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terça-feira, 10 de março de 2020

VAMOS FALAR DE POLÍTICA?

E de repente o clima na cidade muda.

Todos mudam o direcionamento das conversas em suas calçadas, mesas de bar, na escola, na faculdade e até mesmo em suas igrejas.

Aos poucos, a população se adapta aos discursos, muitas vezes já elaborado ao longo destes 4 anos ou, àqueles que à margem dos que já existem, procuram trazer uma nova perspectiva política, ou tentam apenas fazer ou reforçar seu nome na cidade.

As discussões nas redes sociais têm agora uma importância maior. Muitas vezes com argumentos mal elaborados. Quase sempre com discursos ofensivos, a fim de denegrir a imagem de um possível concorrente e assim, transparecer ser o mais preparado para assumir o cargo almejado. 

Aos poucos, vemos por toda a cidade, amizades sendo desfeitas e famílias sendo destruídas, pela ambição e por aquilo que chamamos de politicagem, o que para muitos é apenas a defesa do seu posicionamento político, o que poderia até ser, porém, não entendo ser a defesa de uma opinião, aquilo que se tenta fazer ser o único, correto e preparado. Único e sem erros. Entretanto, mesmo não havendo, um discurso unânime seria muito perigoso. Então, o interesse pessoal e as trocas de favores têm um protagonismo significativo em meio a esta politicagem.

Alguns discursos, livres de erros e tidos como perfeitos e necessários à cidade, hão de surgir nos próximos meses. Muitos se adequarão a eles, muitos os questionarão. Muitos ainda perderão amizades e as batalhas nas redes sociais hão de se intensificar. 

Eis que os jogos começaram...
Eis que os alvos estão sendo mirados;
As flechas já estão preparadas.
O clima nas ruas ainda mudará. 
Vizinhos se aproximarão, outros se distanciarão. 
Por aqui, tudo pode acontecer, não deveria, mas poderá acontecer!

E então, aproxima-se o momento da decisão. A democracia deverá vencer. Questionar-se-á sua legitimidade, porém seu resultado não será permanente, mas pelo menos deverá ser acolhido, pelo que ganha e pelo que perde. Pelo que ganha, ao saber que estará lá escolhido pela maioria, porém será de todos. Pelo que perde, ao saber entender suas fragilidades e tentar corrigi-las, se ainda tiver forças para isso.

A política local movimento tudo e todos, direta e indiretamente. Do mais ciente ao mais leigo, todos agora passam a fazer parte de um dos momentos mais importantes de Martinópole, o momento em que escolheremos os nossos representantes.

E que o façamos com responsabilidade. 

Wilton Lima

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

UM NATAL TODO DIA

Então chegam as festas de final de ano e as famílias se reúnem para comemorar um natal comestível, brilhante e recheado de presentes.

Festejamos uma hipocrisia coletiva!

Muitos, ao tentar amenizar suas falhas cometidas durante todo um ano, passam a lembrar dos mais carentes, com uma cesta básica talvez ou, doações de brinquedos usados e aquelas roupas já esquecidas também entram no pacote.

Sim, não é errado fazer isso, nem mesmo feio!
Mas depois?

Passamos nas ruas e vemos aquelas mesmas pessoas pedindo ajuda, vemos pais desempregados, pessoas sem um lar para dormir, passando frio, fome, sem um abraço e sem ninguém para lhe ouvir. 

E nós como reagimos?

Passamos nas ruas e vemos muitos entregues às drogas, alguns mendigando para alimentar essa “necessidade” e nós, o que fazemos?

Vemos os noticiários de centenas de mulheres sendo exploradas e amordaçadas diariamente e quando estas mesmas mulheres levantam suas vozes para denunciar e pedir socorro o que dizemos?

E o incontável número de crianças no interior do Nordeste, sendo utilizadas como brinquedos sexuais todos os dias, qual a nossa reação, o que fazemos para mudar?

Eu poderia ainda citar as mortes dos negros que em sua maioria é pobre e morador de favela. Ou mesmo das muitas mortes de homossexuais e que muitas vezes não levamos em consideração.

Onde nós estamos? 
Qual nossa reação para tentar mudar essa realidade? 
Simplesmente nos calamos?

Desejar um Feliz Natal deveria ser mais que um desejo. Deveria haver mais atitude da nossa parte. Lembrar dos que precisam, dos que não tem voz e nem vez no meio que estão, às vezes, jogados às margens de uma sociedade preconceituosa, racista e homofóbica.

Bom seria, se o natal fosse todo dia.

As famílias estariam mais unidas. Os corações mais cheios de esperança; cheios de solidariedade.

Talvez, tivéssemos menos desigualdade; menos opressão. Ouviríamos mais uns aos outros e assim, teríamos mais amor e bem mais compreensão.

Viva este natal todos os dias!

Wilton Lima

domingo, 27 de outubro de 2019

INDO NA DIREÇÃO CONTRÁRIA

Vivemos no tempo em que nos tornamos pessoas descartáveis, e encontrar quem doe atenção, cuidado e amor, é sempre tido como suspeito. 

Estamos no tempo em que nossos políticos legislam em causa própria e encontrar a resistência em alguns não é compreensível, às vezes nem é mesmo aceito. 

Recente, conversando com um amigo sobre os rumos da política e os direcionamentos que a sociedade tem tomado, voltando-se a um conservadorismo extremo, que julga e mata sonhos e que até chega a matar fisicamente por causa das diferenças, é impossível acreditar e querer lutar por dias melhores ou simplesmente por uma mudança ou mesmo lutar pelo direito de ser e viver com as diferenças que por acaso venhamos a ter em relação àqueles que têm o poder sobre o estado. 

Sim, eu ainda acredito em dias melhores e mais justos do que estes que estamos imergidos. 

A mudança verdadeira há de acontecer primeiro por meio daqueles que acreditam e são a resistência. Que dedicam o que têm e o que são, por aqueles que já não tem forças de lutar e acreditar.

É lamentável ver uma parcela considerável da sociedade, formada em sua maioria por religiosos que julgam antes mesmo do Deus que eles dizem servir. Que determinam o que é o certo e errado em uma sociedade plural e de crenças múltiplas, cada uma com sua particularidade, que merece respeito e atenção se necessária. É lamentável ver esse mesmo grupo acreditar em um Messias, que coloca a solução nas armas e na tortura daqueles que não seguem o mesmo rito que ele. 

Estão indo em direções totalmente opostas. Seguindo caminhos já trilhados, caminhos que mataram, torturaram e que para eles, parece ser a solução.

Não dá! 
Eu vou seguir o caminho contrário do deles. Eu vou continuar sendo a resistência, mesmo que para muitos parece ser loucura ou mesmo um ato de rebeldia e talvez seja mesmo. 

Não podemos nos calar e simplesmente aceitar sem antes levantar nosso grito de protesto, sem mostrar que pensamos e que somos diferentes.

À luta, firmes, fortes e unidos!

Wilton Lima

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

PERDIDOS DE SI MESMOS - Parte Final

Uma sociedade de consumidores e de ausência de certezas (Site TodaMatéria)
As pessoas tornaram-se objetos. Não temos mais uma vida social. O amor tornou-se secundário e a busca desenfreada por uma sociedade que se adeque aos nossos próprios anseios é uma realidade cada vez mais visível nesta Modernidade Líquida, como releva os estudos do sociólogo e filósofo polonês, Zygmunt Bauman que morreu aos 91 no ano de 2017, nos deixando um enorme legado sobre a fragilidade do homem em relacionar-se com o outro, em um mundo cada vez mais capitalista e imediatista.

Pessoas usam pessoas e as descartam como um objeto qualquer!

Nos perdemos ao longo da caminhada e juntos, levamos outros a este abismo sem fim. Na busca por uma satisfação imediata descartamos pessoas e sentimentos como uma naturalidade extraordinária. Nos falta o mínimo de empatia nestes dias, nos falta um olhar humano para a dor e necessidade do outro, seja ele branco, preto, homo, hétero, trans, não importa, apenas necessitamos de pessoas que amam pessoas, com suas diferenças, falhas e medos.

Eu tenho medo de como será o fim desta história.

Temos um longo caminho a percorrer, mas temo pelos que ficarão. Nada mais nos satisfaz e isso nos coloca como consumidores não apenas do que é vendável, mas consumimos sentimentos e sonhos e nos desfazemos deles com uma facilidade maior do que a "conquistamos" ou usurpamos.

Volto a reafirmar minha angústia. 

Vivemos um período onde não temos tempo para cuidar um dos outros e dar atenção que eles precisam. 

Precisamos desenvolver em nós, a cultura do cuidado, da compreensão e atenção ao próximo, mesmo que isso não nos pareça vantajoso. Pensar no outro, cuidar e compartilhar da alegria e do amor que há em nós, é essencial para que consigamos o mundo melhor e mais justo.

Ame, cuide e compartilhe dessa verdade; 
Seja o amor que este mundo precisa!

Wilton Lima

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

PERDIDOS DE SI MESMOS - Parte 02

Eu vejo um povo caminhando sozinho. Sozinho em suas dores e temores, perdidos em meio ao caos que nos colocaram. 

Perdidos; estamos perdidos... 

Sendo eu um dos mais otimistas, torno-me a cada notícia e decisões deles, um pouco mais desolado e desesperado com o que virá ou com o que não há de vir. São dias difíceis e dias que vejo aqueles que deveriam unir e abraçar, julgando e dando uma sentença final, antes mesmo do fim ter chegado.

Nos julgam!

Eu vejo um povo sendo julgado pelo simples motivo de ser diferente, por pensar e agir de forma que não os agradam. Os diferentes, estão perdidos para eles, porém, ouso dizer o contrário. Perdido estão aqueles que não respeitam e não sabem conviver e amar o que lhes parece ser estranho.

Uma luta travada em nome de Deus toma uma força tão grande, que chega a levar milhares a militar contra o próprio amor e contra o perdão, que eles mesmos levam em seus discursos; discurso entre quatro paredes! Fora delas, apenas acusações e sentenças são feitas. E realmente o amor e o perdão não são para todos, pelo menos é o que os meus olhos contemplam dia após dia, reunião após reunião e lei após lei.

Estão cegos em seus próprios conceitos e guiam muitos a um vazio de si mesmos.
Perdidos, eles estão todos perdidos!


Wilton Lima

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

PERDIDOS DE SI MESMOS - Parte 01

Eu vejo o povo perdido em meio a um deserto. Deserto de cultura, de arte e o mais doloroso: deserto pela falta do amor. Liderado ainda, por pessoas com um coração voltado ao egoísmo e amor ao poder.

Na política ou na religião? Já não sei mais diferenciar; já não sei nas mãos de quem o poder estar.

A cada novo dia e a cada novo discurso, me vejo imergindo em um passado que não podíamos ser diferentes do que a Igreja propusera como padrão, de conduta e comportamento. Alguns, por serem contra e só, por serem e pensarem diferente, foram levados à fogueira ou simplesmente excomungados e tirados do convívio com aqueles que se diziam escolhidos de Deus, um deus vingativo e opressor, aparentemente.

Parte da igreja, dissidente daquela que lutou e morreu com a chamada Reforma Protestante, volta às suas origens, onde nem a própria à época, se vê mais lá.

A busca obsessiva pela aceitação transformou-se também, na luta por estar no centro de toda e qualquer decisão de um país dito laico, mas que não respeita uma adoração diferente ou mesmo demonizam os que pensam contrário da fé aceitável.

Eu vejo um povo totalmente perdido e que acredita estar trilhando o caminho ensinado por Cristo. Porém, Jesus não nos ensinou a amar o outro como Ele mesmo nos amou? Não perdoou aqueles que o mataram? Eu vejo um povo perdido! 

Os tronos voltam a ser erguidos e neles estão homens e mulheres tão opressores quanto àqueles que condenaram e mataram Jesus.

Eu vejo um povo perdido...

Os muros que separavam, outrora derrubados, tentam erguer-se ao poder de quem já sabe mais o que é o amor. As lutas por igualdade e direitos são para eles insignificantes e nos colocam novamente às margens, ou estão tentando. 

Os poderosos ultrajados de misericórdia, apenas aprisionam o povo já perdido em sua fé e dele sugam toda e qualquer esperança e força.

Perdidos...
Estamos perdidos.
Há quem nos socorrerá?
Em quem podemos esperar?

A luta não tem sido fácil, há de tornar ainda mais difícil. Porém, precisamos resistir a toda forma de opressão e exclusão àqueles que pensam, agem e são diferentes ou simplesmente são o que são. Uns pelos outros e amando uns aos outros com suas diferenças e particularidades.

Wilton Lima

segunda-feira, 15 de julho de 2019

O MEU NÃO AO GOVERNO BOLSONARO

Tenho recebido inúmeras mensagens via WhatsApp, Messenger e até directs no Instagram, dizendo que estou exagerando nos meus comentários contra o atual governo. O mais incrível é que não há argumentos suficientes para que eu pense diferente. A imbecilidade chegou a um nível tão grande, que é possível defender a corrupção outrora tão combatida por eles, pelo simples fato que para estes, o PT ou mesmo o Lula não estão mais no poder ou seja, a corrupção me parece ser exclusividade apenas destes personagens políticos.

E aqueles que diziam não ter um político de estimação na verdade têm muito mais que isso; elegeram um mito, alguém que lhes parece estar além da lógica racional, até mesmo daqueles que são, ou pelo menos se dizem ser discípulos de Jesus. Estes então, muitos deles líderes religiosos, deixaram o amor ensinado e compartilhado por Cristo em segundo plano, para defender um discurso de ódio e segregação cada vez mais real no nosso país.

O combate a corrupção revelou-se um grande esquema armado para tirar alguns personagens importantes da nossa história do jogo político, para assim satisfazer o desejo de uma extrema direita preconceituosa, com o desprezo racial e sexual tão atrelado a seus discursos que se torna a cada dia algo natural, que na verdade deveria ser abominável. Sim, para eles o diferente e tido como anormal é excluído e simplesmente desprezado. Tudo em nome da moral, dos bons costumes e pior, em nome de Jesus, aquele que amou a todos, sem distinção de raça ou quaisquer outras diferenças.

Para mim, torna-se cada vez mais difícil encontrar algo que eu defenda neste governo e em seus aliados, inclusive naquele em que uma nação elegeu como salvador da pátria, que expurgou, segundo seus defensores, a corrupção do país, condenando e digo aqui que, ilegitimamente, o maior político em vida da história do Brasil, concordando ou não com todas as decisões políticas do seu governo.

Temos um governo que além de excluir, defende pautas altamente fora do conceito do verdadeiro amor ensinado por Jesus e falo isso porque sua maior defesa vem de igrejas que abençoam este mito, muitos líderes milionários às custas da fé de milhares de brasileiros, que buscam nas suas mensagens um alento às suas dores, mas só as pioram e entram num turbilhão de mentiras moldadas por um evangelho totalmente fabricado para atrair e ludibriar quem os ouve.

Me recuso apoiar um governo que defende a tortura; não aceito um governo que corta recursos da educação e trata os nossos professores como criminosos. Me recuso a defender alguém que incentiva o trabalho infantil e que luta por uma reforma que é tão cruel com os mais pobres que me enojo cada vez mais dos políticos aliados a este projeto.

Há muitos motivos para eu não defender o atual governo. Minha consciência cristã e conhecimento do verdadeiro amor de Jesus não me deixam de maneira alguma, associar-me a ele, como também a igrejas que o defendem como tanta cegueira por um único motivo; não concordar com a esquerda brasileira e sendo assim, defendem os absurdos praticados pelo senhor Jair Bolsonaro.

Não se deixe enganar por discursos de ódio, moldados por uma falsa moralidade, atribuída a um deus que julga aleatoriamente, segrega, tortura e mata, tudo aquilo que fizeram com Jesus. Minha oração é para que Deus tenha misericórdia da nossa nação e que possamos refletir sobre a situação que vivemos e vamos sim, resistir sempre e cuidar uns dos outros.

Encerro minha breve indginação com uma reflexão publicada pelo teólogo Tiago Santos no Facebook:

"Vexame mesmo é ver pastores defendendo absurdos como trabalho infantil e nepotismo pra não ter que concordar com a esquerda. Esse apoio acrítico e incondicional ao Bolsonaro está transformando o Brasil em terra arrasada."

Enfim, lembre-se sempre que o ato de crer deve ser consciente.

Wilton Lima

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Crer e Pensar #012

SOU CRISTÃO APESAR DA IGREJA - Parte 03


Nasci e me criei dentro de uma cultura cristã evangélica. Passei minha adolescência de forma atuante e envolvido nos trabalhos desenvolvidos pela igreja a qual eu fazia parte. 

Por volta dos meus 18 anos comecei a questionar de forma incisiva o comportamento da instituição e principalmente daqueles que a lideram, estadual e nacionalmente e junto, claro, veio o desprezo por parte de alguns. Afinal, ir contra o que estava proposto sempre foi inadmissível naquela instituição, em algumas ainda continua sendo. 

[...]
Eu cresci ouvindo que não podíamos discordar da palavra do pastor. Era algo que sempre me incomodou, mas me mantinha fiel a esta regra. Quando passei a ter consciência de um evangelho puro e simples, através das leituras diferentes das que me eram apresentadas, entendi que o homem não só complicou a realidade do amor de Jesus por nós, como mercantilizou-o absurdamente. O que nos era dado pela graça de Deus, de forma abundante e inexplicável, agora era uma recompensa ao que eu fazia enquanto servo de uma igreja e como obedecia às ordens dos seus líderes.

Muita coisa deixou de fazer sentido para aquele jovem questionador!

A igreja que antes protestava e dava a mão ao necessitado, acolhendo e abraçando em suas angústias, agora se torna cada vez mais parecida com aquela em que rompeu séculos atrás. Vendendo as bênçãos e o perdão. Cobrando, absurdamente, dos fiéis que desejam fazer parte daquele rebanho.

Hoje, eu vejo uma igreja mais preocupada com sua participação efetiva na política (não que isso não deva acontecer) do que sua participação para minimizar os traumas sociais que vivenciamos todos os dias. Os milhares de negros e homossexuais que são mortos no Brasil não é pauta nas lutas da igreja. Milhares de mulheres espancadas e mortas por homens que se sentem seus donos não incomoda os líderes dessas igrejas. Não vejo uma participação efetiva de líderes religiosos, que têm a força da mídia e a força de igrejas milionárias, na luta contra o abuso sexual das crianças no Nordeste do Brasil. Eu não vejo, algumas dessas igrejas, preocupadas com má distribuição de renda no nosso país. Não, eles não se incomodam!

Eu vejo líderes mais preocupados com aquilo que eles chamam de moral e bons costumes, ao ponto de ultrapassar os limites do amor, do cuidado e da compreensão. 

Eu vejo igrejas que esqueceram do amor verdadeiro ensinado por Jesus. Eu vejo igrejas que esqueceram do próprio Jesus, que dizem manchar por Ele, mas que estão sem Ele.

Apesar de tudo e da igreja eu ainda acredito no amor verdadeiro de Jesus, no seu Evangelho Puro e Simples, que ama e acolhe a todos. 

Que nossa busca diária seja esta: andar como Jesus andou e amar como Ele mesmo nos amou, só assim seremos verdadeiramente conhecidos como seus seguidores (João 13.34 e 35).

Wilton Lima

sábado, 22 de junho de 2019

Crer e Pensar #011

É cada vez mais difícil dizer que sou cristão e dizer que sou evangélico, no contexto que estamos inseridos, é quase impossível.

Vivemos uma realidade totalmente diferente daquela vivida pela chamada Igreja Primitiva.

Vivo a me perguntar; onde colocaram os ensinamentos de Jesus? O que fizeram do amor, não só pregado, mas vivido e compartilhado com todos, sem distinção de quaisquer diferenças da época.

Há muito tempo meu coração rompeu com esse sistema mercadológico e criminoso que a igreja evangélica brasileira se rendeu. Há muito tempo meu crer passa também pelo pensar consciente e racional.

Não consigo aceitar a instituição igreja evangélica que se cala diante dos dramas vividos, todos os dias, pelas mulheres, negros, LGBTs e outras chamadas minorias; uma igreja que se cala para o drama ecológico vivido por nós, inseridos nesse maldito sistema capitalista que a cada dia nos sufoca e aprisiona. Há algo ainda pior. Uma igreja que se rende a este sistema e ao invés de ajudar, abraçar e compreender esses dramas, os menosprezam e os colocam cada vez mais distantes do amor verdadeiro de Jesus.

Meu coração não consegue aceitar uma igreja que dá voz a um líder político que exalta torturadores e apoio ditaduras, que mata e cala milhares de pessoas inocentes; uma igreja que vê nesse líder a solução para o Brasil. Porém, este mesmo zomba e menospreza a luta de todos nós negros, das mulheres, dos LGBTs e dos indígenas que chegaram primeiro que nós nessa terra. 

Não, eu simplesmente não entendo e não aceito fazer parte desta igreja.

Porém, apesar de tudo isso, eu acredito no amor verdadeiro de Jesus. Amor que cuida e dá proteção. Amor que abraça, ouve e compreende. Amor que cura as dores e nos dá forças para resistir a todo esse mal.

Eu ainda acredito que há igrejas espalhadas por esse Brasil que não se calam e resistem, formadas por pessoas que receberam e entenderam o amor verdadeiro. Eu acredito no meu país, eu acredito em dias melhores e acredito também, que não será fácil a nossa luta.

Sim, apesar de tudo, ainda sou cristão. Eu acredito no Puro e Simples Evangelho de Cristo e é nisso que minha fé e esperança se sustenta.

Wilton Lima

quinta-feira, 18 de abril de 2019

MAIS UM DE AMOR


Por falar tanto sobre o amor eu me torno chato! Porém, não me canso de acreditar e dizer que a solução para tudo é amar e amar incondicionalmente. 

Os dias são difíceis e cada vez mais nos tornamos descartáveis. Deixamos pessoas e sentimentos em segundo plano, pela valorização do poder e posição social. 

Eu entendo que escolher amar quem aparentemente não merece nosso amor é uma decisão muito difícil, para alguns até impossível, o que eu não consigo entender são aqueles que se dizem seguidores de Jesus e simplesmente não fazem nada por aqueles que precisam, ou fazem muito pouco.

São milhares de negros mortos todos os dias no Brasil e mulheres que são espancadas, estupradas e mortas a todo instante. Os muitos gays, lésbicas ou qualquer um, que não tenha o padrão desejado por aqueles que se dizem lutar pela família, moral e bons costumes, eles são mortos como se suas vidas não tivessem a mesma importância pra Deus. 

Vivemos dias difíceis. O amor é esquecido e não cuidamos mais uns dos outros, não nos importamos com a dor do outro, não queremos nos envolver, nem mesmo ouvir. 

Que possamos, nós que dizemos ser, amigos de Jesus e seus seguidores, aprender na prática o que ele mesmo nos ensinou, com o seu próprio exemplo. 

Amar como Jesus nos amou. É só através deste amor que seremos reconhecidos como seus discípulos. Caso contrário nada valerá à pena. 

Escolha amar simplesmente por amar. Pare, ouça, compreenda e cuide. 

Seja amor, viva o amor! 


Wilton Lima

segunda-feira, 25 de março de 2019

EU TENHO UM SONHO

"Nós somos feitos da matéria de que são feitos os sonhos; nossa vida pequenina é cercada pelo sono” SHAKESPEARE

Eu tenho um sonho. Sonho com uma sociedade diferente, onde as pessoas não se importarão mais com a cor da pele, com o quanto temos de dinheiro ou quanto politizado nós somos.

É utópico. Mas eu vivo por utopias.

Eu nasci em meio a transformações no mundo. A queda de um muro que dividia vidas e sonhos; o fim da segregação em uma nação, por causa da cor da pele.

Mas não foi o fim. 
Estamos longe.
Ainda é um sonho!

Os muros continuam a ser construídos nos corações dos homens, dividindo uns daqueles que pensam e agem diferente. A cor da pele ainda é um obstáculo para muitos, em nações onde prevalece a hegemonia de uma raça pura, assim como ensinara Hitler.

Muitos, brancos e negros, permanecem calados diante ao preconceito. Uns por medo, outros por aceitação. E como foi alertado por Martin Luther King, é preocupante o silêncio dos bons. 

Porém, quem é bom?

Em nossa sociedade tem sido bom aqueles que promovem o ódio ao diferente. Tem sido bom aqueles que lutam contra ideologias diferentes das suas, com o discurso de retomar a moral da nação. Tem sido bom, os que defendem a volta da tortura e o silêncio forçado daqueles que não concordam ou que apenas lutam por direitos, que porventura não os têm.

Mas eu tenho um sonho. Vivo com esse sonho e almejo um alcança-lo.

É possível sim uma sociedade que não trata diferente por causa da sua cor, da sua religião, da sua opção sexual ou da sua origem. Sim, é possível!

O sonho começa a ser realizado por nós que acreditamos no amor, na força transformadora deste amor.

“Agora é hora de sair do vale escuro e desolado da segregação para o caminho iluminado da justiça racial. Agora é hora de retirar a nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a sólida rocha da fraternidade. Agora é hora de transformar a justiça em realidade para todos os filhos de Deus” (Martin Luther King).

É o nosso momento de transformar o sonho em uma realidade. É nosso momento de lutar, com aqueles e por aqueles, que já não têm mais forças para continuar.

Sejamos resistência a tudo aquilo que maltrata e exclui o outro.

Sejamos pontes de amor, cuidado e proteção.


Wilton Lima

terça-feira, 19 de março de 2019

SIM, EU SOU NEGRO!

"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons"
Martin Luther King

O que uma cor representa para você?

A cor da pele de alguém, diferente da sua, muda alguma coisa?

Como tem sido seu olhar?

Como você reage às lutas por igualdade em uma sociedade multirracial, porém extremamente preconceituosa como a nossa?

O Brasil é um país fantástico, de muitas cores. Um país que sempre atraiu. Porém, é um país que mata, de forma absurda e em números significantes, aqueles que são diferentes, aqueles que não se enquadram nos padrões de uma elite branca, de costumes conservadores e pior, que muitas vezes se dizem cristãos. 

Um país que julga o outro pela cor da sua pele, pela forma como se veste ou fala. 

Um país que acha engraçado as piadas com negros, mulheres, homossexuais, índios ou quaisquer outras “minorias” que sejam diferentes. Um país que segrega quem outrora foi receptível. Que julga os fins das tragédias nas favelas espalhadas em todo Brasil sem querer entender as razões que as levaram acontecer. 

De uma cultura racista que ao cruzar com um negro na rua, à noite e com pouca iluminação, já sente o medo de um assalto ou crimes semelhantes. Um país que julga aqueles que estão entregues às drogas, moradores de rua, vivendo à margem desta sociedade. 

Ao lembrar de relatos históricos da exclusão e das mortes de milhares de negros no meu Brasil, ao ouvir todos os dias sobre preconceitos por causa do tom escuro da pele e de crianças que são excluídas pelos colegas nas escolas, eu não ousaria dizer que sofri com o fato de eu ser negro, porém, não quero dizer que não tenha ouvido brincadeiras quanto a minha cor, apelidos pejorativos e que nunca me senti diferente ou excluído. Sim, isso já aconteceu! Mas vejo dores maiores e delas eu compartilho. 

Quando criança algo me incomodava. Tinha um vizinho, ainda tenho na verdade, que nunca me chamava pelo nome. O tratamento era sempre “neguinho” e não era em tom de carinho e respeito. Me incomodava, mas eu não tinha coragem ou forças para reagir. Só na adolescência tomei coragem de dizer algo como: “meu nome não é neguinho, meu nome é Wilton”. Demorou, mas impus meu respeito e aceitação. 

Aparentemente isso é normal em nossa sociedade. Mas cuidado, nem sempre a forma como você é tratado é a certa. Imponha-se e não tenha medo ou vergonha de ser quem você é ou como é. 

Até quando nós vamos aceitar o preconceito sem nenhuma reação?

Até quando vamos nos calar quanto as mortes dos nossos semelhantes? Milhares de negros, mulheres, homossexuais, índios, nordestinos ou simplesmente pessoas que pensam e agem diferente.

Até quando vamos aceitar isso?

Temos voz e com ela devemos resistir a tudo isso. Sentir a dor do outro e lutar juntos por um país justo e com direitos respeitados. Todos os dias e em todos os lugares. 

Não magoe e nem se deixar magoar! 

Não tenha vergonha de quem você é. Não importa a cor da sua pele, não importa a religião que você segue, não importa sua opção sexual. 

Não importa! 

Lute e seja a resistência em meio ao preconceito e todo tipo de intolerância.

Wilton Lima

segunda-feira, 18 de março de 2019

UM COMEÇO PARA ESQUECER

Ainda estamos em março de 2019 e já é um ano que queremos nos despedir, urgente!

É difícil externar algo diante de tantas atrocidades que vivenciamos nesses primeiros meses do ano.

Brumadinho e Suzano, dificilmente sairão das nossas memórias. Casos distintos, mas que envolvem a falta de amor e cuidado; que mostram o desprezo e a falta de compaixão do homem.

A ganância matou centenas em Brumadinho, deixou outras centenas de luto. O ódio matou o sonho de alguns adolescentes em Suzano, deixou milhares em choque, com medo. Eles destruíram famílias e deixaram o país em lágrimas.

Lágrimas que diante de tanta crueldade não querem cessar e não me deixam expressar outro sentimento que não seja repúdio ao que temos feito enquanto sociedade, enquanto pessoas.

É difícil dialogar em meio a falta do amor, da falta de empatia pelo outro.
Difícil aceitar que tentam simplificar toda a dor ou até mesmo levá-la a um nível de "espiritualidade" ultrajada pela busca dos bons costumes, pela segurança e poderes individuais que atropelam, sem nenhum pudor, a vez do próximo.

É difícil viver em uma sociedade que não quer ser receptível ao seu semelhante. Pessoas que não amam pessoas. Que alimentam apenas um ego próprio.

É difícil!

É difícil ver que aqueles que deveriam externar o amor daquele que eles se dizem ser seguidores, não o fazem. Eles têm mais afastado as pessoas da verdade do que trazê-las a realidade no amor verdadeiro, onde não há diferenças, onde não há sacrifício para alcançá-lo, apenas amar e viver este amor.

Não existe solução maior, para resolver tudo isso que estamos presenciando e sentindo.

É difícil!

Porém, precisamos erguer nossa voz, reavivar nossa esperança, acreditando em dias melhores e lutando com amor contra o ódio que se espalhou em nossa nação. Resistindo e sendo a força daqueles que a perderam, ajudando-os a se reerguer para continuar a caminhada difícil que temos à frente.

Juntos e unidos. Vivendo, espalhando e sendo amor com todos e para todos, sem diferenças, apenas no amor!

Seja amor. Espalhe o amor!


Wilton Lima

quarta-feira, 6 de março de 2019

Crer e Pensar #008

DE VOLTA AO VERDADEIRO E PURO CRISTIANISMO - Parte 03


Nas publicações passadas fiz alguns comentários sobre a atual situação da igreja brasileira, dando apenas minha opinião sobre tudo que vivenciei.

Quando afirmo que ainda sou cristão apesar da igreja, me refiro a igreja como instituição terrena e liderada por homens, sujeitos ao erro como qualquer um de nós.

A Igreja verdadeira de Cristo, ultrapassa os limites das quatro paredes de um templo, seja ele qual for. Esta Igreja está presente em milhares de outras. 

É uma Igreja dentro de templos religiosos!

Diante de tantas heresias e alucinações vindas da mente de líderes evangélicos só me resta, apenas, esperar naquele que é a razão da minha Fé.

Jeremias, em suas Lamentações, nos dá uma grande força pra superar essa situação caótica vivida na igreja brasileira. Nos ajuda com suas palavras ditas como oração, a não perder a Fé por causa do poço em que fomos lançados. Ele nos faz entender que unicamente a misericórdia do Senhor é causa de ainda não termos sido consumidos por todo o mal (Lamentações 3.22).

Ele nos ensina a trazer à memória somente o que nos dá esperança (Lamentações 3.21).

E minha maior alegria estar na esperança de um dia ver o Pai face a face, vê-lo assim como Ele é (1 Coríntios 13.12). Então, esse é meu pensamento diário. É o que trago a memória, e isso tem me dado esperança, tem me mostrado que tudo passará. Passará a terra com toda sua concupiscência, passarão os homens com suas maldades e doutrinas errantes, mas o que é da vontade de Deus permanecerá para sempre (1 João 2.17).

Minha maior alegria é saber que um dia não haverá mais pessoas usando a Palavra pra ganhar fama, pra juntar riquezas e não haverá mais engano.

Um dia tudo isso findará e aqueles que permanecerem fiéis ao Evangelho pregado por Cristo e seus apóstolos, que não se entregaram a ventos de doutrinas e não se entregaram a heresias, estarão com o Pai, na Glória Celestial, preparada desde a fundação do mundo (Mateus 25.34).

Que a nossa busca, seja agradar a Deus e não o homem e assim, alcançaremos a Glória eterna.

Voltemos o mais rápido ao que é Puro e Simples! 

Só a Deus, a Glória.

Wilton Lima

terça-feira, 5 de março de 2019

CRÔNICAS DE UMA INSÔNIA #007

A VERDADE A QUALQUER PREÇO

Ser a pessoa que todos amam. Isso seria maravilhoso. Viver em comunhão com todos com quem convivemos, sem discórdias e intrigas!

Para conseguir esse feito utópico, muitos vivem de maneira enganosa. Vivem de aparências. Transmitem aquilo que não são.

Nos últimos meses tenho me indagado se tenho sido realmente quem eu sou de verdade!

Revendo algumas atitudes minhas, conclui que forcei certos comportamentos meus, disse palavras e aceitei muitas coisas erradas. Somente pra manter determinadas amizades e ser alguém agradável, alguém que as pessoas gostassem.

Eu pensei que enganava os outros, mas na verdade enganei a mim mesmo!

Acreditava que em alguns momentos, apesar de parecer contraditório, fosse necessário fazer coisas que eu não gostava, dizer o que não queria e ser o que eu não era. Simplesmente para manter os amigos e ter a compreenssão deles.

Tudo era relativo. E eu achava necessário!

Diante de muitas coisas que aconteceram nesses últimos três anos, vi que essas minhas atitudes ajudaram, na verdade, a manter pessoas no meu ciclo de amizade e a continuar a ser uma pessoa agradável, porém, não me ajudaram a ser uma pessoa melhor!

Diante de comportamentos de alguns amigos próximos, passei a ver que não valia à pena mudar para agradar.

Realmente não vale!

Não vale à pena ser outra pessoa por causa de alguém!
Não vale à pena colocar a máscara do sorriso e aceitação!
Não vale à pena se calar quando o coração grita!

Realmente não vale.

Viva a verdade a qualquer custo. Seja verdadeiro com você mesmo.

Lutero, um dos responsáveis pela Reforma Protestante iniciada há pouco mais de 500 anos, disse certa vez que devemos buscar “a paz, se possível, mas a verdade, a qualquer preço”. E esse preço pode ser acompanhado, muitas vezes, por perdas. A perda de amigos, influencia e aceitação.

Sejamos o que somos!
Sem medo, ser!
Com a verdade que somos!

Wilton Lima

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Crer e Pensar #007

DE VOLTA AO VERDADEIRO E PURO CRISTIANISMO - Parte 2

A Igreja Evangélica Brasileira tem se tornado uma espécie de Igreja Romana dos tempos antes da Reforma Protestante, onde as pessoas não tinham o direito de ter uma opinião e pensar diferente do Papa. Tais atitudes contra a soberania da Igreja Romana, poderia causar a excomunhão de quem ousasse questionar a autoridade papal.

Na igreja evangélica não existe um papa. Porém, existem certos pastores, bispos ou apóstolos que usufruem da mesma autoridade que o papa tinha na Igreja Romana antes da Reforma. Tentam fazer com que os fiéis acreditarem que eles não podem ser questionados por serem os “ungidos de Deus”. Sendo assim, colocam as suas comunidades sempre abaixo de suas palavras. E quem ousar ir contra elas, corre o risco de punições divinas.

É lamentável ver o que estão fazendo em nome de Deus!

É lamentável ver muitas comunidades evangélicas jogar o verdadeiro Evangelho de Jesus no lixo e tentar calar a voz de quem ainda luta por um Cristianismo Puro e Simples.

Para os seguidores deste evangelho fabricado, quem critica e não se cala diante da bagunça que está formada dentro das igrejas, é considerado desviado, um herege, ou simplesmente um rebelde.

Eu já ouvi muito isso!

Sim, é mais cômodo ir com a multidão, seguir o que está dando certo, acreditar na palavra do profeta e não examinar as de Deus. 

Mas cuidado, nem tudo que dá certo, está certo!

Assim como a Igreja Romana tentou calar a voz de Lutero e de muitos outros Reformadores, hoje a igreja que prega o evangelho fabricado tenta calar a voz da Verdadeira Igreja de Cristo, que luta contra as heresias pregadas por estes homens.

Paulo nos orienta a pregar o Evangelho a todo tempo, mesmo quando parece que não é tempo.

Não podemos deixar que calem nossa voz. Continuemos firmes, orando ao Senhor e vivendo uma vida piedosa, amando o nosso próximo, escutando, compreendendo e ajudando aos que precisam, essa é a essência do verdadeiro ensinamento de Cristo.

Continuemos a anunciar o Verdadeiro, Puro e Simples Cristianismo. Mesmo que isso nos traga dor, isolamento e desprezo.

Só a Deus, a Glória.

Wilton Lima

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

QUAL NOSSA MOTIVAÇÃO?

Porque vamos à Igreja? 
Qual tem sido nossa motivação? 
Será que temos dado a Deus tudo que ele realmente merece da nossa parte?

Certamente, nada do que venhamos a fazer, compensará o grande amor que ele nos tem dedicado. Somos pecadores e errantes nessa caminhada tão difícil, porém o amor de Deus por nós é inexplicável e foi provado, ao ter enviado Jesus para morrer em nosso lugar, por nossas falhas. 

É lamentável ver milhares de pessoas irem à Igreja buscar algo de Deus. Receber uma cura, uma bênção financeira, amorosa ou mesmo espiritual. É lamentável ver milhares de pessoas não irem à Igreja oferecer algo a Deus. 

Claro que devemos buscar a cura que precisamos, as bênçãos desejadas e prometidas por Deus, mas não deve ser essa a nossa motivação para estar na nos templos consagrados a Deus.

Quando percebermos que Deus é muito mais que isso, entenderemos o propósito da nossa existência. Entenderemos que há mais motivos pra irmos à igreja, seja qual for ela, simplesmente para agradecer, do que para pedir.

Só por sua morte, passaríamos toda a vida agradecendo e ainda não bastaria. Isto se chama Graça! O favor de Deus que nos alcançou e nos salvou. 

E ainda temos o privilégio de sermos amigos de Jesus (João 15.15).

É nesse momento que me maravilho ainda mais. Quando João transmite as palavras do próprio Jesus, ele não nos tem mais como servos, mas agora nos tem como amigos, pois o servo não tem conhecimento do que faz o seu senhor, mas Ele nos tem feito conhecer todas as coisas.

Se já temos motivos suficientes pra agradecer, com esse presente de nos tornarmos amigos de Deus, não temos o direito de pedir mais nada.

É só agradecer! 
Agradecer pela amizade, pelo cuidado diário e pelo inexplicável amor que ele tem por nós. 

Que nossa motivação seja sempre estar com o Pai, lhe agradecendo por tantas bênçãos recebidas, de graça!

Wilton Lima

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

CRÔNICAS DE UMA INSÔNIA #006

TU ESTÁS LONGE

Meus olhos não te alcançam mais, você está distante. Sua voz se foi aos poucos e sem você eu não sou capaz! Sem você eu perco o ritmo, eu desafino. Ando na contra mão e corro muitos riscos!

Não dá!

Meus passos são trêmulos, incertos e medrosos! Eu preciso de você. Preciso do seu olhar, preciso te abraçar! Mas estás longe, muito longe!

Tudo é tão longe!

Tudo é estranho quando não te tenho comigo. Tudo é pesado e sem sentido. Tudo se torna desnecessário e com muito perigo.

Não consigo entender onde me perdi, não consigo refletir teu amor em mim. Não mais.

Não dá, tudo é tão longe!

Meus versos perdem a rima. Ficam mudos e sem melodia.  Então, eu desafino, saio da dança, eu saio da vida!

Mas eu quero continuar, quero voltar ao início. Mas será a solução? Será necessário? Não sei. Você não está por perto pra me orientar.

Mas devo continuar!

Irei sem minhas rimas, em meus versos sem sequências e sentidos. Apenas palavras perdidas, na busca por uma razão, algo que traga consolo ao meu coração.

Mas não dá! 
É longe!

Mas eu sei que ainda me reconhece. Sei que consegues me ver de onde estás. Mas eu não consigo te enxergar.

É estranho esse vazio que ficou. Não imaginava tamanha dor e nem idealizei como seria sem você, apenas deixei que tudo acontecesse e não consegui perceber.

Não dá, tudo é tão longe!

Longe! 
Estás muito longe!

Wilton Lima