre, com uma alegria tão bela e inexplicável que só encontro no seu olhar.

Então, eu seguro firme nas suas mãos e decido continuar, mesmo sabendo que fácil nunca será.

Wilton Lima

domingo, 4 de agosto de 2019

CONFISSÕES DE UM POETA

Ele vive a buscar uma explicação para os seus sentimentos. Anseia entender a causa desse misto encabeçado por um amor inexplicável e que de tão ardente faz doer, mas de uma dor imperceptível.

São dias decisivos. Muitos acontecimentos os envolvem, uns inesperados, outros supostamente planejados. Há uma esperança, uma forma de elucidar todas as questões complexas desta relação, que chegou a um nível inimaginável e que não fora colocado naquele projeto inicial.

Os olhares intensos, retribuídos com um sorriso apaixonante, voltam a cada encontro e a cada palavra expressada. Aquele misto de sentimentos volta a se intensificar. Uma complexidade de saudade, incorporada por um ciúme tão belo e verdadeiro, que faz do amor a razão para toda lágrima já derramada, para as dores causadas pelos naufrágios e por cada queda em meio ao caminho.

O coração tenta encontrar as palavras certas para expressar a intensidade dos seus sentimentos, mas não as encontra. Todo sentimento envolvido não há como explicar em meras palavras existentes.

Ele simplesmente confessa sua incapacidade de entender como chegaram a este nível, que mesmo envolvidos de um amor incondicional, tão suave e verdadeiro, o coração grita silenciosamente por explicações. Mas nenhum de nós ousa querer entender ou imaginar suas razões;

O coração confessa não saber qual dos caminhos deve seguir. Lembra do início complicado, das suas indecisões e eternas indagações sobre o envolvimento com estes sentimentos tão belos, complexos e aparentemente inexplicáveis. Ele recorda das suas percepções enquanto concluía que o melhor seria ouvir a voz da razão e deixar a sua de lado, mas lembra também, que resultou em uma solidão tão profunda e amarga que novamente deixou seus versos mudos e sem sentido, levando-os ao pior dos naufrágios.

Quando um adeus se fez ou parecia necessário, eles se calaram. Juntos, tentam não deixar desmoronar o que foi tão caro construir. O amor ainda resiste, porém, com uma fragilidade jamais experimentada por eles.

Os caminhos continuam áridos e indecisos. Ainda não sabemos qual deles seguir, nem mesmo qual deles é o certo.

Parados? Talvez, ou apenas tratando dos machucados sofridos até aqui. E foram muitos. E as cicatrizes nos lembrarão de cada etapa vivida.

Ainda temos muito caminho a percorrer, muitas decisões a tomar, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender.

Porém, no final, o melhor é estar apaixonado sem nenhuma razão. Estar perdido em um abraço que aquece o coração durante o frio do inverno, que enxuga as lágrimas e traz consolo sem nenhuma palavra. Perdido, porém, de mãos dadas com o amor, aquele que não precisa de nenhuma explicação.

Wilton Lima

segunda-feira, 29 de julho de 2019

OS ÚLTIMOS VERSOS Parte 02

Talvez seja um adeus. Talvez seja o final da história ou mesmo eu, que não sei para onde ir, pois sem perceber, nos perdemos no caminho e nele ficamos estáticos.


Entre quedas e naufrágios a história mudou. Os caminhos foram alterados e tornou a caminhada cada vez mais difícil de suportar. Nós não entendemos o porquê de todos os acontecimentos, uns realmente foram provocados, achamos até que um dos naufrágios poderia ter sido claramente evitado, mas não evitamos e deixamos um dos barcos afundar. Não compreendemos a nossa decisão, apenas escolhemos; ou não, nem sabemos mais. 

Incrivelmente, entre lapsos de memórias e lembranças de olhares intensos e apaixonados, eles tentam manter vivo aquele sentimento. Porém, algo teima em insistir no adeus. 

Algo nos diz que os últimos versos estão perto. E mesmo sem planejar e ao desfazer totalmente o nosso projeto inicial, pudemos perceber que um sentimento puro e verdadeiro ainda se mantem vivo. Tão pulsante que o coração cria forças para lutar e tentar manter constante a nossa poesia. 

Ficaram muitas cicatrizes daqueles dias de dores e incertezas. A dor ainda persiste, mas o que seria do amor sem as dores das nossas escolhas, dos caminhos trilhados e dos espinhos encontrados em meio ao caminho? 

A história não pode acabar assim. Eu sei que foram muitas as tentativas e muitas renuncias, consequentemente muita lágrima derramada, mas não podemos acabar assim. 

O coração está ferido e sem forças. Mas não culpamos um ao outro, na verdade não sabemos de quem foi a culpa, nem mesmo saberíamos explicar como chegamos até aqui. Eu não sei explicar como resistimos as dificuldades, as palavras contrárias e ao grito desesperado e silencioso da alma. 

É verdade que mudamos a trajetória, mas conseguimos resistir a tudo. E agora nos parece ser um adeus? Seria necessário ou simplesmente chegou o dia do adeus?

Não!
Não pode acabar assim! 

Provavelmente a nossa última rima já deve ter sido escrita. Mas não queremos isso, não agora; talvez, só não queremos. Então, decidimos ouvir o coração e tentar mudar os últimos versos escritos neste poema de dor e dúvidas. Agora sem medo e nenhuma culpa. 

Será fácil? Possivelmente ainda mais difícil, mas ainda há um sentimento, ainda existe o amor e é com ele que iremos tentar reconstruir o que medo derrubou. 

O caminho é outro, diferente daquele que foi planejado, mas seguiremos firmes com o amor ao nosso lado. 

Wilton Lima

quarta-feira, 17 de julho de 2019

NÃO EXPLIQUE, APENAS AME!

Posso ser mal interpretado, posso não ser compreendido e até mesmo julgado quando falo sobre o amor. Porém, este é o sentimento que me move e que me mantem de pé e firme nesses dias maus.

Quem me conhece de perto ou apenas acompanha meus textos, nota que em tudo que escrevo, sempre há momentos, mesmo que singelos, em que falo sobre o amor, da importância de amar, de simplesmente amar e apenas amar.

É, porém, um sentimento muito complexo e sem concordâncias gerais. Ainda assim, defendo que é por meio dele que tornaremos este mundo melhor. É por meio e através do amor que romperemos as barreiras e que derrubaremos os muros que nos separam. É o amor que quebra as correntes, que muitas vezes tentam nos prender a padrões estabelecidos por pessoas que se colocam acima da vontade do outro, pessoas que querem escolher como devemos viver e agir.

Em um mundo onde o discurso de ódio e segregação é cada vez mais forte, devemos ser a voz e força daqueles que já não as tem, devido a tantas guerras enfrentadas. Alguns não terão forças para seguir sozinhos, muitos precisarão do nosso amor, cuidado e compreensão em meio ao caminho.

Podemos sim, ter dias em que nos questionamos sobre o amor, eu mesmo me questiono muito, ainda mais durante este misto de sentimentos que se faz. Não questiono sua força e importância; há um questionamento atrelado ao dialogo constantes entre o coração e a razão.

Mas talvez seja isso que é o amor. Nosso questionamento diário sobre este deserto e seus temores, como canta Djavan, mas quando nos jogamos nesse oceano esquecemos um pouco que amar é quase uma dor, pois na verdade no final sempre vale à pena se entregar ao amor.

Questionar!

Deixo este questionamento para nós. Sei que não é fácil e não será. Mas há uma forma correta de amar? Há pessoas certas para amar? Escolhemos ou não a quem amar? Seguimos um padrão para amar ou decidir amar?

É normal nos questionarmos, porém, acredito em uma verdade. Se Deus é o próprio amor, onde este amor existir, Ele se fará presente.

Então, não tenha medo. Apenas ame. Espalhe o amor!

Wilton Lima

terça-feira, 9 de julho de 2019

ARQUITETO DE RUÍNAS

Eu não queria dizer adeus. O coração, porém, anseia por isso, ainda mais a razão, que tem comungado ardorosamente com ele. 


O caminho tomou uma direção desproporcional ao que tinham estabelecido; se olham e não se conhecem mais, não há mais harmonia nos olhares.

Alguém por favor, poderia nos explicar como o amor, aos poucos, virou meras gotas naquele vasto oceano? E eu, simplesmente não o posso mais restaurar ou definitivamente não tenho mais forças. 

Ele ficou encoberto pela solidão. Aos poucos o vazio tomou conta do coração que sempre esteve visitado e agora, nada além do vazio e do silêncio. Um silêncio que traz dor e medo. Possivelmente, foi tudo um resultado daquela confusão de sentimentos.

Você decidiu partir e de mim levou bem pouco. Me deixou sozinho nessas águas e me deixou sem saber para onde ir. Não sei mais qual caminho estávamos trilhando juntos. 

Apenas nos questionamos o porquê de tanta dor, o porquê dos nossos castelos terem ido ao chão, virado apenas ruínas e nos parecerem, meras memórias esquecidas. O projeto nem ao início foi possível voltar; a visão ainda está turva, mas nos parece que algo nos faz querer voltar.

A indecisão, porém, passa a reinar novamente, com uma força extraordinária e com um resplendor tão grande que nos faz afastar.

O coração grita. Ela tenta resistir, busca forças para conseguir e talvez consiga. Para isso, é preciso que um de nós nunca desista.

Eu não quero dizer adeus;

[...] 
Ou você me esquece de vez ou eu nado por nós dois nessas águas, mesmo que eu esteja debilitado pelo naufrágio da última partida. Por nós, eu encontrarei forças no seu sorriso e na melodia que seu olhar me faz ouvir. 

Mas a distância não me deixa te sentir. Não me deixa contemplar a beleza do teu olhar. Ainda assim, o coração teima em querer te abraçar.

Ainda posso resconstruir nosso castelo. Transformar estas ruínas na mais bela e perfeita moradia do nosso coração. Me basta apenas aquele teu olhar mais singelo e tudo novamente, será como aquela nossa bela canção.

Wilton Lima

segunda-feira, 1 de julho de 2019

AFLIÇÕES DE UM POETA

Seria o amor o sentimento mais complexo de se entender e seria ele responsável por toda essa confusão que se fez em nós?

É provável que não consigamos uma resposta concreta tão cedo, pois fundiu-se a ele outros dois sentimentos, extremamente delicados ao meu coração e assim, também, utopicamente explicáveis em palavras existentes. Eu falo de dois sentimentos tão fortes e intensos quando ao amor; a saudade e o ciúme. Ambos, complementares ao sentimento maior, porém, sem uma direção definida ou entendida facilmente. 

O amor será sempre um sentimento encantador e é aquele que nos mantem firmes nessa caminhada tão complexa, porém, algo mudou. 

Quando a separação mais uma vez se fez necessária, em meio as águas incertas daquele mar, tudo ficou diferente. A tempestade tornou-se mais intensa e a visão mais turva, ao ponto de não enxergamos um ao outro com facilidade. Naquele momento, navegávamos em embarcações diferentes e por causa da intensidade daquelas ondas, um dos barcos veio a naufragar. 

Foram horas de dores excessivas até o socorro chegar. Veio com inóspito sentimento que nos fez pensar na realidade de tudo que foi vivido; na veracidade de todo amor compartilhado e mais, a indagarmos se realmente é amor. 

O que é o amor? Quem e porquê amar? 

Exponencialmente tudo mudou! Esta mudança nos constrange e nos faz querer entender onde nos perdemos. E o que os levou a esse momento. As horas de demora pro resgate deixou marcas profundas e certamente as cicatrizes não sairão com facilidade como outrora, pois tudo mudou... 

As incertezas deram lugar a longos momentos de aflição e já não há aquela percepção do que este sentimento nos trazia, deixando-nos com maiores inquietações, que nos leva a intermináveis indecisões com uma carga de indagações ainda maiores. 

Aquele doloroso naufrágio deixou marcas ainda maiores do que as existentes. O caminho se tornou mais difícil. 

Então, o silêncio novamente se faz necessário e mesmo que os versos estejam a brotar, o silêncio de novo irá reinar. 

Decidimos que a única opção racional e emocional do momento seria o silêncio, incompreendido e às vezes não aceito. Porém continuemos. 

Ainda temos muito caminho a percorrer, muitas decisões a tomar, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender. 

Wilton Lima

sexta-feira, 28 de junho de 2019

OS ÚLTIMOS VERSOS Parte 01

A morte seria a melhor solução? Não há outro caminho a seguir ou definitivamente não vemos um alternativo? 



Quanto mais tentamos seguir outro caminho, na direção não somente aceitável, mas na que nos fará sofrer menos com as recorrentes dores do arrependimento, nos faltam as forças para seguir ou mesmo nos falta a certeza que será melhor.

É recorrente o questionamento do porquê de tudo isso, da falta de forças para resistir a tudo; e o porquê de não dizer, simplesmente, um não para as inúmeras oportunidades que  nos surgem, ou ainda, porque não fugir ou não deixar, definitivamente, de buscá-las? 

Nos parece um caminho sem volta, eu sei!

Não há um recomeço sem dores a persistirem à dúvida, ao medo da queda e de um novo aprisionamento. O que, ou quem nos parece ser a solução, aparentemente se cala, ou meramente se afasta de nós. 

Sozinho eu não vou conseguir! 

Gostaria e simplesmente desejaria encerrar meus versos de um modo mais suave, com mais alegria e com um final mais leve e até com uma rima boba. Só queria encerrar bem. Sem culpas e sem dores tão fortes. 

Mesmo que o final dos meus últimos versos seja rimar meu afincamento com meu eterno silêncio. Mesmo assim não terminou bem. Talvez eu espere mais um pouco e um dia, perfeitamente, ela vem.

Talvez seja um adeus. Talvez seja o final de uma história, na verdade não sabemos ao certo para onde ir, nem como ir. Sem percebermos, nos perdemos um do outro ou perdemos um para ganhar o outro. 

Não sei. Realmente não sei!

Mas não quero dizer adeus.  Apenas nos  diga como seguir e eu posso nadar por nós dois nessas águas incertas, consigo enfrentar as mais altas ondas desse mar. Só não quero ouvir o seu adeus.

Assim, a mais bela e verdadeira rima irá nos encontrar. 
Nos trará a paz;
E finalmente, o coração irá repousar!

Wilton Lima

segunda-feira, 17 de junho de 2019

SOLIDÃO INCIDENTAL


Gritar, o coração deseja apenas gritar.

Sitiado por tão grande confusão de sentimentos, ele consegue apenas se manter em silêncio, imergido na maior solidão já experimentada por ele. Sim, algo que nós não desejávamos, nem mesmo ousamos explicar. 

Não foi planejado, nem tão pouco escolhido. O acaso? Talvez tenha sido ou pode ser resultado do conflito entre nós, das indecisões e caminhos áridos à frente. É possível que seja, mas não sei; não sabemos. 

É difícil não relacionar tudo a estas indecisões, a este conflito frio e aparentemente sem sentido algum para nós. Tudo se torna mais complexo ao notarmos que a própria razão tem dato a oportunidade do coração gritar como ele almeja, porém, permanece mudo. As reações nos parecem ter findado. 

Buscamos e aceitamos este vazio de palavras, compreendemos a sua necessidade, mas não a vemos como solução. Pois permanecer no silêncio nunca foi uma decisão fácil e as que tomamos não foram acertadas. Continua sem acertos. 

O silêncio nos incomoda. Ele nos traz medo e solidão. Nos leva a caminhos que não escolhemos trilhar e vamos sempre na direção contrária do coração. Com um final incerto, sem sabermos para onde ele vai nos levar. 

Dói! 

Esta incerteza dói e nos atemoriza a cada manhã; a cada olhar; a cada contato físico; e até no silêncio mútuo. Simplesmente dói. 

De repente, tudo volta a ficar sem cor e sem aquele brilho forte do sentimento maior e mais sublime, que outrora nos emoldurava e nos mantinha firmes e sedentos por mais. Ele começa a perder o sentido e se torna cada vez mais vazio e sem melodia. Sem aquela poesia que encantava, até mesmo na simplicidade ou na falta de suas rimas. Mas tudo era belo e atraente. 

Talvez ainda seja. Só não sabemos como nos encontrar em meio a todo esse silêncio. 

Então, junto veio outro misto de sentimentos. Este, porém, causa em nós um medo maior e diferente. Não há alegria em nenhum deles, nem mesmo há dúvidas do que pode ser o certo ou errado. Sua complexidade tem um intervalo mais longo, mais denso e de uma profundidade que os olhos não conseguem enxergar. 

Ao momento, estamos nos adaptando com o silêncio. Buscando respostas que nos tragam de volta àquela confusão que nos parecia ser mais fácil de superar. Na verdade, não sei se era. Mas doía menos. 

Eles continuam a caminhada. Com suas incertezas e agora, com a incapacidade de entender todas as razões que nos lavaram a este degrau. 

Há muita estrada a ser percorrida, algumas talvez, necessitem que sejam abertas. Muitas decisões a serem tomadas, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender. 

Wilton Lima

quinta-feira, 13 de junho de 2019

PERCEPÇÕES DE UM POETA

Nós concordamos em uma única coisa e disso tivemos a certeza nos últimos dias. Chegamos à conclusão de que seria melhor, bem melhor e menos doloroso seguir a voz da razão, mesmo com o coração gritando com toda força e sendo ele, quem detém o poder de toda decisão no momento.

Porém, outra solução deveria ser tomada antes de tentarmos mais uma trégua e assim, dá vez à razão. Deveríamos acabar com esse misto confuso dos sentimentos, porém, não encontramos uma saída plausível, nem mesmo aceitável por nós.

Então, percebi os motivos dos versos estarem mudos e o porquê de tê-los deixado em silêncio da última vez.

Era a razão criando forças e nos privando de externar o sentimento que nos confunde e nos embala ao ponto de acharmos que é o único e verdadeiro. Talvez seja, porém, trata-se de sentimentos e quanto a isso nada é concreto ou absoluto.

Percebi então, que há mais forças para resistir do que imaginávamos. Situações externas nos surpreendeu recentemente e deu ânimo para quem estava em desvantagem nessa guerra.

Mas eu sei que ainda estamos longe. Muito longe! Há muito para nos surpreender; alguns acasos irão surgir e irá novamente, movimentar as águas ainda turvas deste misto de sentimentos que ousa permanecer vivo.

Não conseguimos uma conciliação, mas já percebemos a sua necessidade.

Quanto aos versos, eles não estão mudos e sem rimas como antes. Não sabemos por quanto tempo, mas preferimos deixá-los em silêncio.

Wilton Lima

terça-feira, 11 de junho de 2019

INCERTEZAS DE UM POETA

Há um sentimento maior, que nos move e nos mantêm firmes no caminho.

O amor sempre me cativou e não canso expressá-lo. Porém, outros sentimentos fundidos a ele, me fizeram querer questionar alguns detalhes ou até mesmo não saber como e porque amar. 

Sim, nós sempre falamos disso: ame porque ama; escolha e espalhe o amor. Mas não, nós não mudamos esta nossa verdade, apenas passamos a questionar o porquê da escolha e se realmente é uma escolha. Indagamos o porquê de não escolher o mais fácil, ou mais cômodo, ou mesmo, o que foi proposto. 

Sabe aquela trégua? Dificilmente a teremos novamente. Aparentemente a temos, mas não, o coração grita forte e a razão tem perdido forças nessa luta, dia após dia. Não sabemos a direção correta, não sabemos dizer se uma delas é a correta, nem mesmo se há uma que não seja. 

Por algum momento a força do sentimento maior pareceu transparecer novamente, mas ao enxergar suas lágrimas e indecisões, a razão tentou resistir, criando forças de onde já não tinha. Mas era injusto! O coração mais uma vez saiu à frente nessa luta. 

A batalha está travada. Cada um com suas verdades, e intensidades de sentimentos tão semelhantes que nos parecem ser os mesmos, porém, como direções contrárias. Por isso, nesta luta não sabemos qual de nós irá vencer. 

Hoje, os versos quiseram gritar, procuravam de alguma forma encontrar algo para rimar. Mas era uma rima vazia, embalada pelo infausto desejo de agradar. 

Os mantive mudos! 

Não sei! Eu realmente não sei como será o final. Talvez os versos continuem mudos; talvez a força do silêncio prevaleça e provavelmente caminharemos entre mistos e conflitos de sentimentos. 

Ainda há muito que lutar e muito caminho a percorrer. Temos muitas decisões a tomar, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender. 

Wilton Lima

segunda-feira, 10 de junho de 2019

A MORTE DA HUMANIDADE

Vivemos dias difíceis, dias onde não se tem mais empatia pelo outro, quando não é levado em consideração a dor do próximo.

A cada dia o homem tem se tornado mais cruel, levado por um egoísmo inexplicável e amparado por uma ganância terrível. Não há limites para as consequências dos nossos atos, simplesmente para alcançar o que desejamos. Para nós e só para nós.

Chegamos a uma realidade que é mais fácil ou mais aceitável, julgar e condenar do que, ouvir e compreender as razões e motivações do envolvido. Colocamos como prioridade aquilo que julgamos ser o padrão para uma sociedade moralmente aceitável. Porém, quem definiu este padrão moral, quem disse ser o único e correto?

Vivemos dias em que não sabemos mais definir o que é santo e profano, quando nossa vontade é colocada em primeiro plano. Não sabemos a quem recorrer, humanamente falando, quando nossos líderes estão corrompidos pelo poder e aceitação das massas. Massas essas usadas como manobra. Não sabemos mais os lugares certos a frequentar, pois muitos estão sendo usados como palco para promoção do ódio e segregação. Palcos tidos por eles como sagrados.

Nos definem ideologicamente, quando defendemos o amor, a partilha e a compreensão; quando queremos apenas cuidar da dor do outro. Nos definem quando sentimos o desprezo, o preconceito e as mortes daqueles que não tiveram voz nesta sociedade.

É difícil. Está cada vez mais difícil!

Somos excluídos quando não nos moldamos aos padrões deles, ou quando queremos apenas ouvir e cuidar dos que são diferentes, daqueles que não têm opções. Talvez não precisem escolher, talvez devam apenas viver o que são!

Mas é difícil!

Em um mundo cada vez mais dividido e sem amor desinteressado, nossa única opção é resistir. Resistir por aqueles e com aqueles que não têm sua voz ouvida pelo poderosos.

Resistir também é amar. Amar é cuidar!

Wilton Lima

sábado, 8 de junho de 2019

INDECISÕES DE UM POETA

Hoje, os dois pareciam caminhar de mãos dadas. Algum acordo se mostrava existir. Os conflitos não findaram. Porém, houve por algum momento uma trégua ou mesmo uma solução para este conflito de sentimentos entre eles.

Infilizmente, não durou muito!

O misto de emoções, com aquela confusão veio à tona. Na verdade, revelou-se mais forte que nunca, mostrava-se mais determinado a continuar o caminho oposto ao da razão. A relação entre eles começou a ficar insustentável.

Mas é impossível, aparentemente, um ir sem o outro.

Sentimentimentos intensos, misturados e divididos. Já não sabemos mais dizer o que é saudades ou ciúmes, nem mesmo entender o sentimento mais sublime. A razão tenta resistir para manter firme o que foi estabelecido, para manter o que foi determinado. Mas por quem? Para quem?

O coração, doce e calmamente se vê cada vez mais vitorioso. Está cada vez mais sustentado pelas emoções inexplicáveis, porém, por um sentimento que traz alento e nos mantem de pé. Sim, os dois são mantidos pelas mesmas emoções e por algum momento há paz e sintonia. Por alguns momentos.

Ainda não sabemos qual a direção final a ser tomada.

Mesmo assim, continuamos a caminhar juntos, em conflito às vezes, mas sustentados por este misto de sentimentos que a cada dia nos faz perceber o quão cruel e difícil é viver.

Wilton Lima

quinta-feira, 6 de junho de 2019

CRÔNICAS DE UMA INSÔNIA #009

INQUIETAÇÕES DE UM POETA

Os versos mudos se tornaram efêmeros diante deste misto de sentimentos que se fez em mim, ou se tornou apenas um reflexo do silêncio causado por eles.

Há uma batalha diária contra outra realidade, possivelmente criada e não compreendida. Sentimentos semelhantes, com intensidades e entregas similares, porém, com direções contrárias.

Não sei defini-los. Não sei dizer se há necessidade!

Me pergunto quem vai vencer, qual destes sentimentos será o mais forte.

Há uma solução que teimo em não compreender ou mesmo não saber seguir nesta direção. Afinal, o coração grita mais alto e a razão, tem perdido forças nesta briga com a emoção dos sentimentos. Realmente é uma luta injusta e totalmente incompreensível. O que esperar então, de reações externas?

Há soluções vindas de fora ou é uma decisão unicamente do indivíduo detentor destes sentimentos? O silêncio? O grito? Quais reações; quais seriam as decisões? O acaso ou uma escolha?

Indagações é o que nos restam.

Sim, os versos continuam mudos. Teimam em não querer concordar com o coração. Teimam em romper com o padrão.

Ainda não sei escrever este final. Não sei quais são as melhores palavras para isso.

Enquanto isso a única decisão racional e emocional do momento seria o silêncio, incompreendido e às vezes não aceito. Porém continuemos. 

Ainda temos muito caminho a percorrer, muitas decisões a tomar, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender.

Wilton Lima

quarta-feira, 8 de maio de 2019

INDAGAÇÕES DE UM POETA

O que fazer quando o seu refúgio são as palavras, aqueles versos em rimas e eles lhes faltam e simplesmente, ficam mudos?

Qual a saída quando a porta se fecha e não há mais luz no seu dia?

Qual o caminho quando sua bússola se quebrou?

Quais são as melhores palavras a serem ditas, quando sua voz está sufocada e ficou aprisionada?

Sim, meus versos continuam mudos, sem nenhuma rima agradável, sem aquela melodia atraente. Outrora, eu saberia definir até em poucas palavras os motivos, saberia pontuar cada momento em que eles se calaram.

Tudo mudou!
Não sei como ou porquê!

Os caminhos se tornaram mais áridos, com uma dificuldade que meu coração grita ao dizer que não vai dar certo, que eu irei novamente cair, que as lágrimas voltarão a ser rotina, o medo irá dominar meus dias outra vez e que desistir, vai se tronar a minha única e racional saída.

Eu que não sou de poucas palavras e de poucas argumentações, ouço meu coração dizer que voltarei a ser refém do meu silêncio, quase sempre desnecessário. Um silêncio do meu interior.

Há um misto de sentimentos que ousam em não me deixar entendê-los. Há então este silêncio!

Silêncio por sentimentos que norteiam minhas rimas e que lutam para perder sua essência, sua suavidade e beleza em harmonizar o que sente o coração com meu mundo exterior. Mundo perverso e sem amor.

Me faltam as rimas!

Sem elas eu não concluo, sem elas fico pelo meio do caminho, perdido e sem direção.

Não sei escrever um final. Não sei quais as melhores palavras para isso.

Silêncio?

Eu vou buscar nele a resposta, talvez uma solução!

Wilton Lima

quinta-feira, 25 de abril de 2019

QUE SEJA HOJE

Há momentos de dores tão profundas que desistir nos parece ser a solução mais viável e mais fácil ou mesmo, a mais racional!

Porém, não é fácil!

Os passos mais difíceis são aqueles que são dados sozinhos, sem ajuda e companhia de ninguém. E sim, alguns trechos do caminho, precisamos seguir assim. E não se iluda com a multidão de amigos que você julga ter para caminhar. Alguns vão estar perto, porém distantes, se tornarão apenas reflexos de uma realidade.

Em dias que a humanidade ergue muros no seu coração, muros que nos separam e segregam, devemos resistir e ser força para aqueles que já não as tem.

Você que já caminhou esses duros passos dos da solidão, não menospreze as dores dos que te rodeiam, daqueles que clamam por socorro, muitas vezes um grito dado apenas no olhar.

Há momentos que precisaremos entender as lágrimas que eles derramam e que nos parecem insignificantes. Toda lágrima e todo sofrimento, tem uma razão e mesmo assim, nem sempre nos importa ter sua explicação.

Caminhar sozinho, neste mundo perverso, onde tudo é descartável, onde pessoas tornam-se coisas, viram apenas mercadoria, tem sido um desafia diário.

Cuide hoje. Abrace hoje. Vivo o hoje!

Não espere pela perda para querer dá valor, não espere as lágrimas serem derramadas para dá atenção. Não espere reciprocidade para abrir as portas so seu coração.

Cuide e serás cuidado, mesmo não merecendo ou esperando. Ame e apenas ame e conhecerás a força e realidade do verdade amor.

Pare, ouça, compreenda e abrace, hoje!

Wilton Lima

segunda-feira, 22 de abril de 2019

DEVOCIONAL #04

BUSCANDO A PAZ E A SANTIFICAÇÃO
Leitura: Hebreus 12.14

Vivemos em uma geração acelerada e que almeja o sucesso imediato. Ás vezes, não nos preocupamos com as consequências ou com quem poderemos magoar.

Dias em que muitos travam guerras inúteis. 

A defesa por algo que consideramos o correto e a verdade absoluta, torna-se mais importante que o cuidado e atenção ao outro.

Paz, não se tem mais!

O livre de Hebreus, destinado originalmente aos cristãos em Roma ou segundo historiadores aos judeus cristãos, nos fala basicamente de conserto, da busca de uma vida pautada nos padrões estabelecidos no amor de Jesus.

Seguir a paz com todos, torna-se um grande desafio e desafio ainda maior é buscar a santificação, ou seja, ser separado para Deus, viver em seus propósitos, amando e cuidando dos outros. Sem isso, nunca O veremos face a face.

Não é fácil e nunca nos foi dito por Jesus que seria fácil seguir este caminho. Quem diz que é, provavelmente vive um cristianismo fabricado para agradar e satisfazer os desejos humanos.

Que nossa busca diária seja viver em amor com nossos irmãos e levar este amor a todos que nos rodeiam, mesmo aqueles que julgamos não merecer, talvez sejam eles que mais precisem.

Busquemos a paz todos os dias e vivamos no amor de Jesus, amando como ele nos amou.

Wilton Lima