Mostrando postagens com marcador Luta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Luta. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de abril de 2019

DITADURA NUNCA MAIS

Fonte: Cristãos Contra o Facismo
Há 55 anos, se iniciava um dos mais horrendos capítulos da nossa história.

Foram 21 anos de censura e muitas torturas, físicas e emocionais. Muitas crianças foram sequestradas e adotadas de forma criminosa. Muitas famílias separadas e até hoje, muitos desses casos não foram resolvidos, ou quase nenhum.

E o que antes era apenas uma opinião, torna-se agora um programa de governo.

O que deveria ser lembrado para não esquecermos o martírio de milhares de brasileiros, hoje é comemorado e aplaudido por uma elite que esqueceu do outro, que menospreza a dor do próximo.

Eu não vivi esse período tenebroso da história do Brasil. Quando nasci, nossa democracia já dava indícios de novos tempos. Porém, não posso e nem devo me abster da dor daqueles que sofreram a repressão de um regime liderado pelos militares e apoiado por milhares de civis que viam-se ameaçados com a chegada de um pensamento mais liberal e social, que lutava por igualdade de direitos e oportunidade de um pensamento livre.

Não posso esquecer daqueles que sofreram com o Regime Militar, que matava com uma frieza inexplicável, um regime que silenciou a impresa contrária a ele. Eu não sofri a dor deles, mas minha luta é para que minha geração não venha passar por isso, minha luta me fez ficar de luto por aqueles que os militares mataram e simplesmente foram esquecidos.

E hoje, o que me motiva a lutar é o exemplo que tenho dessas pessoas que lutaram por nós no passado, e tenho que lutar pelas gerações futuras.

Não se comemora torturas. Não se comemora a morte.
Ditudura não é pra ser comemorada e sim repudiada.

Este Brasil, nunca mais!

Wilton Lima

segunda-feira, 25 de março de 2019

EU TENHO UM SONHO

"Nós somos feitos da matéria de que são feitos os sonhos; nossa vida pequenina é cercada pelo sono” SHAKESPEARE

Eu tenho um sonho. Sonho com uma sociedade diferente, onde as pessoas não se importarão mais com a cor da pele, com o quanto temos de dinheiro ou quanto politizado nós somos.

É utópico. Mas eu vivo por utopias.

Eu nasci em meio a transformações no mundo. A queda de um muro que dividia vidas e sonhos; o fim da segregação em uma nação, por causa da cor da pele.

Mas não foi o fim. 
Estamos longe.
Ainda é um sonho!

Os muros continuam a ser construídos nos corações dos homens, dividindo uns daqueles que pensam e agem diferente. A cor da pele ainda é um obstáculo para muitos, em nações onde prevalece a hegemonia de uma raça pura, assim como ensinara Hitler.

Muitos, brancos e negros, permanecem calados diante ao preconceito. Uns por medo, outros por aceitação. E como foi alertado por Martin Luther King, é preocupante o silêncio dos bons. 

Porém, quem é bom?

Em nossa sociedade tem sido bom aqueles que promovem o ódio ao diferente. Tem sido bom aqueles que lutam contra ideologias diferentes das suas, com o discurso de retomar a moral da nação. Tem sido bom, os que defendem a volta da tortura e o silêncio forçado daqueles que não concordam ou que apenas lutam por direitos, que porventura não os têm.

Mas eu tenho um sonho. Vivo com esse sonho e almejo um alcança-lo.

É possível sim uma sociedade que não trata diferente por causa da sua cor, da sua religião, da sua opção sexual ou da sua origem. Sim, é possível!

O sonho começa a ser realizado por nós que acreditamos no amor, na força transformadora deste amor.

“Agora é hora de sair do vale escuro e desolado da segregação para o caminho iluminado da justiça racial. Agora é hora de retirar a nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a sólida rocha da fraternidade. Agora é hora de transformar a justiça em realidade para todos os filhos de Deus” (Martin Luther King).

É o nosso momento de transformar o sonho em uma realidade. É nosso momento de lutar, com aqueles e por aqueles, que já não têm mais forças para continuar.

Sejamos resistência a tudo aquilo que maltrata e exclui o outro.

Sejamos pontes de amor, cuidado e proteção.


Wilton Lima

sexta-feira, 22 de março de 2019

DESTRUA OS MUROS, CONSTRUA PONTES

Eu tinha 6 de meses de idade durante um dos acontecimentos mais marcantes da nossa história recente; a queda do Muro de Berlim. 

Iria fazer no mês seguinte, 5 anos, quando chegou ao fim o mais rigoroso regime de segregação racial após a Segunda Guerra Mundial, que aconteceu na África do Sul, que levou o nome de Apartheid e levou à prisão o maior nome contrário ao regime. Nelson Mandela, passou 27 anos preso, simplesmente ao lutar por direito iguais para os negros. 

Muita coisa aconteceu no mundo nos últimos 30 anos. Muitos muros foram derrubados. Muros do preconceito, descriminação, muros de ódio e segregação. Porém, me dói o peito ao ouvir de muitos, às vezes próximos, defender a necessidade de erguer novos muros. Dói no peito a feita de amor em nosso meio. 

Fico a lamentar e resistir o julgamento daqueles que deveriam levar o amor incondicional de Cristo a todos, sem porquês ou talvez. 

Muitos que deveriam ser uma ponte, um elo de ligação dos necessitados a este amor, tornam-se muros firmes e inabaláveis pela dor e sofrimento do próximo. Esquecem que são iguais, falhos e pecadores, nem mais, nem menos, apenas indignos deste amor inexplicável de Jesus. 

Amor que nos é dado sem merecimentos! 

Eu me alegro ao estudar a história de homens e mulheres como Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Nelson Mandela, as 129 operárias estadunidenses queimadas numa fábrica em Nova Iorque, em 1857, as tecelãs e costureiras de 1917, nas greves por direitos na Rússia ou até mesmo nossa Marielle Franco, uma socióloga envolvida na política pela defesa dos Direitos Humanos, morta brutalmente no Brasil em 2018. 

Fico feliz em ver jovens sendo a resistência em meio ao ódio e segregação. Me alegro por não lutar sozinho esta batalha. 

Porém, sei que não é fácil. É uma luta contra gigantes. Muitos têm sua voz calada, às vezes suas vidas tiradas. Não fácil ir na contramão, não é fácil dizer não. 

Os poderosos continuarão a nos oprimir e a segregar, às vezes em nome da moral e dos bons costumes, às vezes tentarão até nos calar. Mas lembremos das lutas dos que vieram antes de nós, inspiremo-nos neles e nelas. 

Não é fácil, não está sendo e nem será fácil! 

Mesmo assim, ao ver muros sendo erguidos por aqueles que têm o poder, dado democraticamente pelo povo, é satisfatório ver a luta de milhares que não aceitam ser muros e têm sido pontes que levam pessoas ao amor, guiam outros a liberdade e esperança. 

Em um mundo que tentam reconstruir o que já foi derrubado, que tentam resgatar a lei do ódio, da vingança e da morte, sejamos a transformação. 

Sejamos pontes de amor, cuidado e proteção.

Wilton Lima

terça-feira, 19 de março de 2019

SIM, EU SOU NEGRO!

"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons"
Martin Luther King

O que uma cor representa para você?

A cor da pele de alguém, diferente da sua, muda alguma coisa?

Como tem sido seu olhar?

Como você reage às lutas por igualdade em uma sociedade multirracial, porém extremamente preconceituosa como a nossa?

O Brasil é um país fantástico, de muitas cores. Um país que sempre atraiu. Porém, é um país que mata, de forma absurda e em números significantes, aqueles que são diferentes, aqueles que não se enquadram nos padrões de uma elite branca, de costumes conservadores e pior, que muitas vezes se dizem cristãos. 

Um país que julga o outro pela cor da sua pele, pela forma como se veste ou fala. 

Um país que acha engraçado as piadas com negros, mulheres, homossexuais, índios ou quaisquer outras “minorias” que sejam diferentes. Um país que segrega quem outrora foi receptível. Que julga os fins das tragédias nas favelas espalhadas em todo Brasil sem querer entender as razões que as levaram acontecer. 

De uma cultura racista que ao cruzar com um negro na rua, à noite e com pouca iluminação, já sente o medo de um assalto ou crimes semelhantes. Um país que julga aqueles que estão entregues às drogas, moradores de rua, vivendo à margem desta sociedade. 

Ao lembrar de relatos históricos da exclusão e das mortes de milhares de negros no meu Brasil, ao ouvir todos os dias sobre preconceitos por causa do tom escuro da pele e de crianças que são excluídas pelos colegas nas escolas, eu não ousaria dizer que sofri com o fato de eu ser negro, porém, não quero dizer que não tenha ouvido brincadeiras quanto a minha cor, apelidos pejorativos e que nunca me senti diferente ou excluído. Sim, isso já aconteceu! Mas vejo dores maiores e delas eu compartilho. 

Quando criança algo me incomodava. Tinha um vizinho, ainda tenho na verdade, que nunca me chamava pelo nome. O tratamento era sempre “neguinho” e não era em tom de carinho e respeito. Me incomodava, mas eu não tinha coragem ou forças para reagir. Só na adolescência tomei coragem de dizer algo como: “meu nome não é neguinho, meu nome é Wilton”. Demorou, mas impus meu respeito e aceitação. 

Aparentemente isso é normal em nossa sociedade. Mas cuidado, nem sempre a forma como você é tratado é a certa. Imponha-se e não tenha medo ou vergonha de ser quem você é ou como é. 

Até quando nós vamos aceitar o preconceito sem nenhuma reação?

Até quando vamos nos calar quanto as mortes dos nossos semelhantes? Milhares de negros, mulheres, homossexuais, índios, nordestinos ou simplesmente pessoas que pensam e agem diferente.

Até quando vamos aceitar isso?

Temos voz e com ela devemos resistir a tudo isso. Sentir a dor do outro e lutar juntos por um país justo e com direitos respeitados. Todos os dias e em todos os lugares. 

Não magoe e nem se deixar magoar! 

Não tenha vergonha de quem você é. Não importa a cor da sua pele, não importa a religião que você segue, não importa sua opção sexual. 

Não importa! 

Lute e seja a resistência em meio ao preconceito e todo tipo de intolerância.

Wilton Lima

quinta-feira, 14 de março de 2019

ADORAÇÃO CONTRADITÓRIA

Houveram certos momentos na minha vida em que me indaguei muito acerca de algumas coisas que me aconteceram. Acho que isso acontece com todas as pessoas que passam por momentos de conflitos e dúvidas.

Cheguei a sentir raiva de mim mesmo por algumas atitudes e feitos errados. Me culpava muito e não conseguia me perdoar!

E isso doía bastante!

Se já é difícil você perdoar o outro, torna-se mais difícil quando você não consegue perdoar a si mesmo. 

Cheguei ao momento de querer saber o motivo de tanto sofrimento e indagar até Deus o motivo de estar permitindo que coisas do tão ruins acontecessem comigo.

No momento da luta e de tanta dor, chega ser difícil acreditar que Deus está conosco. Pois tudo dá errado e como humanos, fracos como somos, queremos sempre o contrário. 

Não é fácil aceitar ou mesmo compreender as dores momentâneas.

É difícil entender o que Paulo diz na sua carta a Igreja em Roma, de que todas as coisas cooperam para o bem de quem ama a Deus, mesmo os momentos de dores (Romanos 8.28). 

Mas são nesses momentos que Deus quer ver nossa fidelidade e confiança nele.

Adorar a Deus quando as contas estão pagas, quando sobra dinheiro ao final do mês, quando todos os amigos estão pertos, quando temos saúde e tudo vai bem, é muito simples. 

Quando acontece o contrário, a adoração de muitos se esvai. 

Paulo declarou ter aprendido a adorar em todo momento. Estando alegre e estando triste, estando saudável ou doente, com dinheiro ou sem dinheiro! 

Podemos até querer saber o motivo da dor, da desgraça que sobreveio em nossa vida ou mesmo nos culpar por elas terem acontecido. As pessoas podem até dizer que foi culpa nossa e que o motivo de tanta dor, é o nosso pecado. 

Até mesmo nossa família pode se voltar contra nós!

Temos que manter firme nossa adoração!

E não existe exemplo maior que o de Jó. É totalmente contraditória sua adoração a Deus. Contraditória em relação ao que ele estava vivendo e ao que seus amigos e sua mulher lhes diziam.

Ele adorou a Deus em meio a toda dor que sentia!

Que sua dor e seus conflitos não te impeçam de ser grato a Deus! 

As lutas também são grandes motivos para adorar e agradecer. 

Na verdade, o maior motivo da nossa adoração, é a nossa existência!

Sejamos como Paulo e vamos ser gratos. Gratos por tudo (1 Tessalonicenses 5.18).


Wilton Lima

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Crer e Pensar #007

DE VOLTA AO VERDADEIRO E PURO CRISTIANISMO - Parte 2

A Igreja Evangélica Brasileira tem se tornado uma espécie de Igreja Romana dos tempos antes da Reforma Protestante, onde as pessoas não tinham o direito de ter uma opinião e pensar diferente do Papa. Tais atitudes contra a soberania da Igreja Romana, poderia causar a excomunhão de quem ousasse questionar a autoridade papal.

Na igreja evangélica não existe um papa. Porém, existem certos pastores, bispos ou apóstolos que usufruem da mesma autoridade que o papa tinha na Igreja Romana antes da Reforma. Tentam fazer com que os fiéis acreditarem que eles não podem ser questionados por serem os “ungidos de Deus”. Sendo assim, colocam as suas comunidades sempre abaixo de suas palavras. E quem ousar ir contra elas, corre o risco de punições divinas.

É lamentável ver o que estão fazendo em nome de Deus!

É lamentável ver muitas comunidades evangélicas jogar o verdadeiro Evangelho de Jesus no lixo e tentar calar a voz de quem ainda luta por um Cristianismo Puro e Simples.

Para os seguidores deste evangelho fabricado, quem critica e não se cala diante da bagunça que está formada dentro das igrejas, é considerado desviado, um herege, ou simplesmente um rebelde.

Eu já ouvi muito isso!

Sim, é mais cômodo ir com a multidão, seguir o que está dando certo, acreditar na palavra do profeta e não examinar as de Deus. 

Mas cuidado, nem tudo que dá certo, está certo!

Assim como a Igreja Romana tentou calar a voz de Lutero e de muitos outros Reformadores, hoje a igreja que prega o evangelho fabricado tenta calar a voz da Verdadeira Igreja de Cristo, que luta contra as heresias pregadas por estes homens.

Paulo nos orienta a pregar o Evangelho a todo tempo, mesmo quando parece que não é tempo.

Não podemos deixar que calem nossa voz. Continuemos firmes, orando ao Senhor e vivendo uma vida piedosa, amando o nosso próximo, escutando, compreendendo e ajudando aos que precisam, essa é a essência do verdadeiro ensinamento de Cristo.

Continuemos a anunciar o Verdadeiro, Puro e Simples Cristianismo. Mesmo que isso nos traga dor, isolamento e desprezo.

Só a Deus, a Glória.

Wilton Lima

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

EXTERNANDO-ME #005


A CAMINHADA CONTINUA

A tristeza é um sentimento traiçoeiro e chega nos momentos mais incertos e confusos da vida. 

Chega quando não deveria chegar!


Quem nunca chorou?
Quem nunca sofreu?


É preciso aprender a conviver com a dor.
É preciso aprender a viver em dor!

Caminhando em busca da felicidade e por dias melhores, deparo-me, em meio ao caminho, com situações variadas. Algumas conflitantes e desafiadoras.

Então parei! Confesso que parei.

A falta de experiência me fez temer e querer voltar. Quando olhei ao meu redor notei que grande parte dos que comigo caminhavam, desistiram de mim e simplesmente me abandonaram.

O medo tomou conta do meu ser e a vontade de voltar correndo aumentou, fiquei como num barco à deriva, vazio e sem leme.

A solidão tornou-se companheira e confidente. A dor, um sentimento rotineiro.

Nada mais fazia sentido e eu ali, parado!

Olhava o grande mar a minha volta, de dias calmos e outros tenebrosos.

Já não sabia se era dor o que eu sentia ou se alegria já não existia!

Eu só fiquei lá parado!

Depois de um tempo estacionamento, meus olhos se abriram, passei a enxergar minha dor e mesmo não compreendendo aceitei o caminho que tomei. Analisei as situações que me fizeram parar, então olhei pra trás e já não tinha vontade de voltar. 

Porém, eu não conseguia continuar a caminhada. O caminho era áspero, espinhoso e às vezes caudaloso. Mas tinha algo que me parecia estranho e complexo de entender. Eu olhava além das dificuldades e dos obstáculos do caminho e bem além, quase onde meus olhos não podiam enxergar, eu via algo brilhante, conseguia ver, mesmo que com dificuldade e embaraçado, um rio com águas tranquilas e eu via um colorido que em nenhuma primavera pude ver.

Eu percebi que a imagem era mais nítida ao me colocar de pé e ainda mais real quando um passo eu dei.


Então, dei mais passo e mais outro e outro...

A caminhada continua, a imagem ainda está longe, agora um pouco menos embaraçada e me parece mesmo ser real.

Eu acredito que é real!

Wilton Lima

sábado, 5 de janeiro de 2019

SHAKESPEAREZANDO


[...]

É quando você aprende que determinadas lutas não são dignas de serem lutadas. Aprende que lágrimas não precisam ser derramadas e pessoas não merecem ser conquistadas.

Você aprende que compromissos podem e devem ser desfeitos, mesmo que pareçam firmes e importantes pra você. Aprende que não precisa mudar para agradar e que não precisa disfarçar para sorrir como quer.

Chega um momento que aprende a deixar a máscara de lado e viver quem realmente você é, não se importando com quem discorda e quer vê-lo com uma máscara.

Tire a máscara do seu sorriso, do seu olhar e do seu pensamento.

Então você aprende que precisa viver conforme seus ideais e não escondê-los por causa do medo de um não, pelo medo do desprezo ou aversão.

Viva livre. Sem culpas e medo de ter medos.

Pois o medo vai sempre existir e pode até ser sua arma para vencer os obstáculos na caminhada.

Chega o momento que você entende que para ser feliz precisa amar, simplesmente amar. Sem esperar reciprocidade com a mesma intensidade da qual você aspira.

Portanto não espere que venham até você, corra atrás de quem e do que busca!

Wilton Lima