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segunda-feira, 13 de julho de 2020

CRÔNICAS DE UMA INSÔNIA #010

AS DORES DE UM POETA

O medo quase sempre nos faz parar, em algumas situações, até mesmo desistir.

Ele vive rodeado por este medo, porém, nunca ateve-se aos desafios, nem mesmo aos que nos pareciam impossíveis.

Durante muito tempo buscava-se a aceitação; ter esta aceitação e estar ladeado por pessoas que aparentemente eram necessárias à sua vida, sempre foi uma busca constante. Hoje, mesmo negando, por vezes, ainda se encontra nesse estágio de busca.

Lembra daquele primeiro naufrágio e das marcas que ele deixou? Pensamos que ainda há marcas com feridas abertas e, talvez sejam elas as responsáveis por tanto medo.

Mas como não perceber?
Como não deixar-se tratar?
Ele mesmo não consegue compreender!
E quase sempre, sua opção é parar.

O caminho se torna cada vez mais difícil.
Sua poesia sempre foi um refúgio. Porém, suas rimas perderam a cor, perderam a razão de ser e ter. E os versos continuam mergulhados no mais triste dos silêncios.

Cada um seguiu seu caminho. Não era o caminho planejado no início da jornada, nem mesmo era cogitado.

Aquele brilho no sorriso perde cada vez mais a sua intensidade. A suavidade do olhar, que alegrava e consolava, aos poucos se esvai e em tudo, nos parece ser o fim.

Mas como pode ser?

As dores precisam ser tratadas e mesmo que fiquem as marcas, e sempre ficam, aquela ferida necessita ser curada.

Os motivos são conhecidos e evitáveis, porém, algo nos impede de removê-los. Talvez seja o medo, ou mesmo a voz da razão nos dizendo para continuar no caminho que estamos. E mesmo debilitado, o coração resiste e nos aponta um caminho ainda mais difícil, com muitas pedras e barreiras a serem enfrentadas, mas o caminho nos aponta para uma liberdade com uma alegria tão bela e inexplicável, que só encontro sentido no seu olhar!

Ele precisa de forças. Pois ainda há muito caminho a ser percorrido, muitas decisões a serem tomadas, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender e continuar!

Wilton Lima

sexta-feira, 26 de junho de 2020

IMPERCEPÇÕES DE UM POETA

Existem tantos detalhes esquecidos. 
Existem tantos momentos sonhados. 
Existem sorrisos à sua espera, porém, ele simplesmente se perdeu nos seus próprios pensamentos. 

Houve um dia, ao perder o sono, que durante a madrugada, os versos pareciam voltar a ter uma nova rima, bela e melódica. Entretanto, não passava de resquícios que pairavam em seus sonhos. 

Tudo continua em ruínas.

O seu coração continua apegado às lembranças do passado e aos lapsos das memórias boas e vividas com tanta intensidade, em um passado recente ou mesmo à um futuro que possivelmente não será vivido. 

Então, mais uma vez ele para.

Para nos próprios pensamentos e nem mesmo há forças para sonhar. E lembras dos versos? Continuam mudos e sem cor; sem vida; sem e sim, com muitos porquês!

O sorriso está logo ali, mas ele não consegue entendê-lo como antes. Por isso ele se afasta cada vez mais, e dói...
Porém, nos parece ser uma dor imperceptível, tanto que não há nenhuma reação para voltar ao caminho que estavam.

A decisão de continuar tem sido muito difícil para eles, parece que todos se voltaram contra.

As barreiras são conhecidas e evitáveis, porém, algo os impede de removê-las. Talvez seja o medo, ou voz da razão tentando lhes dizer que a direção apontada por ela é a melhor; possivelmente a correta. Porém, e mesmo debilitado, o coração resiste e aponta um caminho ainda mais difícil, com muitas pedras e barreiras a serem enfrentadas, mas incrivelmente o caminho nos parece ser o mais livre, com uma alegria tão bela e inexplicável que só é encontrada no seu olhar.

E mais uma vez ele se coloca em profundo silêncio e quanto aos versos, não sabemos se eles estão mudos e sem rimas, sabemos apenas, que decidimos deixá-los em silêncio.

Por quanto tempo?

Não sei! Eu realmente não sei como será o final. Talvez os versos continuem mudos; talvez a força do silêncio prevaleça e provavelmente, caminharemos entre este misto e conflitos de sentimentos. 

Ainda há muito o que lutar e muito caminho a percorrer. Temos muitas decisões a tomar, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender. 

Wilton Lima

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

PERDIDOS DE SI MESMOS - Parte Final

Uma sociedade de consumidores e de ausência de certezas (Site TodaMatéria)
As pessoas tornaram-se objetos. Não temos mais uma vida social. O amor tornou-se secundário e a busca desenfreada por uma sociedade que se adeque aos nossos próprios anseios é uma realidade cada vez mais visível nesta Modernidade Líquida, como releva os estudos do sociólogo e filósofo polonês, Zygmunt Bauman que morreu aos 91 no ano de 2017, nos deixando um enorme legado sobre a fragilidade do homem em relacionar-se com o outro, em um mundo cada vez mais capitalista e imediatista.

Pessoas usam pessoas e as descartam como um objeto qualquer!

Nos perdemos ao longo da caminhada e juntos, levamos outros a este abismo sem fim. Na busca por uma satisfação imediata descartamos pessoas e sentimentos como uma naturalidade extraordinária. Nos falta o mínimo de empatia nestes dias, nos falta um olhar humano para a dor e necessidade do outro, seja ele branco, preto, homo, hétero, trans, não importa, apenas necessitamos de pessoas que amam pessoas, com suas diferenças, falhas e medos.

Eu tenho medo de como será o fim desta história.

Temos um longo caminho a percorrer, mas temo pelos que ficarão. Nada mais nos satisfaz e isso nos coloca como consumidores não apenas do que é vendável, mas consumimos sentimentos e sonhos e nos desfazemos deles com uma facilidade maior do que a "conquistamos" ou usurpamos.

Volto a reafirmar minha angústia. 

Vivemos um período onde não temos tempo para cuidar um dos outros e dar atenção que eles precisam. 

Precisamos desenvolver em nós, a cultura do cuidado, da compreensão e atenção ao próximo, mesmo que isso não nos pareça vantajoso. Pensar no outro, cuidar e compartilhar da alegria e do amor que há em nós, é essencial para que consigamos o mundo melhor e mais justo.

Ame, cuide e compartilhe dessa verdade; 
Seja o amor que este mundo precisa!

Wilton Lima

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

VAMOS CONVERSAR?

Fui criado no rigor de uma igreja evangélica pentecostal, a qual tenho muita consideração por todo aprendizado e crescimento, mesmo não concordando com muitas de suas ações como instituição religiosa.

Nunca, durante a minha infância ou adolescência ouvi sobre a depressão e suicídio de uma forma clara e humanizada. No máximo eu ouvia que era a falta de Deus e que os que cometiam suicídio já estavam no inferno. Então, este foi o pensamento que esteve fixado por muito tempo em minha mente, até que algumas experiências me fizeram querer pensar diferente ou querer entender os porquês. E hoje, busco apenas abraçar, dá atenção e amor aos que passam por tais situações, de forma direta ou indiretamente.

Vivo em uma cidade que já tive a tristeza de saber da perda de muitos jovens para o suicídio, uns de forma anunciada, outras das mais inesperadas. Ouço também, relatos de pessoas que pensam no suicídio, que acreditam ser a única solução para dá fim a algum tipo de dor ou trauma que lhes cercam de uma solidão e depressão terríveis. Vejo pessoas que se levantam apenas para julgar a dor do outro, mesmo sem as senti-las e vejo essas mesmas pessoas dizer que são servas de Deus, o que Deus que provou seu amor ao enviar o seu ÚNICO filho, Jesus, para morrer por nós, pecadores e injustos e mesmo assim, essas pessoas esquecem da essência da mensagem do Cristo, que é o amor e o perdão.

Não podemos de forma tão abstrata compreender as causas que levam uma pessoa a mergulhar na depressão e até às vezes pensar em tirar sua própria vida. E não devemos ousar dizer que isso é um pretexto para chamar atenção, talvez até queira mesmo atenção, queira ser ouvida, compreendida e acolhida em suas angústias e não ser tratada apenas, como algo descartável.

Então, sejamos mais solidários uns aos outros, amemos mais e julguemos bem menos. 
Pare, ouça, compreenda e ajude quem precisa.
Seja amor todos os dias e compartilhe dele!

Wilton Lima

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

PERDIDOS DE SI MESMOS - Parte 02

Eu vejo um povo caminhando sozinho. Sozinho em suas dores e temores, perdidos em meio ao caos que nos colocaram. 

Perdidos; estamos perdidos... 

Sendo eu um dos mais otimistas, torno-me a cada notícia e decisões deles, um pouco mais desolado e desesperado com o que virá ou com o que não há de vir. São dias difíceis e dias que vejo aqueles que deveriam unir e abraçar, julgando e dando uma sentença final, antes mesmo do fim ter chegado.

Nos julgam!

Eu vejo um povo sendo julgado pelo simples motivo de ser diferente, por pensar e agir de forma que não os agradam. Os diferentes, estão perdidos para eles, porém, ouso dizer o contrário. Perdido estão aqueles que não respeitam e não sabem conviver e amar o que lhes parece ser estranho.

Uma luta travada em nome de Deus toma uma força tão grande, que chega a levar milhares a militar contra o próprio amor e contra o perdão, que eles mesmos levam em seus discursos; discurso entre quatro paredes! Fora delas, apenas acusações e sentenças são feitas. E realmente o amor e o perdão não são para todos, pelo menos é o que os meus olhos contemplam dia após dia, reunião após reunião e lei após lei.

Estão cegos em seus próprios conceitos e guiam muitos a um vazio de si mesmos.
Perdidos, eles estão todos perdidos!


Wilton Lima

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

PERDIDOS DE SI MESMOS - Parte 01

Eu vejo o povo perdido em meio a um deserto. Deserto de cultura, de arte e o mais doloroso: deserto pela falta do amor. Liderado ainda, por pessoas com um coração voltado ao egoísmo e amor ao poder.

Na política ou na religião? Já não sei mais diferenciar; já não sei nas mãos de quem o poder estar.

A cada novo dia e a cada novo discurso, me vejo imergindo em um passado que não podíamos ser diferentes do que a Igreja propusera como padrão, de conduta e comportamento. Alguns, por serem contra e só, por serem e pensarem diferente, foram levados à fogueira ou simplesmente excomungados e tirados do convívio com aqueles que se diziam escolhidos de Deus, um deus vingativo e opressor, aparentemente.

Parte da igreja, dissidente daquela que lutou e morreu com a chamada Reforma Protestante, volta às suas origens, onde nem a própria à época, se vê mais lá.

A busca obsessiva pela aceitação transformou-se também, na luta por estar no centro de toda e qualquer decisão de um país dito laico, mas que não respeita uma adoração diferente ou mesmo demonizam os que pensam contrário da fé aceitável.

Eu vejo um povo totalmente perdido e que acredita estar trilhando o caminho ensinado por Cristo. Porém, Jesus não nos ensinou a amar o outro como Ele mesmo nos amou? Não perdoou aqueles que o mataram? Eu vejo um povo perdido! 

Os tronos voltam a ser erguidos e neles estão homens e mulheres tão opressores quanto àqueles que condenaram e mataram Jesus.

Eu vejo um povo perdido...

Os muros que separavam, outrora derrubados, tentam erguer-se ao poder de quem já sabe mais o que é o amor. As lutas por igualdade e direitos são para eles insignificantes e nos colocam novamente às margens, ou estão tentando. 

Os poderosos ultrajados de misericórdia, apenas aprisionam o povo já perdido em sua fé e dele sugam toda e qualquer esperança e força.

Perdidos...
Estamos perdidos.
Há quem nos socorrerá?
Em quem podemos esperar?

A luta não tem sido fácil, há de tornar ainda mais difícil. Porém, precisamos resistir a toda forma de opressão e exclusão àqueles que pensam, agem e são diferentes ou simplesmente são o que são. Uns pelos outros e amando uns aos outros com suas diferenças e particularidades.

Wilton Lima

domingo, 4 de agosto de 2019

CONFISSÕES DE UM POETA

Ele vive a buscar uma explicação para os seus sentimentos. Anseia entender a causa desse misto encabeçado por um amor inexplicável e que de tão ardente faz doer, mas de uma dor imperceptível.

São dias decisivos. Muitos acontecimentos os envolvem, uns inesperados, outros supostamente planejados. Há uma esperança, uma forma de elucidar todas as questões complexas desta relação, que chegou a um nível inimaginável e que não fora colocado naquele projeto inicial.

Os olhares intensos, retribuídos com um sorriso apaixonante, voltam a cada encontro e a cada palavra expressada. Aquele misto de sentimentos volta a se intensificar. Uma complexidade de saudade, incorporada por um ciúme tão belo e verdadeiro, que faz do amor a razão para toda lágrima já derramada, para as dores causadas pelos naufrágios e por cada queda em meio ao caminho.

O coração tenta encontrar as palavras certas para expressar a intensidade dos seus sentimentos, mas não as encontra. Todo sentimento envolvido não há como explicar em meras palavras existentes.

Ele simplesmente confessa sua incapacidade de entender como chegaram a este nível, que mesmo envolvidos de um amor incondicional, tão suave e verdadeiro, o coração grita silenciosamente por explicações. Mas nenhum de nós ousa querer entender ou imaginar suas razões;

O coração confessa não saber qual dos caminhos deve seguir. Lembra do início complicado, das suas indecisões e eternas indagações sobre o envolvimento com estes sentimentos tão belos, complexos e aparentemente inexplicáveis. Ele recorda das suas percepções enquanto concluía que o melhor seria ouvir a voz da razão e deixar a sua de lado, mas lembra também, que resultou em uma solidão tão profunda e amarga que novamente deixou seus versos mudos e sem sentido, levando-os ao pior dos naufrágios.

Quando um adeus se fez ou parecia necessário, eles se calaram. Juntos, tentam não deixar desmoronar o que foi tão caro construir. O amor ainda resiste, porém, com uma fragilidade jamais experimentada por eles.

Os caminhos continuam áridos e indecisos. Ainda não sabemos qual deles seguir, nem mesmo qual deles é o certo.

Parados? Talvez, ou apenas tratando dos machucados sofridos até aqui. E foram muitos. E as cicatrizes nos lembrarão de cada etapa vivida.

Ainda temos muito caminho a percorrer, muitas decisões a tomar, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender.

Porém, no final, o melhor é estar apaixonado sem nenhuma razão. Estar perdido em um abraço que aquece o coração durante o frio do inverno, que enxuga as lágrimas e traz consolo sem nenhuma palavra. Perdido, porém, de mãos dadas com o amor, aquele que não precisa de nenhuma explicação.

Wilton Lima

segunda-feira, 29 de julho de 2019

OS ÚLTIMOS VERSOS Parte 02

Talvez seja um adeus. Talvez seja o final da história ou mesmo eu, que não sei para onde ir, pois sem perceber, nos perdemos no caminho e nele ficamos estáticos.


Entre quedas e naufrágios a história mudou. Os caminhos foram alterados e tornou a caminhada cada vez mais difícil de suportar. Nós não entendemos o porquê de todos os acontecimentos, uns realmente foram provocados, achamos até que um dos naufrágios poderia ter sido claramente evitado, mas não evitamos e deixamos um dos barcos afundar. Não compreendemos a nossa decisão, apenas escolhemos; ou não, nem sabemos mais. 

Incrivelmente, entre lapsos de memórias e lembranças de olhares intensos e apaixonados, eles tentam manter vivo aquele sentimento. Porém, algo teima em insistir no adeus. 

Algo nos diz que os últimos versos estão perto. E mesmo sem planejar e ao desfazer totalmente o nosso projeto inicial, pudemos perceber que um sentimento puro e verdadeiro ainda se mantem vivo. Tão pulsante que o coração cria forças para lutar e tentar manter constante a nossa poesia. 

Ficaram muitas cicatrizes daqueles dias de dores e incertezas. A dor ainda persiste, mas o que seria do amor sem as dores das nossas escolhas, dos caminhos trilhados e dos espinhos encontrados em meio ao caminho? 

A história não pode acabar assim. Eu sei que foram muitas as tentativas e muitas renuncias, consequentemente muita lágrima derramada, mas não podemos acabar assim. 

O coração está ferido e sem forças. Mas não culpamos um ao outro, na verdade não sabemos de quem foi a culpa, nem mesmo saberíamos explicar como chegamos até aqui. Eu não sei explicar como resistimos as dificuldades, as palavras contrárias e ao grito desesperado e silencioso da alma. 

É verdade que mudamos a trajetória, mas conseguimos resistir a tudo. E agora nos parece ser um adeus? Seria necessário ou simplesmente chegou o dia do adeus?

Não!
Não pode acabar assim! 

Provavelmente a nossa última rima já deve ter sido escrita. Mas não queremos isso, não agora; talvez, só não queremos. Então, decidimos ouvir o coração e tentar mudar os últimos versos escritos neste poema de dor e dúvidas. Agora sem medo e nenhuma culpa. 

Será fácil? Possivelmente ainda mais difícil, mas ainda há um sentimento, ainda existe o amor e é com ele que iremos tentar reconstruir o que medo derrubou. 

O caminho é outro, diferente daquele que foi planejado, mas seguiremos firmes com o amor ao nosso lado. 

Wilton Lima

quarta-feira, 17 de julho de 2019

NÃO EXPLIQUE, APENAS AME!

Posso ser mal interpretado, posso não ser compreendido e até mesmo julgado quando falo sobre o amor. Porém, este é o sentimento que me move e que me mantem de pé e firme nesses dias maus.

Quem me conhece de perto ou apenas acompanha meus textos, nota que em tudo que escrevo, sempre há momentos, mesmo que singelos, em que falo sobre o amor, da importância de amar, de simplesmente amar e apenas amar.

É, porém, um sentimento muito complexo e sem concordâncias gerais. Ainda assim, defendo que é por meio dele que tornaremos este mundo melhor. É por meio e através do amor que romperemos as barreiras e que derrubaremos os muros que nos separam. É o amor que quebra as correntes, que muitas vezes tentam nos prender a padrões estabelecidos por pessoas que se colocam acima da vontade do outro, pessoas que querem escolher como devemos viver e agir.

Em um mundo onde o discurso de ódio e segregação é cada vez mais forte, devemos ser a voz e força daqueles que já não as tem, devido a tantas guerras enfrentadas. Alguns não terão forças para seguir sozinhos, muitos precisarão do nosso amor, cuidado e compreensão em meio ao caminho.

Podemos sim, ter dias em que nos questionamos sobre o amor, eu mesmo me questiono muito, ainda mais durante este misto de sentimentos que se faz. Não questiono sua força e importância; há um questionamento atrelado ao dialogo constantes entre o coração e a razão.

Mas talvez seja isso que é o amor. Nosso questionamento diário sobre este deserto e seus temores, como canta Djavan, mas quando nos jogamos nesse oceano esquecemos um pouco que amar é quase uma dor, pois na verdade no final sempre vale à pena se entregar ao amor.

Questionar!

Deixo este questionamento para nós. Sei que não é fácil e não será. Mas há uma forma correta de amar? Há pessoas certas para amar? Escolhemos ou não a quem amar? Seguimos um padrão para amar ou decidir amar?

É normal nos questionarmos, porém, acredito em uma verdade. Se Deus é o próprio amor, onde este amor existir, Ele se fará presente.

Então, não tenha medo. Apenas ame. Espalhe o amor!

Wilton Lima

terça-feira, 9 de julho de 2019

ARQUITETO DE RUÍNAS

Eu não queria dizer adeus. O coração, porém, anseia por isso, ainda mais a razão, que tem comungado ardorosamente com ele. 


O caminho tomou uma direção desproporcional ao que tinham estabelecido; se olham e não se conhecem mais, não há mais harmonia nos olhares.

Alguém por favor, poderia nos explicar como o amor, aos poucos, virou meras gotas naquele vasto oceano? E eu, simplesmente não o posso mais restaurar ou definitivamente não tenho mais forças. 

Ele ficou encoberto pela solidão. Aos poucos o vazio tomou conta do coração que sempre esteve visitado e agora, nada além do vazio e do silêncio. Um silêncio que traz dor e medo. Possivelmente, foi tudo um resultado daquela confusão de sentimentos.

Você decidiu partir e de mim levou bem pouco. Me deixou sozinho nessas águas e me deixou sem saber para onde ir. Não sei mais qual caminho estávamos trilhando juntos. 

Apenas nos questionamos o porquê de tanta dor, o porquê dos nossos castelos terem ido ao chão, virado apenas ruínas e nos parecerem, meras memórias esquecidas. O projeto nem ao início foi possível voltar; a visão ainda está turva, mas nos parece que algo nos faz querer voltar.

A indecisão, porém, passa a reinar novamente, com uma força extraordinária e com um resplendor tão grande que nos faz afastar.

O coração grita. Ela tenta resistir, busca forças para conseguir e talvez consiga. Para isso, é preciso que um de nós nunca desista.

Eu não quero dizer adeus;

[...] 
Ou você me esquece de vez ou eu nado por nós dois nessas águas, mesmo que eu esteja debilitado pelo naufrágio da última partida. Por nós, eu encontrarei forças no seu sorriso e na melodia que seu olhar me faz ouvir. 

Mas a distância não me deixa te sentir. Não me deixa contemplar a beleza do teu olhar. Ainda assim, o coração teima em querer te abraçar.

Ainda posso resconstruir nosso castelo. Transformar estas ruínas na mais bela e perfeita moradia do nosso coração. Me basta apenas aquele teu olhar mais singelo e tudo novamente, será como aquela nossa bela canção.

Wilton Lima

segunda-feira, 1 de julho de 2019

AFLIÇÕES DE UM POETA

Seria o amor o sentimento mais complexo de se entender e seria ele responsável por toda essa confusão que se fez em nós?

É provável que não consigamos uma resposta concreta tão cedo, pois fundiu-se a ele outros dois sentimentos, extremamente delicados ao meu coração e assim, também, utopicamente explicáveis em palavras existentes. Eu falo de dois sentimentos tão fortes e intensos quando ao amor; a saudade e o ciúme. Ambos, complementares ao sentimento maior, porém, sem uma direção definida ou entendida facilmente. 

O amor será sempre um sentimento encantador e é aquele que nos mantem firmes nessa caminhada tão complexa, porém, algo mudou. 

Quando a separação mais uma vez se fez necessária, em meio as águas incertas daquele mar, tudo ficou diferente. A tempestade tornou-se mais intensa e a visão mais turva, ao ponto de não enxergamos um ao outro com facilidade. Naquele momento, navegávamos em embarcações diferentes e por causa da intensidade daquelas ondas, um dos barcos veio a naufragar. 

Foram horas de dores excessivas até o socorro chegar. Veio com inóspito sentimento que nos fez pensar na realidade de tudo que foi vivido; na veracidade de todo amor compartilhado e mais, a indagarmos se realmente é amor. 

O que é o amor? Quem e porquê amar? 

Exponencialmente tudo mudou! Esta mudança nos constrange e nos faz querer entender onde nos perdemos. E o que os levou a esse momento. As horas de demora pro resgate deixou marcas profundas e certamente as cicatrizes não sairão com facilidade como outrora, pois tudo mudou... 

As incertezas deram lugar a longos momentos de aflição e já não há aquela percepção do que este sentimento nos trazia, deixando-nos com maiores inquietações, que nos leva a intermináveis indecisões com uma carga de indagações ainda maiores. 

Aquele doloroso naufrágio deixou marcas ainda maiores do que as existentes. O caminho se tornou mais difícil. 

Então, o silêncio novamente se faz necessário e mesmo que os versos estejam a brotar, o silêncio de novo irá reinar. 

Decidimos que a única opção racional e emocional do momento seria o silêncio, incompreendido e às vezes não aceito. Porém continuemos. 

Ainda temos muito caminho a percorrer, muitas decisões a tomar, muitos acasos a serem vividos e tentar, simplesmente tentar compreender. 

Wilton Lima

sexta-feira, 28 de junho de 2019

OS ÚLTIMOS VERSOS Parte 01

A morte seria a melhor solução? Não há outro caminho a seguir ou definitivamente não vemos um alternativo? 



Quanto mais tentamos seguir outro caminho, na direção não somente aceitável, mas na que nos fará sofrer menos com as recorrentes dores do arrependimento, nos faltam as forças para seguir ou mesmo nos falta a certeza que será melhor.

É recorrente o questionamento do porquê de tudo isso, da falta de forças para resistir a tudo; e o porquê de não dizer, simplesmente, um não para as inúmeras oportunidades que  nos surgem, ou ainda, porque não fugir ou não deixar, definitivamente, de buscá-las? 

Nos parece um caminho sem volta, eu sei!

Não há um recomeço sem dores a persistirem à dúvida, ao medo da queda e de um novo aprisionamento. O que, ou quem nos parece ser a solução, aparentemente se cala, ou meramente se afasta de nós. 

Sozinho eu não vou conseguir! 

Gostaria e simplesmente desejaria encerrar meus versos de um modo mais suave, com mais alegria e com um final mais leve e até com uma rima boba. Só queria encerrar bem. Sem culpas e sem dores tão fortes. 

Mesmo que o final dos meus últimos versos seja rimar meu afincamento com meu eterno silêncio. Mesmo assim não terminou bem. Talvez eu espere mais um pouco e um dia, perfeitamente, ela vem.

Talvez seja um adeus. Talvez seja o final de uma história, na verdade não sabemos ao certo para onde ir, nem como ir. Sem percebermos, nos perdemos um do outro ou perdemos um para ganhar o outro. 

Não sei. Realmente não sei!

Mas não quero dizer adeus.  Apenas nos  diga como seguir e eu posso nadar por nós dois nessas águas incertas, consigo enfrentar as mais altas ondas desse mar. Só não quero ouvir o seu adeus.

Assim, a mais bela e verdadeira rima irá nos encontrar. 
Nos trará a paz;
E finalmente, o coração irá repousar!

Wilton Lima

sexta-feira, 21 de junho de 2019

ENTRE AS ONDAS

[...]
Quando percebeu já havia se jogado de cabeça nas águas daquele sentimento intenso. Quando viu, já estava perto de afundar, em breve, viria a naufragar.

Ele que não sabia nadar, estava nadando com uma facilidade e alegria inexplicáveis. Porém, percebeu que eram os braços daquele amor que o segurava e o guiava naquele mar revolto. 

Eles estavam seguros e confiantes!

Sim, o mar era incerto, tinham altas ondas e com uma força avassaladora, mas ao lado deste sentimento, sentia-se forte e não temia a sua sorte.

Tudo parecia tranquilo, mesmo em meio a incerteza das águas daquele mar que tinha sua importância, tinha uma paz e sensação de segurança jamais experimentada. As altas ondas não traziam medo a eles. Estavam firmes e juntos.

Houveram momentos que foi necessário navegar distantes um do outro, porém, tão ligados ao amor que não pareciam afastados fisicamente. Era mais forte e mais intenso que pudessem imaginar. 

Mas tudo iria mudar!

[...]
O sentimento se mantém forte, mas houve um conflito. Uma ruptura surgiu e nada seria como antes. Confiança? Talvez permaneça intacta. Mas algo diminuiu! Não sabemos se o amor ou apenas a reciprocidade do mesmo, com aquela mesma intensidade.

Seguiam navegando ligados apenas aos resquícios deste sentimento, ligados por uma história ainda não escrita ou pouco vivida. Continuavam em barcos diferentes, porém próximos, até ao alcance do olhar.

Tínhamos momentos, entre lapsos de sentimentos, que tudo parecia como antes. Os olhares e sorrisos assemelhavam-se a perfeição e as ondas voltavam a serem insignificantes e chegavam a navegar no mesmo barco.

A esperança, como uma chama tão fumegante, aquecia os corações e lhe dava uma nova oportunidade, mas não conseguia ser como antes. Simplesmente ela se apaga, com a mesma facilidade que se ascende.

A separação mais uma vez se fez necessária. Com uma dor inexplicável, afirma não ser tão leve e ao alcance dos olhos como antes. A visão ficou turva. A tempestade se intensificou e chegaram a não ver-se mais próximos.

[...]
Um dos barcos veio a pique!

Wilton Lima

quarta-feira, 12 de junho de 2019

DIA DOS NAMORADOS

Hoje, 12 de Junho de 2019 é comemorado no Brasil o Dia Dos Namorados, em alguns países é chamado de Dia de São Valentim, portanto faz parte do calendário de comemorações cristãs. Em países, como Portugal, este dia é comemorado em 14 de Fevereiro. Aqui, comemoramos sempre na véspera do dia de Santo Antônio, conhecido como "santo casamenteiro".

Segundo reportagem do site BBC Brasil, O dia de São Valentim é uma tradição antiga que teria se originado em um festival romano de três dias chamado Lupercalia. O festival celebrava a fertilidade e ocorria no meio de fevereiro. Seu objetivo era marcar o início oficial da primavera.

Como parte das celebrações, jovens sorteavam nomes de garotas misturados dentro de uma caixa. Os dois então se transformavam em namorados durante a festa, e podiam até casar.

Nos séculos seguintes a Igreja decidiu erradicar celebrações pagãs e por isso transformou o evento em uma festa cristã, em homenagem a São Valentim.

Sobre a origem da data de 14 de fevereiro, considerado o primeiro dia oficial de São Valentim, foi declarado no ano de 496, pelo papa Gelasius, em homenagem a um mártir que tinha esse nome.

A explicação mais comum é que São Valentim era um padre de Roma, que foi condenado à pena capital no século 3.

Apesar dos cristão antigos terem começado a celebrar o dia de São Valentim, apenas ao longo da Idade Média e dos períodos posteriores a celebração começou a ser associada com amor romântico e troca de presentes.

Dois gigantes da literatura inglesa, o poeta Geoffrey Chaucer e William Shakespeare, foram responsáveis pela popularização do evento na Grã-Bretanha e posteriormente na Europa e no Novo Mundo.

O costume de trocar cartões de papel com a pessoa amada já havia sido estabelecido na Idade Média, mas apenas se tornou um grande negócio depois da revolução industrial, que tornou possível a produção em massa de cartões.

Então, mesmo tendo se tornado mais uma data ligada ao capitalismo, este dia vale para que possamos reafirmar nossos sentimentos a quem amamos, namorados ou não. Mostrar que o sentimento vai além de datas comemorativas, expressando-o todos os dias.

Que possamos celebrar o amor verdadeiro e compartilhar dele com todos. Sempre, e não somente em datas específicas.

Wilton Lima


Referências: BBC Brasil

segunda-feira, 10 de junho de 2019

A MORTE DA HUMANIDADE

Vivemos dias difíceis, dias onde não se tem mais empatia pelo outro, quando não é levado em consideração a dor do próximo.

A cada dia o homem tem se tornado mais cruel, levado por um egoísmo inexplicável e amparado por uma ganância terrível. Não há limites para as consequências dos nossos atos, simplesmente para alcançar o que desejamos. Para nós e só para nós.

Chegamos a uma realidade que é mais fácil ou mais aceitável, julgar e condenar do que, ouvir e compreender as razões e motivações do envolvido. Colocamos como prioridade aquilo que julgamos ser o padrão para uma sociedade moralmente aceitável. Porém, quem definiu este padrão moral, quem disse ser o único e correto?

Vivemos dias em que não sabemos mais definir o que é santo e profano, quando nossa vontade é colocada em primeiro plano. Não sabemos a quem recorrer, humanamente falando, quando nossos líderes estão corrompidos pelo poder e aceitação das massas. Massas essas usadas como manobra. Não sabemos mais os lugares certos a frequentar, pois muitos estão sendo usados como palco para promoção do ódio e segregação. Palcos tidos por eles como sagrados.

Nos definem ideologicamente, quando defendemos o amor, a partilha e a compreensão; quando queremos apenas cuidar da dor do outro. Nos definem quando sentimos o desprezo, o preconceito e as mortes daqueles que não tiveram voz nesta sociedade.

É difícil. Está cada vez mais difícil!

Somos excluídos quando não nos moldamos aos padrões deles, ou quando queremos apenas ouvir e cuidar dos que são diferentes, daqueles que não têm opções. Talvez não precisem escolher, talvez devam apenas viver o que são!

Mas é difícil!

Em um mundo cada vez mais dividido e sem amor desinteressado, nossa única opção é resistir. Resistir por aqueles e com aqueles que não têm sua voz ouvida pelo poderosos.

Resistir também é amar. Amar é cuidar!

Wilton Lima

sábado, 8 de junho de 2019

INDECISÕES DE UM POETA

Hoje, os dois pareciam caminhar de mãos dadas. Algum acordo se mostrava existir. Os conflitos não findaram. Porém, houve por algum momento uma trégua ou mesmo uma solução para este conflito de sentimentos entre eles.

Infilizmente, não durou muito!

O misto de emoções, com aquela confusão veio à tona. Na verdade, revelou-se mais forte que nunca, mostrava-se mais determinado a continuar o caminho oposto ao da razão. A relação entre eles começou a ficar insustentável.

Mas é impossível, aparentemente, um ir sem o outro.

Sentimentimentos intensos, misturados e divididos. Já não sabemos mais dizer o que é saudades ou ciúmes, nem mesmo entender o sentimento mais sublime. A razão tenta resistir para manter firme o que foi estabelecido, para manter o que foi determinado. Mas por quem? Para quem?

O coração, doce e calmamente se vê cada vez mais vitorioso. Está cada vez mais sustentado pelas emoções inexplicáveis, porém, por um sentimento que traz alento e nos mantem de pé. Sim, os dois são mantidos pelas mesmas emoções e por algum momento há paz e sintonia. Por alguns momentos.

Ainda não sabemos qual a direção final a ser tomada.

Mesmo assim, continuamos a caminhar juntos, em conflito às vezes, mas sustentados por este misto de sentimentos que a cada dia nos faz perceber o quão cruel e difícil é viver.

Wilton Lima

quarta-feira, 8 de maio de 2019

INDAGAÇÕES DE UM POETA

O que fazer quando o seu refúgio são as palavras, aqueles versos em rimas e eles lhes faltam e simplesmente, ficam mudos?

Qual a saída quando a porta se fecha e não há mais luz no seu dia?

Qual o caminho quando sua bússola se quebrou?

Quais são as melhores palavras a serem ditas, quando sua voz está sufocada e ficou aprisionada?

Sim, meus versos continuam mudos, sem nenhuma rima agradável, sem aquela melodia atraente. Outrora, eu saberia definir até em poucas palavras os motivos, saberia pontuar cada momento em que eles se calaram.

Tudo mudou!
Não sei como ou porquê!

Os caminhos se tornaram mais áridos, com uma dificuldade que meu coração grita ao dizer que não vai dar certo, que eu irei novamente cair, que as lágrimas voltarão a ser rotina, o medo irá dominar meus dias outra vez e que desistir, vai se tronar a minha única e racional saída.

Eu que não sou de poucas palavras e de poucas argumentações, ouço meu coração dizer que voltarei a ser refém do meu silêncio, quase sempre desnecessário. Um silêncio do meu interior.

Há um misto de sentimentos que ousam em não me deixar entendê-los. Há então este silêncio!

Silêncio por sentimentos que norteiam minhas rimas e que lutam para perder sua essência, sua suavidade e beleza em harmonizar o que sente o coração com meu mundo exterior. Mundo perverso e sem amor.

Me faltam as rimas!

Sem elas eu não concluo, sem elas fico pelo meio do caminho, perdido e sem direção.

Não sei escrever um final. Não sei quais as melhores palavras para isso.

Silêncio?

Eu vou buscar nele a resposta, talvez uma solução!

Wilton Lima

quinta-feira, 25 de abril de 2019

QUE SEJA HOJE

Há momentos de dores tão profundas que desistir nos parece ser a solução mais viável e mais fácil ou mesmo, a mais racional!

Porém, não é fácil!

Os passos mais difíceis são aqueles que são dados sozinhos, sem ajuda e companhia de ninguém. E sim, alguns trechos do caminho, precisamos seguir assim. E não se iluda com a multidão de amigos que você julga ter para caminhar. Alguns vão estar perto, porém distantes, se tornarão apenas reflexos de uma realidade.

Em dias que a humanidade ergue muros no seu coração, muros que nos separam e segregam, devemos resistir e ser força para aqueles que já não as tem.

Você que já caminhou esses duros passos dos da solidão, não menospreze as dores dos que te rodeiam, daqueles que clamam por socorro, muitas vezes um grito dado apenas no olhar.

Há momentos que precisaremos entender as lágrimas que eles derramam e que nos parecem insignificantes. Toda lágrima e todo sofrimento, tem uma razão e mesmo assim, nem sempre nos importa ter sua explicação.

Caminhar sozinho, neste mundo perverso, onde tudo é descartável, onde pessoas tornam-se coisas, viram apenas mercadoria, tem sido um desafia diário.

Cuide hoje. Abrace hoje. Vivo o hoje!

Não espere pela perda para querer dá valor, não espere as lágrimas serem derramadas para dá atenção. Não espere reciprocidade para abrir as portas so seu coração.

Cuide e serás cuidado, mesmo não merecendo ou esperando. Ame e apenas ame e conhecerás a força e realidade do verdade amor.

Pare, ouça, compreenda e abrace, hoje!

Wilton Lima

segunda-feira, 22 de abril de 2019

DEVOCIONAL #04

BUSCANDO A PAZ E A SANTIFICAÇÃO
Leitura: Hebreus 12.14

Vivemos em uma geração acelerada e que almeja o sucesso imediato. Ás vezes, não nos preocupamos com as consequências ou com quem poderemos magoar.

Dias em que muitos travam guerras inúteis. 

A defesa por algo que consideramos o correto e a verdade absoluta, torna-se mais importante que o cuidado e atenção ao outro.

Paz, não se tem mais!

O livre de Hebreus, destinado originalmente aos cristãos em Roma ou segundo historiadores aos judeus cristãos, nos fala basicamente de conserto, da busca de uma vida pautada nos padrões estabelecidos no amor de Jesus.

Seguir a paz com todos, torna-se um grande desafio e desafio ainda maior é buscar a santificação, ou seja, ser separado para Deus, viver em seus propósitos, amando e cuidando dos outros. Sem isso, nunca O veremos face a face.

Não é fácil e nunca nos foi dito por Jesus que seria fácil seguir este caminho. Quem diz que é, provavelmente vive um cristianismo fabricado para agradar e satisfazer os desejos humanos.

Que nossa busca diária seja viver em amor com nossos irmãos e levar este amor a todos que nos rodeiam, mesmo aqueles que julgamos não merecer, talvez sejam eles que mais precisem.

Busquemos a paz todos os dias e vivamos no amor de Jesus, amando como ele nos amou.

Wilton Lima

sábado, 20 de abril de 2019

DEVOCIONAL #03

TODO SOFRIMENTO É MOMENTÂNEO
Leitura: 2 Coríntios 4. 17 e 18

Todos nós, independentemente de quaisquer motivos, passamos por algum tipo de sofrimento nesta vida.

Ao ler as cartas de Paulo, percebemos tantos momentos de sofrimentos passados por ele e algumas de suas cartas foram escritas na prisão. Mesmo assim, porém, ele nos encoraja ao dizer que tudo é passageiro e ainda mais, diz que todo sofrimento na vida de um cristão produz algo eterno e que quase sempre não percebemos ao olhar e nem conseguimos sentir nas mãos.

Ele nos ensina pela fé, a fixar nossos olhos naquilo que não podemos ver, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno. Isto é um exercício de fé.

O próprio Jesus nos alertou que teríamos neste mundo muitas aflições, mas nos pediu bom ânimo, pois Ele que venceu o mundo, através do Espírito Santo, estaria conosco sempre.

Toda dor, todo sofrimento não é pra sempre, tudo passa e o próprio Paulo fala que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus e vivem no seu propósito.

Então, por maior que seja a tempestade que você está enfrentado, segure firme nas mãos de Jesus e tudo, no final, terá sido apenas um aprendizado e gerará em você algo muito maior e eterno.

Nenhuma dor é pra sempre. Siga firme!


Wilton Lima